Este é o Miscelânea, por Júlio Lucas

Leia no seu idioma preferido:

Mostrando postagens com marcador COMPORTAMENTO. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador COMPORTAMENTO. Mostrar todas as postagens

sábado, 21 de novembro de 2020

O pelourinho ainda existe (Vidas negras importam)

 

Poucos sítios históricos ostentam nos dias atuais o pelourinho como foi no passado. A famigerada coluna geralmente fincada no centro de praças para as habituais sessões de castigos de escravos, felizmente há muito foi aposentada. No entanto, a ideia original desse instrumento de imposição de uma suposta supremacia, muito comum nos mercados da antiga Europa, que chegou ao Brasil como símbolo de julgamento e castigos públicos de cativos insubordinados, ainda permeia de alguma maneira a nossa sociedade contemporânea. Na capital baiana, o antigo largo no Centro Histórico que ganhou o divertido apelido Pelô transfigurou-se em alegria pela força e resistência da cultura afro-brasileira. Mas nem tudo é samba-reggae ao sul dos trópicos. O tal totem da tortura, por outro lado, também persiste em toda nação sob as mangas do Estado.

Relativizar a discriminação racial sob o estranho argumento  de que “existe desigualdade, mas não o racismo estrutural no Brasil”, infelizmente não impede que oito a cada dez pessoas mortas pela força policial sejam pretas ou pardas, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2020.

Um pouco de conhecimento e boa-fé deveriam ser o bastante para a compreensão de que é exatamente a desigualdade social, a empurrar jovens pretos para a margem da sociedade, o maior legado escravocrata que persiste nos resquícios sutis do racismo estrutural. Para esses pragmáticos, que pensam ter caído de paraquedas no presente, os que nunca devem ter se afeiçoado aos livros de história, fica a frieza dos números atuais a seguir: segundo a Rede de Observatórios da Segurança a taxa geral de homicídios no Brasil, que é de 28 pessoas a cada 100 mil habitantes, entre os jovens negros (19 a 24 anos) ultrapassa os 200. Pode ser que diante desses índices, o cinismo resmungue na surdina outro mantra anacrônico: “morreram por que estavam errados, no lugar errado, na hora errada”. Mas o que dizer para as mulheres vítimas de feminicídio geralmente em suas casas, em que os dados dão conta de que as negras representam 61%?

Talvez outra estatística seja mais convincente para dissuadir os adeptos dos argumentos nefastos e despertar nestes um pouco de empatia pelas vítimas dos dois lados de uma mesma moeda: o relatório produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) indica que a maioria dos policiais assassinados (65%) também é preta ou parda, embora sejam a minoria nas corporações.

Interpretar letras e números pode ser uma tarefa difícil para quem reluta contra o conhecimento, a boa-fé e a empatia. Então, o que dizer ao abrir os olhos e enxergar que o Dia da Consciência Negra de 2020 começou com imagens estarrecedoras que abalaram o país? João Alberto Silveira Freitas, 40 anos, negro, sendo brutalmente assassinado dentro de um supermercado, na zona norte de Porto Alegre. Pode até alguns privilegiados de frases feitas defenderem que foi uma ocasional fatalidade.

Seria então uma trágica curiosidade a ocorrência dessa barbárie justamente no Rio Grande do Sul, estado onde surgiu a iniciativa para celebrar no dia 20 de novembro, data atribuída ao nascimento de Zumbi dos Palmares, as reflexões sobre as questões dos afro-brasileiros? Não, não foi fatalidade. Não, não é uma curiosa coincidência. Com números, letras e imagens escancaradas, não é necessário sentir na pele para tentar compreender a realidade do preto e pardo no maior destino do comércio de vidas negras do planeta, um dos últimos países a abolir oficialmente a escravidão e desistir do tráfico negreiro. Quem nasce preto, é preto todos os dias e cotidianamente se depara com o racismo estrutural silencioso, velado. E volta e meia, essa verdade contida sob as mangas do país tropical culmina em cenas aterradoras cada vez mais captadas por câmeras de aparelhos celulares para o mundo ver. Provas irrefutáveis que o pelourinho da tortura e da morte ainda não foi extirpado por completo dos corações e mentes daqueles que mais o negam e tanto o praticam. 

quinta-feira, 19 de novembro de 2020

ELEIÇÕES 2020 - Qual recado o eleitor deixa nas urnas à classe política brasileira?




Em meio à pandemia, que já registrou mais de 165 mil mortes no país, milhões de brasileiros compareceram às urnas no último domingo (15) para a escolha dos seus representantes que ocuparão os cargos de prefeitos e vereadores a partir de janeiro de 2021. Mais de meio milhão de candidatos concorreram ao pleito em 5.567 municípios brasileiros. De fora ficou Macapá (AP), por conta do apagão, além do Distrito Federal e Fernando de Noronha, territórios diferenciados que não participam de eleições municipais.

Dos 147,9 milhões de eleitores aptos a votar, mais de 30% deixaram de escolher seus representantes. O número recorde ultrapassou a soma dos 45 milhões de ausentes, nulos e brancos. Mas essa possível reafirmação de descrença na classe política, parece ter deslocado o desânimo para um comportamento reativo do eleitorado. Esperava-se que essa tendência já demonstrada na última eleição em 2016, quando 27,8% abriram mão do sufrágio universal, somada às restrições impostas pela Covid-19, provocasse bem mais abstenções superando com folga o índice histórico, desde a adoção da urna eletrônica em 1996. Nesse cenário geopolítico em constante mobilidade, intensificado pela pandemia - a exemplo da corrida presidencial nos EUA em que a maioria participativa negou a Trump a reeleição – foi o clamor popular por maior atenção à ciência, saúde, meio ambiente e justiça social, que a tecla verde CONFIRMA emitiu mais vezes no último domingo.

Um indicativo bem-humorado do arrefecimento da onda bolsonarista pode ser visto nos memes alusivos ao “Mick Jagger da política”, numa associação direta da imagem do presidente à fama de pé frio do roqueiro inglês. Surgidos desde que Bolsonaro passou a amargar sucessivas derrotas de seus aliados ideológicos na Argentina, Bolívia, Venezuela, Estados Unidos. As piadas na internet se intensificaram nas horas seguidas à totalização dos votos pelo TSE, ao constatarem-se que, dos sete indicados por Jair Bolsonaro ao posto de prefeito - numa certa lista publicada e logo retirada das redes sociais após a divulgação dos primeiros resultados das eleições brasileiras - cinco pupilos saíram do páreo e os dois que estão no segundo turno, Capitão Wagner (Pros), em Fortaleza, e o prefeito Marcelo Crivella (PRB), no Rio de Janeiro, chegam na segunda colocação da disputa. O caso de Celso Russomanno (Republicanos), favorito de Bolsonaro em São Paulo, foi mais gritante: o midiático defensor do consumidor ficou em quarto lugar com pouco mais de 10% dos votos.

A fulminante perda de território da extrema direita vai além. O PSL, que surfou na onda do bolsonarismo em 2018 tornando-se a segunda maior bancada da Câmara Federal, volta à condição de legenda nanica depois do pífio desempenho nas urnas que o levou a ocupar as últimas posições no ranking de partidos com candidatos eleitos.

Mas não só a extrema direita recebeu do eleitorado claro recado de insatisfação. A perda do protagonismo do PT diante das esquerdas, que já vinha abalado desde as últimas eleições, também vem se confirmando. A escalada de Guilherme Boulos (PSOL), aos 38 anos, com mais de um milhão de votos na capital paulista que o conduziram ao segundo turno contra o prefeito Bruno Covas, demonstra a procura do maior colégio eleitoral do Brasil por nova cara da esquerda. O mesmo aconteceu com Manuela D’ávila do PCdo B que aos 31 anos segue para o segundo turno em Porto Alegre com 29% dos votos.

Potencializados com o sucesso no primeiro turno os partidos do bloco chamado Centrão, como o PP, PSD, PTB, PL e Republicanos, elegeram mais de dois mil prefeitos. Um outro fator pode deixar Bolsonaro com barbas de molho: o destaque também do MDB, do DEM e do PSDB. Entre as 100 maiores cidades do país, os tucanos conquistaram nove; os emedebistas, oito; democratas, cinco. Essa situação coloca o presidente da república refém da ala mais fisiológica para conseguir palanque na sua ambição por reeleição em 2022

Longe dos discursos extremistas, o soteropolitano, demonstrando aprovação da condução da capital baiana pelo prefeito ACM Neto nos últimos oito anos, garantiu a ascensão do seu sucessor Bruno Reis já no primeiro turno com a folga de mais de 500 mil votos à frente da segunda colocada, Major Denice, do PT. Mas nem tudo é perda e dano para o Partido dos Trabalhadores. Parte do povo baiano também corresponde positivamente à batuta do governador Rui Costa nas maiores cidades do interior. Há condições de retomada com Zé Raimundo (PT) à frente de Hérzem Gusmão (MDB), atual prefeito, que tenta a reeleição nessa segunda etapa do pleito em Vitória da Conquista. Outra disputa acirrada ameaça, em Feira de Santana, a permanência de um emedebista: Colbert Martins X Zé Neto, do PT. Este, detém o primeiro lugar com 41,55% dos votos. Em Jequié, terra da primeira dama do estado, Aline Peixoto, uma ampla coligação sob apoio do governador leva Zé Cocá (PP) a gerir o município pelos próximos quatro anos.

Resta aguardar a definição do panorama nacional após 29 de novembro quando 57 cidades no país, entre as quais 18 capitais, irão ao segundo turno. Duas, ainda estão com a situação indefinida, 'sub judice', no Rio de Janeiro. Só então se desenhará um prognóstico mais confiável do desenrolar da instável política brasileira pelos próximos anos, visto que o PT continua na disputa por 15 prefeituras, de acordo com os dados do TSE, seguido do PSDB, que permanece na corrida em 14 municípios.

terça-feira, 17 de novembro de 2020

A trajetória da música eletrônica: do house até o retorno do tecno ao mainstream


Na segunda edição de OUTRO OLHAR, seção onde apresentamos postagens de parceiros e colaboradores do Miscelânea, contamos com o artigo de CaioLucas. Jovem amante da música que tem se destacado com trabalhos originalmente publicados na PlayBPM - Revista de Música Eletrônica. 

_________________________________________


No final dos anos 80 surgia um fenômeno musical na Europa, mais especificamente no Reino Unido e em Berlim, que hoje é o gênero mais vendido do mundo pela Beatport e ocupa a vanguarda dos maiores festivais de música eletrônica. Sim, estamos falando do tecno: o som que está dominando as pistas de todo o mundo e atingiu patamares que influenciaram até mesmo o universo do rock e do pop. 

Mas você faz ideia do caminho percorrido por essa vertente até chegar nos dias atuais? Obviamente, outros gêneros e muitos artistas fazem parte dessa história. E aqui vamos nós desvendar passo a passo essa incrível jornada do house dos anos 80 ao tecno emergido no mainstream da cena eletrônica.


As origens do house

Assim como a moda, a música ou a cultura pop em geral tem o costume de trabalhar em torno de “tendências” e estas são determinadas pelos inovadores da indústria.

Após o sucesso intenso da disco-house dos anos 80 se expandir para Chicago e chegar até o Studio 54 de Nova York, poucos imaginavam que este som pudesse impactar o próximo meio-século. Enquanto a cena tecno de Detroit continuava a crescer cada vez mais por conta dos elementos minimalistas presentes nas músicas, surgia na Inglaterra no início dos anos 90 outro som com uma vibe completamente diferente intitulado de ‘acid house’. A novidade marcava presença em um dos clubes mais requisitados de Manchester, o The Haçienda, e tornou a realização das raves ilegais em galpões uma prática comum nos fins de semana de Londres. Com o uso de drogas como o LSD e aderindo o - agora notável - símbolo ‘Smiley Face’ como uma marca recorrente, este subgênero abriu caminho para a descoberta do trance no final do século passado. Figuras como Paul van Dyk, Ferry Corsten, Paul Oakenfold e Tiesto contribuíram para garantir uma imagem mais comercial com o uso dos lasers e os explosivos canhões de CO2 comuns nos famosos clubes, como o Amnesia Ibiza.

 

O surgimento do “EDM”

Quando o termo “EDM” – Electronic Dance Music – explodiu no final da primeira década do milênio, este foi incorporado à cena mainstream de uma maneira nunca antes vista. Nomes como Swedish House Mafia e o Calvin Harris contribuíram para fundir o dance com o pop. Tracks como ‘Miami 2 Ibiza’ e ‘I’m not alone’ dominaram por várias semanas as paradas de sucesso no verão de 2009 e no ano seguinte pelo mundo inteiro, sendo executadas em todas as pistas de dança dos clubes e festas universitárias de fins de semana.

Percebendo o momento de mudança na cena eletrônica, o astro francês David Guetta – que já passeou pelo underground se apresentando no Space Ibiza com sets de vinil até o sol raiar -  emplacou três vezes consecutivas o topo das paradas britânicas em um período de apenas dois meses com os lançamentos de ‘When love takes over’, ‘Getin over’ e ‘Sexy chick’.

 

Os pioneiros

Aqueles que prosseguiram neste caminho expoente foram amplamente elogiados (e também criticados) por se aventurarem em busca de novas diversidades artísticas.

Quando o astro sueco Avicii subiu ao palco principal do Ultra Music Festival de 2013, atingindo claramente o auge da sua carreira, trazia, então, um som melódico inovador, que ninguém tinha conhecimento ainda. Assim, resplandecia o momento decisivo de uma das figuras mais importantes de um movimento que sequer apresentava indícios de saturação. A música eletrônica nunca tinha estado na vanguarda nem alcançado tanto reconhecimento da cobertura da grande imprensa como naquela ocasião. Ali despontava sobre a figura revolucionária de um jovem de 23 anos, um enorme potencial de dominar o gênero por vários anos seguintes.

Desse dia em diante, o cenário mudou. Tim Bergling decide apresentar ao mundo uma inovação do gênero frente ao maior festival de música eletrônica do planeta, deixando todos surpreendidos com a sequência de várias tracks inéditas sob influências do country e do folk, em vez dos hitsSilhouettes’ e ‘I could be the one. A repercussão crítica que este set causou foi lendária, e alguns da imprensa consideravam-no “avançado demais para a dance music”. Meses depois, o mundo havia compreendido a genialidade de Tim, com o seu hit ‘Wake me up’

com fortes elementos do country conquistando múltiplos certificados de platina e atingindo mais de um bilhão de plays tanto no Spotify, como no Youtube. Nascia um pioneiro.

 

A queda da EDM

No período entre 2010 e 2013, amplamente conhecido como “a era de ouro” da EDM, a separação do trio Swedish House Mafia introduziu à cena eletrônica uma série de novos sub-gêneros. A exemplo do som ‘Dirty Dutch’ de Hardwell, que impulsionaria o produtor de big room a alcançar o topo do polêmico ranking da DJ Mag e artistas como Dimitri Vegas & Like Mike e Martin Garrix, que adotaram estilos similares (até a mudança deste último para o som melódico em 2015). Os vencedores do prêmio de “Melhor DJ do mundo” ficaram concentrados nos seis anos seguintes nas mãos de produtores de big room; um exemplo claro de que a indústria estava se modificando.

Com os últimos cinco anos sendo atravessados pela introdução do ‘future house’ em meados de 2013 (graças a Tchami e Oliver Heldens) e a eclosão do movimento de bass music nos Estados Unidos (ou Trap, para os mais chegados), a paisagem da dance music vem mudando constantemente, germinando e engrandecendo novos sub-gêneros, enquanto tentamos buscar uma identidade fiel para definir o cenário da música eletrônica nos tempos modernos.

 

A ascensão do tech house

As bases para o ressurgimento do tecno como força dominante foram anunciadas nos últimos anos com o “salto” do tech-house para as pistas de todo o mundo. Um gênero mais comercial companheiro das batidas industriais ríspidas do tecno e de um house focado nas melodias cativantes.

Além do sucesso repentino e fundamental do australiano Fisher com seu hit ‘Losing it’, outra track se tornou a “cabeça-de-chave” deste movimento: trata-se de ‘Cola’, da dupla Camelphat. Mas, como esses sons com uma vibe mais deep e underground conseguiram abrilhantar o cenário eletrônico durante dois anos seguidos, sendo nomeados no Grammy em melhor gravação de dance music? É possível perceber que esse som “chiclete” era inovador e logo se tornaria o “queridinho” das pistas ao redor do planeta. Acrescentando os vocais de Elderbrook após um encontro no estúdio em janeiro de 2017, o futuro hit oriundo de Liverpool foi estreado por Danny Howard no especial de dance music da BBC Radio 1, de Annie Mac e Pete Tong, sendo tocado até hoje por diversos DJ’s. Com a track preenchendo diversos clubes ao redor de Ibiza, ela logo foi ascendida a ser considerada a música-tema da temporada de eventos de 2017, sendo remixada por vários produtores, como Robin Schulz, Franky Rizardo, ZHU e Teamworx. Hoje, ultrapassando impressionantes 100 milhões de plays tanto no Spotify como no Youtube, Camelphat tornou-se um nome de referência quando o assunto é house music.

 

O retorno do tecno

Nos últimos tempos, com vários fãs de música enjoando da fórmula repetida presente no big room, aqueles que se ousam a buscar fora da caixa e fornecer algo único e inovador para os padrões atuais estão novamente sendo recompensados. Artistas como Enrico Sangiuliano e Adam Beyer se mantém dominando a nova onda de tecno, juntamente com a recém gravadora Drumcode, oferecendo as produções mais finas do lado “dark” desta vertente. Além disso, no início deste ano a indústria já consolidava este novo (e velho) som; sempre marcando presença nas mais populares festas de Ibiza com figuras como o destacado Black Coffee, o brilho de Tale of Us, os sólidos sucessos de Charlotte de Witte e Boris Brejcha e a icônica lenda Carl Cox. Sem contar com inúmeros festivais voltados para o gênero que vêm movimentando uma multidão de fãs nos últimos anos. Como o DGTL, Time Warp, Awakenings e o Movement. Era chegada a hora do tecno emergir das profundezas do underground para a vanguarda da cena eletrônica novamente.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

A quem interessa o fim do mundo que bate à porta mais uma vez?

O cinema explorou bastante a data fatídica antes da imprensa disseminar a opinião da ciência

Creio que esta seja a terceira vez que escrevo sobre o fim do mundo. Em 2000, antes da existência deste blog, publiquei um artigo no Jornal Actual, periódico local, intitulado: “Passamos pelo fim do mundo”. Mais recentemente revisitei o assunto, visto que as pessoas em toda parte do planeta parecem não conseguir viver sem tais previsões catastróficas. Nesta ocasião, a crônica foi postada neste blog: “Passamos pelo fim do mundo novamente”. Agora, resolvi fazer uma pesquisa na internet e encontrei mais de uma centena de datas frustradas do famoso cataclismo que me despertaram outra vez para o tema, sempre no intuito de desmistificá-lo. 
Autores fazem fortuna com publicações apocalípticas

Sejam religiosos, supersticiosos, místicos, pseudo-cientistas, empresários ou, simplesmente, lunáticos, o fato é que os anunciadores do apocalipse sempre encontram ressonância nos veículos de comunicação sem qualquer responsabilidade com as possíveis consequências das suas previsões. Sabemos que nenhuma das malfadadas profecias passadas culminou na destruição do planeta, senão não estaríamos aqui contando essas histórias. Mas, é certo que muitas delas acabaram por provocar tumultos, saques, suicídios, prejuízos financeiros, revoltas e até mesmo grandes tragédias. Em vários casos, no entanto, ocorreu fama e muito dinheiro para os falsos profetas e aproveitadores da situação. 
Stoeffler causou tragédia com sua profecia 

Um dos fatos mais famosos e trágicos da história foi o caso do catedrático de uma universidade e conselheiro da corte, tido como fonte idônea, Johannes Stoeffler. Por sua reputação na Alemanha, o astrólogo convenceria o conde Von Iggleheim a construir uma arca de três andares. Ele previu que aconteceria um dilúvio em 20 de fevereiro de 1524. Stoeffler falava sobre isso desde 1499. Centenas de livros foram publicados sobre o assunto, e muitos astrólogos confirmaram a teoria interpretando sinais da chegada da catástrofe. No dia previsto, logo pela manhã começou a chover torrencialmente. Uma multidão entrou em pânico e tentou invadir a arca. Tentando defender a propriedade, o conde matou uma pessoa com sua espada, mas morreu pisoteado. Antes do final do dia, a população local tinha se chacinado mutuamente. Crianças, velhos e mulheres sucumbiram no tumulto. A arca foi destruída. Diante do desastre que provocou e sobreviveu, Stoeffler argumentou que sua previsão se consolidara: afinal, uma desgraça tinha acontecido. E resolveu então prever novo fim do mundo para 1528. 

Mais recentemente outro suposto profeta ficou famoso: o pastor norte-americano Harold Camping, proprietário de uma rede de comunicação, previu várias vezes que o mundo iria acabar. Para ele, o apocalipse de 1994 não aconteceu por erro de cálculo e transferiu a data para 21 de maio de 2011. Desta vez, a defasagem foi de cinco meses e a grande catástrofe passou para 21 de outubro do mesmo ano. Por fim, após mais um fracasso profético, ele se convenceu que o erro estava nele, que não é gênio. Creio que esta tenha sido a coisa mais certa que ele revelou. 
Atualmente, toda vez que se anuncia o fim do mundo, novos produtos e serviços chegam ao mercado. Livros, artigos, documentários, conferências, filmes de ficção, séries e novelas televisivas e promoções publicitárias chamam atenção dos incautos e enchem as contas bancárias dos espertos. Lunáticos ou empreendedores conscientes sobre o pânico alheio investem tudo o que têm nas suas versões mirabolantes de arcas, abrigos anti-catástrofes e campos de pouso para discos voadores. Outros faturam oferecendo serviços de abrigos espirituais blindados durante o período em que o mundo estiver acabando. Vale lembrar que a passagem para um novo mundo, no entanto, não custa pouco, e o pagamento é sempre antecipado, obviamente. A celeuma também gera rendimentos aos especialistas que se dedicam em provar o contrário. 
Geralmente em datas redondas do Calendário Gregoriano as profecias catastróficas se atropelam. No ano 1000, a ignorância causaria muitos problemas. Em 2000, não foi diferente. A ambição é tanta, que a mídia deixou subentendido que a virada do milênio seria de 1999 para 2000. A indústria do entretenimento promoveu Reveillons milionários  por toda parte antes que o mundo acabasse. A correta data só seria disseminada pela imprensa quando já era tempo de renovar as expectativas e se planejar de novo para a verdadeira virada do milênio no final de 2000 para 2001. Novas campanhas publicitárias foram retomadas pelos veículos de comunicação e outros serviços e produtos anunciados. 
Nesta semana, estamos mais uma vez às vésperas do fim do mundo. Agora, os números curiosos apontam a próxima sexta-feira (21/12/12) como data final. Exímios astrônomos, os maias, criaram vários calendários simultâneos que funcionavam como uma engrenagem. O último ano registrado por eles, 5126, corresponde ao nosso 2012 e não sei por que cargas d’água eles não fizeram mais calendários. Mas, mal passa uma data frustrada da hecatombe e outra se instala imediatamente. Como o suposto dia fatídico está na esquina, visto que hollywood e grandes corporações já faturaram fortunas com a ignorância das massas, chegou a vez dos telejornais e revistas darem voz à ciência que afirma categoricamente não existirem indícios de catástrofes que culminem com término da vida na Terra nos próximos dias. Alguns místicos entendem que se trata simplesmente do final de um ciclo espiritual. Uma oportunidade para mudança de consciência coletiva. Menos mal. 
Enquanto isso, novas datas são especuladas. Caso o mundo não acabe neste fim de semana, o asteroide Apofhis já foi escolhido como a bola de fogo da vez. Ele vai passar no ano de 2029 perto da Terra, e já é o vilão do próximo fim dos tempos. Se sua primeira passagem não ocasionar nenhum estrago, a segunda, mais próxima ainda da Terra, já está prevista para 2036. E desta vez, garantem os novos profetas do apocalipse, não teremos saída. 

Em 1910 o Halley ainda associado à catástrofe
não deixou de ser explorado comercialmente
Isso me faz lembrar o alarde da passagem do cometa Halley em 1986, faceta depois apelidada por muitos como a farsa do século. Agitaram a imaginário popular, com a conivência dos meios midiáticos, enquanto promoviam-se campanhas milionárias de interesse de alguns grupos econômicos. Ainda em 2010, no entanto, a passagem do Cometa Halley, a partir da informação que havia gás letal em sua cauda, gerou pânico em todo o mundo e fortuna em algumas contas bancárias. Especulações abriram as portas para a exploração comercial e religiosa do fenômeno. Máscaras, roupas e comprimidos contra o gás foram algumas das criativas soluções na época para a sobrevivência ao final dos tempos.
Discreta no céu, a última passagem do cometa
deixou um rastro de produtos e serviços
pela indústria do entretenimento na Terra
Para a última passagem do cometa, em 1986, viagens espaciais e várias pesquisas justificaram, com o perdão do trocadilho, gastos astronômicos. Devido a desmistificação em decorrência da experiência de quase três décadas da era espacial, provavelmente a lenda do fim do mundo por causa do cometa não vingaria desta vez. Mesmo assim houve a disseminação de equívocos para que alguns grupos se capitalizassem com o fenômeno. Máquinas registradoras não paravam enquanto telescópios, camisetas, brinquedos, merendeiras, mapas estelares, suvenires de todo tipo, livros, capas de cadernos, eventos, músicas, filmes e novelas davam a falsa impressão de que o imenso astro luminoso seria visto por todos. Uma enxurrada de lunetas imprestáveis foi despejada no mercado global até que os telejornais, às vésperas da melhor data para observação, finalmente admitissem que não seria tão fácil ver o Cometa Halley sem equipamento adequado. 
Eu, adolescente na época, tive mais sorte que a maioria dos terráqueos. Me acotovelei entre dezenas de pessoas para ver por alguns segundos através do teodolito de um vizinho topógrafo o pequeno astro nebuloso, sem graça e sem cauda aparente. Aos que nada viram naqueles dias, só lhes resta torcerem para que o mundo não acabe antes do próximo periélio, em 2061. Se vivos e lúcidos poderão tentar se deslumbrar com aquele prometido astro luminoso que quando não destrói o planeta deixa seu rastro brilhante pelo céu.
________________________________________________________________________________
Veja no link a seguir centenas de datas previstas para o fim do mundo que nunca aconteceu, de acordo com o site sandcarioca.wordpress e outras fontes de pesquisa. 

sábado, 3 de novembro de 2012

Tico Santa Cruz desabafa contra boato na internet sobre cancelamento do Enem

O vocalista Tico Santa Cruz, da banda Detonautas, manifestou sua indignação em texto que  circula nas redes sociais com a atitude de um twitteiro que disseminou hoje a falsa notícia de que o Enem teria sido cancelado. A notícia foi rapidamente compartilhada nas redes sociais e certamente acabou por prejudicar uma parcela dos candidatos que fariam a primeira etapa de provas que aconteceu hoje pela tarde em todo o território brasileiro. Veja na íntegra o desabafo do artista no texto a seguir: 


A internet vem gestando uma geração de cretinos sem rosto, que confundem humor com babaquice, ideologia com fanatismo, admiração com cegueira entre outros conceitos recheados de uma superficialidade sufocante repleta de hipocrisia, individualismo e narcisismo. 
Estou falando grego? 
No paradoxo da liberdade universal, babacas de todas as espécies, gêneros e orientações, armam seus palanques virtua
is e são aplaudidos por gente que reproduz o mesmo comportamento sem discernimento das consequências bizarras que isso vai gerando. 
Ninguém está livre do erro e nem certo o tempo inteiro, mas é indispensável que estejamos atentos a certos comportamentos que vem sendo disseminados pelas Redes Sociais para que não alimentemos sem perceber, parasitas sem vida social REAL que constroem um mundo de ilusões se protegendo por trás de telas de computador. 
Hoje um cretininho desses que se acham super espertos, se garantindo pelo anonimato que o Twitter ( EM TESE ) oferece, criou uma "Hastag" dizendo que o ENEM havia sido cancelado. Como se não bastasse a palhaçada, milhares de outros BABACAS foram retransmitindo a FALSA informação colocando a calúnia como o 4o assunto mais comentando nos TTs MUNDO.
Por ordem do Ministério da Educação a Polícia Federal foi investigar o responsável pelo ato e ÓBVIO que nem precisou chamar um Sherlock Holmes para em minutos chegar ao GÊNIO ao contrário que repercutiu com a frase: "Saí para almoçar e voltei foragido da polícia". 
Com 20 anos de idade, ao invés de estar fazendo algo de útil para si mesmo o palhacinho perde o tempo dele criando bobagens que poderiam ter prejudicado, se não prejudicou, um monte de jovens que estavam para fazer a prova hoje.
É preciso que esses bobalhões entendam que isso depõe contra nossa liberdade de fazer da internet um INSTRUMENTO REAL de disseminação útil de conteúdo e de transformações. Quando esses garotinhos mimadinhos e reclusos em uma realidade totalmente distorcida e ainda apoiados por outros milhares como eles, criam este tipo de FALSO ALERTA, estão tirando a credibilidade de ações que no futuro podem ser decisivas em situações em que as Redes sejam necessárias para a divulgação de temas importantes. 
É como aquela criança que fica se jogando na piscina e fingindo que está se afogando gritando por socorro e quando socorrida diz que era uma BRINCADEIRA, e certo dia quando precisa realmente da AJUDA, acaba morrendo porque ninguém deu crédito a seu chamado. 
Esses perfis de "humor" são seguidos por milhares de adolescentes que tem em "web celebridades anônimas" ídolos de barro, não tão diferente desses ídolos fantoches que existem na vida real, o que é muito preocupante. 
Por conta de pessoas assim é que os BUROCRATAS com canetas e poder querem controlar nossa comunicação via Internet. 
Não alimente este tipo de conduta e aprofunde-se o máximo que puder nas informações que são divulgadas pela internet para não cometer o EQUÍVOCO de partilhar esse tipo de atitude. 
Pobres meninos presos em telas de computador. Existe vida lá fora!

sábado, 6 de outubro de 2012

Conheça a lista das 10 estratégias de manipulação através da mídia, elaborada pelo linguista Noam Chomsky, um dos maiores pensadores da atualidade


CHOMSKY E AS 10 ESTRATÉGIAS DE MANIPULAÇÃO MIDIÁTICA

1- A ESTRATÉGIA DA DISTRAÇÃO.
O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais (citação do texto 'Armas silenciosas para guerras tranquilas')”.

2- CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES.
Este método também é chamado “problema-reação-solução”. Cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.

3- A ESTRATÉGIA DA GRADAÇÃO.
Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradativamente, a conta-gotas, por anos consecutivos. É dessa maneira que condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que haveriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.

4- A ESTRATÉGIA DO DEFERIDO.
Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo “dolorosa e necessária”, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a idéia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.

5- DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO CRIANÇAS DE BAIXA IDADE.
A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse um menino de baixa idade ou um deficiente mental. Quanto mais se intente buscar enganar ao espectador, mais se tende a adotar um tom infantilizante. Por quê? “Se você se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos ou menos, então, em razão da sugestão, ela tenderá, com certa probabilidade, a uma resposta ou reação também desprovida de um sentido crítico como a de uma pessoa de 12 anos ou menos de idade (ver “Armas silenciosas para guerras tranqüilas”)”.

6- UTILIZAR O ASPECTO EMOCIONAL MUITO MAIS DO QUE A REFLEXÃO.
Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e por fim ao sentido critico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar idéias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos…

7- MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA E NA MEDIOCRIDADE.
Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. “A qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores às classes sociais superiores seja e permaneça impossível para o alcance das classes inferiores (ver ‘Armas silenciosas para guerras tranqüilas’)”.

8- ESTIMULAR O PÚBLICO A SER COMPLACENTE NA MEDIOCRIDADE.
Promover ao público a achar que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto…

9- REFORÇAR A REVOLTA PELA AUTOCULPABILIDADE.
Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, de suas capacidades, ou de seus esforços. Assim, ao invés de rebelar-se contra o sistema econômico, o individuo se auto-desvalida e culpa-se, o que gera um estado depressivo do qual um dos seus efeitos é a inibição da sua ação. E, sem ação, não há revolução!

10- CONHECER MELHOR OS INDIVÍDUOS DO QUE ELES MESMOS SE CONHECEM.
No transcorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado crescente brecha entre os conhecimentos do público e aquelas possuídas e utilizadas pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o “sistema” tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele mesmo conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos a si mesmos.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

CIRCULA NA NET: Padre se nega a casar noiva sem calcinha


Padre Jonas Mourinho, 68 anos, responsável pela paróquia Sagrada Família’ no Bairro do Vergel, localizado na periferia e Maceió em Alagoas, surpreendeu os 230 convidados de uma celebração de casamento religioso ao cancelar o evento devido à ausência de vestimenta íntima da noiva.
Padre Jonas já não havia gostado de notar o imenso decote nas costas do vestido de noiva da professora Enislene Alcântara, de 25 anos. Imediatamente após sua chegada no altar, quando se colocou de frente para o noivo o padre percebeu que o decote traseiro da moça permitia ver o derrière (popularmente conhecido por cofrinho) absolutamente desnudo.
Neste instante o padre solicitou que a noiva acompanhasse uma ministra da eucaristia até a sala de sacristia para averiguação. A ministra confirmou a suspeita do padre e o informou sobre o veredito. Depois de comunicar aos pais dos nubentes a decisão, Padre Jonas foi até ao altar avisar aos convidados que o casamento não seria realizado, pois a noiva ‘não estava respeitando o altar sagrado’.
Padre Jonas informou que é uma profanação a pessoa subir ao altar sem vestimentas íntimas. Ele ainda disse que a ministra da eucaristia havia notado que a noiva estava totalmente depilada na região pubiana, o que para o pároco é um flerte com a pedofília.
Segundo Padre Jonas “os pêlos pubianos marcam a transição entre a infância e a vida adulta, portanto retirá-los seria realizar apelo pedófilo para a prática sexual”.
A noiva confirmou que estava sem calcinha e disse que se o padre notou este detalhe é porque “ao invés de celebrar ele estava pensando em ‘taradice’ comigo”.
O casal pretende agora celebrar o casamento em um terreiro de umbanda e assim homenagear a família do noivo que pratica esta religião. Padre Jonas deixou afixado na apostila do curso de noivas dois avisos: ‘noiva sem calcinha é satanás na cabecinha’ e ‘vagina careca é o diabo na boneca’. Assim ele espera não mais viver este tipo de constrangimento no altar.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Cartilha do BC explica novas regras para cartões de crédito

Como se sabe, a partir de 1º de junho entram em vigor as novas regras para o uso do cartão de crédito. Para explicar melhor essas mudanças e orientar o consumidor, o BC lançou hoje uma cartilha que traz, por exemplo, informações importantes sobre a padronização da cobrança das tarifas.

- Só poderão ser cobradas cinco tarifas referentes à prestação de serviços de cartão de crédito. As regras sobre o pagamento mínimo da fatura também mudam e, a partir dessa data, o pagamento mensal não poderá ser inferior a 15% do valor total da fatura - informa a cartilha.
Mas antes de detalhar essas cinco tarifas, é preciso explicar primeiro que só poderão ser oferecidos dois tipos de cartões: o básico, exclusivo para o pagamento de compras, contas e serviços, cujo preço da anuidade deve ser o menor oferecido; e o diferenciado. Neste caso, além de permitir o pagamento de contas, estará associado a programas de benefícios e recompensas e, por isso, a anuidade é mais alta.
Segundo a cartilha do BC, esses dois tipos de cartões vão admitir a cobrança das cinco tarifas padronizadas: anuidade; tarifa para emissão de segunda via do cartão; para a retirada em espécie na função saque; no uso do cartão para pagamento de contas; e no caso de pedido de avaliação emergencial do limite de crédito.
Se o consumidor se deparar com alguma irregularidade, poderá entrar em contato com o BC - pessoalmente, por telefone (0800 979 2345, das 8h às 20h, de segunda a sexta) ou pela internet (www.bcb.gov.br, acessar perfis, cidadão, Banco Central do Brasil, atendimento ao público e reclamações). Os endereços das representações do BC também estão na cartilha. No Rio, fica na Av. Presidente Vargas 730, Centro.
Por Valéria Monteiro para o blog de Miriam Leitão.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Pesquisa indica que apagão de mão de obra no Brasil preocupa 86% dos executivos

Aumentam ofertas de emprego para
quem tem qualificação profissional 

Apenas 14% dos executivos brasileiros não têm problemas ao buscar profissionais qualificados para as vagas disponíveis em suas empresas.

A informação é do Grupo Vistage Brasil, organização internacional de líderes empresariais. O levantamento foi realizado entre os dias 14 de abril e 5 de maio.
De acordo com a pesquisa, a dificuldade de encontrar profissionais qualificados não está nos postos de liderança.
Os empresários entrevistados apontaram que há falta de mão de obra qualificada para todos os níveis de função.
As maiores demandas são para profissionais com formação superior para a área de atuação da empresa (65%), e formação técnica (60%).
“É comum ouvirmos dos participantes que a sua empresa está sem banco de reservas, precisando preparar substitutos”, afirma Antonio Cortese, sócio-gerente da Vistage no Brasil.
Gerentes, gestores e líderes de equipe representam as vagas mais difíceis de serem preenchidas segundo 58% dos executivos.
Supervisores, analistas, coordenadores e especialistas são as vagas mais difíceis de preencher se acordo com 56% dos empresários.
Assistentes e assessores estão em falta para 12% dos empresários, presidentes, vice-presidentes, superintendentes e diretores são procurados por 10% dos executivos e estagiários e treinees só faltam para 2% dos executivos. Outros postos somam 10% das vagas difíceis de preencher.
Cortese explica que a falta de profissionais qualificados gera uma espécie de efeito cascata. “Se uma vaga fica sem o perfil profissional desejado acaba sobrecarregando outros profissionais e outros setores”, conclui.

Publicado no site: http://colunistas.ig.com.br por Guilherme Barros.
_____________________________________________________________________
Investimentos em infraestrutura e ofertas de cursos profissionalizantes não acompanham o desenvolvimento econômico do país. 

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Campanha suja, indícios de mau representante

Apesar das eleições 2010 terem acontecido dentro dos limites da normalidade, em Jequié algumas pessoas chegaram a ser detidas por conta da prática da famigerada boca de urna. As ruas ficaram sujas de santinhos da maioria dos candidatos que continua desrespeitando a Lei, subjugando o eleitor e demonstrando péssimo  senso ecológico, ao poluir a cidade com suas repugnantes panfletagens de última hora.
Como podemos esperar que esses candidatos porcalhões, depois de eleitos, sejam legisladores preocupados com o bem-estar da população? Como dizia minha vó: "Costume de casa vai à praça".