Este é o Miscelânea, por Júlio Lucas

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segunda-feira, 3 de maio de 2021

BOMBANDO NA WEB

Sim, aqui também tem BBB e Faustão: 

TV aberta se sustenta nas novas plataformas

Na volta à antiga casa, muitos apostam no retorno de um Fausto Silva mais libertário. 


Não tem como escapar do apelo popular da escolha do elenco final do BBB 21, reality da Rede Globo que termina na próxima terça (04). Trechos compilados exibindo no último domingo a trajetória de cada finalista e de Gil do Vigor, o 16º eliminado da edição, são os assuntos que estão Bombando na Web. Uma mostra de que em tempos de internet, a TV aberta tem se sustentado em destaque nas novas plataformas.

Na síntese da síntese, se realizando ou não os prognósticos dos internautas, podemos caracterizar o que cada um dos quatro últimos concorrentes vivenciou na temporada: O economista Gilberto, libertação; Fiuk, autoconhecimento; Camila, um principado; Juliete, o reinado.

Por falar em Big Brother, já que o Bombando na Web vem se especializando em entretenimento e fofoca (tomara que não), aí vai mais uma: Desde que rumores deram conta do fim do Domingão do Faustão, que sites, blogs, canais e perfis vêm especulando qual será o rumo de Fausto Silva. O apresentador, que tem comandado a audiência nas tardes de domingo nos últimos 33 anos, admitiu o definitivo encerramento de contrato com a Globo previsto para o final de 2021. Há três dias o grupo Bandeirantes confirmou o retorno do comunicador à antiga casa, sendo o acordo “a realização de um antigo sonho”.

Em nota, a Globo reforçou por meio de sua assessoria que a decisão de sair partiu do apresentador, e que a emissora tem enorme orgulho dos 32 anos de parceria com ele. Certamente não será por questões financeiras a mudança, visto que dinheiro não é problema para Fausto Silva, que deixa uma empresa “quase perfeita”, em suas palavras.

Ao que tudo indica, a Globo defende nesses tempos atribulados para a TV aberta seu compromisso com inovação na tentativa de se reinventar se sustentando no topo - corre por aí que mudanças de formato e novo horário estavam nos projetos da empresa e não nos planos do contratado – o que desagradaria Faustão nas negociações por mais um período. A Band vem na contramão, investindo alto (na medida do possível) em contratações clássicas de peso. 

Mesmo sem dar muitas pistas do que virá nessa parceria em 2022,  o grupo dos irmãos Saad deixa escapar que pode entrar no ar um programa semanal aos domingos, a partir das 20h, ou um diário, no final das noites de segunda a sexta com Fausto Silva no comando. 

Ambas hipóteses se identificam com saudosistas que apostam no retorno do apresentador com algo mais próximo ao seu espírito libertário no antigo Perdidos na Noite, programa escrachado que marcou a década de 80 e catapultou Faustão com o melhor do seu humor ácido à toda poderosa das comunicações.

terça-feira, 27 de abril de 2021

Oscar 2021: Veja lista dos indicados e os filmes premiados



Melhor filme

"Meu pai"

'"Judas e o messias negro"

"Mank"

"Minari"

"Nomadland" (premiado)

"Bela vingança"

"O som do silêncio"

"Os 7 de Chicago"

 

Melhor atriz

Viola Davis - "A voz suprema do blues"

Andra Day - "Estados Unidos Vs Billie Holiday"

Vanessa Kirby - "Pieces of a woman"

Frances McDormand - "Nomadland" (premiada)

Carey Mulligan - "Bela vingança"

 

Melhor ator

Riz Ahmed - "O som do silêncio"

Chadwick Boseman - "A voz suprema do blues"

Anthony Hopkins - "Meu pai" (premiado)

Gary Oldman - "Mank"

Steve Yeun - "Minari"

 

Melhor direção

Thomas Vinterberg - "Druk - Mais uma rodada"

David Fincher - "Mank"

Lee Isaac Chung - "Minari"

Chloé Zhao - "Nomadland" (premiada)

Emerald Fennell - "Bela vingança"

 

Melhor atriz coadjuvante

Maria Bakalova - "Borat: fita de cinema seguinte"

Glenn Close - "Era uma vez um sonho"

Olivia Colman - "Meu pai"

Amanda Seyfried - "Mank"

Youn Yuh-jung - "Minari" (premiada)

 

Melhor ator coadjuvante

Sacha Baron Cohen - "Os 7 de Chicago"

Daniel Kaluuya - "Judas e o messias negro" (premiado)

Leslie Odom Jr. - "Uma noite em Miami"

Paul Raci - "O som do silêncio"

Lakeith Stanfield - "Judas e o messias negro"

 

Melhor filme internacional

"Druk - Mais uma rodada" / Dinamarca (premiado)

"Shaonian de ni" / Hong Kong

"Collective" / Romênia

"O homem que vendeu sua pele" /Tunísia

"Quo vadis, Aida?" /Bósnia e Herzegovina

 

Melhor roteiro adaptado

"Borat: fita de cinema seguinte"

"Meu pai" (premiado)

"Nomadland"

"Uma noite em Miami"

"O tigre branco"

Roteirista de 'Meu Pai' no Oscar — Foto: Reprodução

 

Melhor roteiro original

"Judas e o Messias negro"

"Minari"

"Bela vingança" (premiado)

"O som do silêncio"

"Os 7 de Chicago"

 

Melhor figurino

"Emma"

"A voz suprema do blues" (premiado)

"Mank"

"Mulan"

"Pinóquio"

 

Melhor trilha sonora

"Destacamento blood"

"Mank"

"Minari"

"Relatos do mundo"

"Soul" (premiado)

 

Melhor animação

"Dois irmãos: Uma jornada fantástica"

"A caminho da lua"

"Shaun, o Carneiro: O Filme - A fazenda contra-ataca"

"Soul" (premiado)

"Wolfwalkers"

 

Melhor curta de animação

"Burrow"

"Genius Loci"

"If anything happens I love you" (premiado)

"Opera"

"Yes people"

 

Melhor curta-metragem em live action

"Feeling through"

"The letter room'"

"The present"

'"Two distant strangers" (premiado)

"White Eye"

 

Melhor documentário

"Collective"

"Crip camp"

"The mole agent"

"My octopus teacher" (premiado)

"Time"

 

Melhor documentário de curta-metragem

"Colette" (premiado)

"A concerto is a conversation"

"Do not split"

"Hunger ward"

"A love song for Natasha"

 

Melhor som

"Greyhound: Na mira do inimigo"

"Mank"

"Relatos do mundo"

"Soul"

"O som do silêncio" (premiado)

 

Canção original

"Fight for you" - "Judas e o messias negro" (premiado)

"Hear my voice" - "Os 7 de Chicago"

"Husa'vik" - "Festival Eurovision da Canção: A saga de Sigrit e Lars"

"Io sì" - "Rosa e Momo"

"Speak now" - "Uma noite em Miami"

 

Maquiagem e cabelo

"Emma"

"Era uma vez um sonho"

"A voz suprema do blues" (premiado)

"Mank"

"Pinóquio"

 

Efeitos visuais

"Problemas monstruosos"

"O céu da meia-noite"

"Mulan"

"O grande Ivan"

"Tenet" (premiado)

 

Melhor fotografia

"Judas e o messias negro"

"Mank" (premiado)

"Relatos do mundo"

"Nomadland"

"Os 7 de Chicago"

 

Melhor edição

"Meu pai"

"Nomadland"

"Bela vingança"

"O som do silêncio" (premiado)

"Os 7 de Chicago"

 

Melhor design de produção

"Meu pai"

"A voz suprema do blues"

"Mank" (premiado)

"Relatos do mundo"

"Tenet"

terça-feira, 17 de novembro de 2020

A trajetória da música eletrônica: do house até o retorno do tecno ao mainstream


Na segunda edição de OUTRO OLHAR, seção onde apresentamos postagens de parceiros e colaboradores do Miscelânea, contamos com o artigo de CaioLucas. Jovem amante da música que tem se destacado com trabalhos originalmente publicados na PlayBPM - Revista de Música Eletrônica. 

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No final dos anos 80 surgia um fenômeno musical na Europa, mais especificamente no Reino Unido e em Berlim, que hoje é o gênero mais vendido do mundo pela Beatport e ocupa a vanguarda dos maiores festivais de música eletrônica. Sim, estamos falando do tecno: o som que está dominando as pistas de todo o mundo e atingiu patamares que influenciaram até mesmo o universo do rock e do pop. 

Mas você faz ideia do caminho percorrido por essa vertente até chegar nos dias atuais? Obviamente, outros gêneros e muitos artistas fazem parte dessa história. E aqui vamos nós desvendar passo a passo essa incrível jornada do house dos anos 80 ao tecno emergido no mainstream da cena eletrônica.


As origens do house

Assim como a moda, a música ou a cultura pop em geral tem o costume de trabalhar em torno de “tendências” e estas são determinadas pelos inovadores da indústria.

Após o sucesso intenso da disco-house dos anos 80 se expandir para Chicago e chegar até o Studio 54 de Nova York, poucos imaginavam que este som pudesse impactar o próximo meio-século. Enquanto a cena tecno de Detroit continuava a crescer cada vez mais por conta dos elementos minimalistas presentes nas músicas, surgia na Inglaterra no início dos anos 90 outro som com uma vibe completamente diferente intitulado de ‘acid house’. A novidade marcava presença em um dos clubes mais requisitados de Manchester, o The Haçienda, e tornou a realização das raves ilegais em galpões uma prática comum nos fins de semana de Londres. Com o uso de drogas como o LSD e aderindo o - agora notável - símbolo ‘Smiley Face’ como uma marca recorrente, este subgênero abriu caminho para a descoberta do trance no final do século passado. Figuras como Paul van Dyk, Ferry Corsten, Paul Oakenfold e Tiesto contribuíram para garantir uma imagem mais comercial com o uso dos lasers e os explosivos canhões de CO2 comuns nos famosos clubes, como o Amnesia Ibiza.

 

O surgimento do “EDM”

Quando o termo “EDM” – Electronic Dance Music – explodiu no final da primeira década do milênio, este foi incorporado à cena mainstream de uma maneira nunca antes vista. Nomes como Swedish House Mafia e o Calvin Harris contribuíram para fundir o dance com o pop. Tracks como ‘Miami 2 Ibiza’ e ‘I’m not alone’ dominaram por várias semanas as paradas de sucesso no verão de 2009 e no ano seguinte pelo mundo inteiro, sendo executadas em todas as pistas de dança dos clubes e festas universitárias de fins de semana.

Percebendo o momento de mudança na cena eletrônica, o astro francês David Guetta – que já passeou pelo underground se apresentando no Space Ibiza com sets de vinil até o sol raiar -  emplacou três vezes consecutivas o topo das paradas britânicas em um período de apenas dois meses com os lançamentos de ‘When love takes over’, ‘Getin over’ e ‘Sexy chick’.

 

Os pioneiros

Aqueles que prosseguiram neste caminho expoente foram amplamente elogiados (e também criticados) por se aventurarem em busca de novas diversidades artísticas.

Quando o astro sueco Avicii subiu ao palco principal do Ultra Music Festival de 2013, atingindo claramente o auge da sua carreira, trazia, então, um som melódico inovador, que ninguém tinha conhecimento ainda. Assim, resplandecia o momento decisivo de uma das figuras mais importantes de um movimento que sequer apresentava indícios de saturação. A música eletrônica nunca tinha estado na vanguarda nem alcançado tanto reconhecimento da cobertura da grande imprensa como naquela ocasião. Ali despontava sobre a figura revolucionária de um jovem de 23 anos, um enorme potencial de dominar o gênero por vários anos seguintes.

Desse dia em diante, o cenário mudou. Tim Bergling decide apresentar ao mundo uma inovação do gênero frente ao maior festival de música eletrônica do planeta, deixando todos surpreendidos com a sequência de várias tracks inéditas sob influências do country e do folk, em vez dos hitsSilhouettes’ e ‘I could be the one. A repercussão crítica que este set causou foi lendária, e alguns da imprensa consideravam-no “avançado demais para a dance music”. Meses depois, o mundo havia compreendido a genialidade de Tim, com o seu hit ‘Wake me up’

com fortes elementos do country conquistando múltiplos certificados de platina e atingindo mais de um bilhão de plays tanto no Spotify, como no Youtube. Nascia um pioneiro.

 

A queda da EDM

No período entre 2010 e 2013, amplamente conhecido como “a era de ouro” da EDM, a separação do trio Swedish House Mafia introduziu à cena eletrônica uma série de novos sub-gêneros. A exemplo do som ‘Dirty Dutch’ de Hardwell, que impulsionaria o produtor de big room a alcançar o topo do polêmico ranking da DJ Mag e artistas como Dimitri Vegas & Like Mike e Martin Garrix, que adotaram estilos similares (até a mudança deste último para o som melódico em 2015). Os vencedores do prêmio de “Melhor DJ do mundo” ficaram concentrados nos seis anos seguintes nas mãos de produtores de big room; um exemplo claro de que a indústria estava se modificando.

Com os últimos cinco anos sendo atravessados pela introdução do ‘future house’ em meados de 2013 (graças a Tchami e Oliver Heldens) e a eclosão do movimento de bass music nos Estados Unidos (ou Trap, para os mais chegados), a paisagem da dance music vem mudando constantemente, germinando e engrandecendo novos sub-gêneros, enquanto tentamos buscar uma identidade fiel para definir o cenário da música eletrônica nos tempos modernos.

 

A ascensão do tech house

As bases para o ressurgimento do tecno como força dominante foram anunciadas nos últimos anos com o “salto” do tech-house para as pistas de todo o mundo. Um gênero mais comercial companheiro das batidas industriais ríspidas do tecno e de um house focado nas melodias cativantes.

Além do sucesso repentino e fundamental do australiano Fisher com seu hit ‘Losing it’, outra track se tornou a “cabeça-de-chave” deste movimento: trata-se de ‘Cola’, da dupla Camelphat. Mas, como esses sons com uma vibe mais deep e underground conseguiram abrilhantar o cenário eletrônico durante dois anos seguidos, sendo nomeados no Grammy em melhor gravação de dance music? É possível perceber que esse som “chiclete” era inovador e logo se tornaria o “queridinho” das pistas ao redor do planeta. Acrescentando os vocais de Elderbrook após um encontro no estúdio em janeiro de 2017, o futuro hit oriundo de Liverpool foi estreado por Danny Howard no especial de dance music da BBC Radio 1, de Annie Mac e Pete Tong, sendo tocado até hoje por diversos DJ’s. Com a track preenchendo diversos clubes ao redor de Ibiza, ela logo foi ascendida a ser considerada a música-tema da temporada de eventos de 2017, sendo remixada por vários produtores, como Robin Schulz, Franky Rizardo, ZHU e Teamworx. Hoje, ultrapassando impressionantes 100 milhões de plays tanto no Spotify como no Youtube, Camelphat tornou-se um nome de referência quando o assunto é house music.

 

O retorno do tecno

Nos últimos tempos, com vários fãs de música enjoando da fórmula repetida presente no big room, aqueles que se ousam a buscar fora da caixa e fornecer algo único e inovador para os padrões atuais estão novamente sendo recompensados. Artistas como Enrico Sangiuliano e Adam Beyer se mantém dominando a nova onda de tecno, juntamente com a recém gravadora Drumcode, oferecendo as produções mais finas do lado “dark” desta vertente. Além disso, no início deste ano a indústria já consolidava este novo (e velho) som; sempre marcando presença nas mais populares festas de Ibiza com figuras como o destacado Black Coffee, o brilho de Tale of Us, os sólidos sucessos de Charlotte de Witte e Boris Brejcha e a icônica lenda Carl Cox. Sem contar com inúmeros festivais voltados para o gênero que vêm movimentando uma multidão de fãs nos últimos anos. Como o DGTL, Time Warp, Awakenings e o Movement. Era chegada a hora do tecno emergir das profundezas do underground para a vanguarda da cena eletrônica novamente.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

O que o mundo acha de Luiz Gonzaga?


Para os brasileiros que ainda não perceberam o valor da cultura nordestina e a dimensão de um artista chamado Luiz Gonzaga, segundo a Wikipedia, "uma das mais completas, importantes e inventivas figuras da música popular brasileira" - nascido em 13 de dezembro de 1912 na cidade de Exu e nos deixou no dia 2 de agosto de 1989 em Recife - vale a pena ver o que talentos de outras partes do mundo acham disso. Assista aos videos a seguir:






Luiz Gonzaga cantando acompanhado da sanfona, zabumba e do triângulo, levou a alegria das festas juninas e dos forrós pé-de-serra, bem como cantou a pobreza, as tristezas e as injustiças de sua árida terra, o sertão nordestino, para o resto do país, numa época em que a maioria das pessoas desconhecia o baião, o xote e o xaxado
Admirado por grandes músicos, como Dorival Caymmi, Gilberto Gil, Raul Seixas, Caetano Veloso, entre outros, o genial instrumentista e sofisticado inventor de melodias e harmonias, ganhou notoriedade com as antológicas canções "Baião" (1946), "Asa Branca" (1947), "Siridó" (1948), "Juazeiro" (1948), "Qui Nem Jiló" (1949) e "Baião de Dois" (1950).

Hoje Luiz Gonzaga é fonte de estudos de pesquisadores em várias partes do mundo, teve sua vida contada em livro, no teatro e no cinema e cada vez mais é reverenciado por artistas em várias línguas estrangeiras. 



Com informações da Wikipedia.



terça-feira, 27 de novembro de 2012

Festa Literária do Sertão de Jequié começa nesta quinta



O regional que se torna universal 

Festa Literária revela a dimensão global de ícones nordestinos 
e discute temáticas diversificadas

Entre os dias 29 de novembro e 1º de dezembro a cidade de Jequié, localizada a 365 km de Salvador, sediará a primeira edição da Festa Literária do Sertão de Jequié. Com o tema central “O regional que se torna universal”, o evento pretende revelar a força global de ícones da cultura nordestina e discutir outros assuntos relacionados à literatura e outras linguagens artísticas.
No primeiro dia do evento o participante poderá ter uma ideia da variedade que marcará a programação. O escritor, jornalista e sociólogo Mouzar Benedito vai falar sobre mitologia brasileira e lança uma coleção de seis livros sobre mitos ecológicos da cultura de tradição oral no Brasil: O Saci - guardião da floresta; A Iara - encanto das águas; O Curupira - nosso gênio das matas; O Caipora - amigo dos bichos; O Boitatá - este mito é fogo!; Lobisomem, Cuca e Mula sem Cabeça - importados e naturalizados. Mouzar não se limitará à mitologia. Ele vai abordar também a história de Luiz Gama e lançará ainda o livro Luiz Gama, libertador de escravos, e sua mãe libertária, Luíza Mahin

O jornalista Carlos Souza Yeshua enfocará a estratégia mercadológica de Paulo Coelho que o transformou no escritor com mais de 100 milhões de livros vendidos e o autor vivo mais traduzido em todo mundo. O tema da palestra é Paulo Coelho – O Mago da Literatura. Carlos Souza Yeshua fará também o lançamento do livro que contém uma coletânea de artigos intitulado Carta ao Presidente - Brasileiros em busca da cidadania
A professora Maribel Barreto discorrerá sobre o tema A razão como base para desenvolvimento da consciência e lançará seu livro Ensaios sobre Consciência. 

Uma oficina sobre criação literária de crônicas será ministrada pelo escritor e professor Vitor Hugo Martins. Antes do Passado, o silêncio que vem do Araguaia: memória, verdade e história brasileira é o tema da palestra da  escritora Liniane Haag Brum, que também lançará um livro sobre o assunto

Centenários - Os cem anos de nascimento de Jorge Amado e Luiz Gonzaga e de criação do Jornal A TARDE serão lembrados. O diário baiano será homenageado por conta de seu apoio à produção literária baiana e por ser fonte de pesquisa para textos literários. Uma mesa redonda sobre curiosidades do Jornal A TARDE terá a participação dos jornalistas Carlos Ribeiro, Heloísa Sampaio e Marjorie Moura e o veículo  será representado na homenagem pelo seu gerente comercial, Edmilson Vaz.
A dimensão da obra de Jorge Amado será abordada em painel com a participação dos escritores e estudiosos dos textos amadianos Gildeci Leite, Adriana Barbosa, Bohumila Araújo e  Domingos Ailton;
O professor Erisvaldo Pereira dos Santos falará sobre Religião de matriz africana na literatura de Jorge Amado: a propósito do texto "O compadre de Ogum”. O professor Gildeci Leite lançará também o seu livro Jorge Amado: da ancestralidade à representação do orixás. A produção musical de Luiz Gonzaga terá como debatedores o cineasta Robinson Roberto, o jornalista César Rasec e os músicos Lourival Eça e Carlos Éden. Neste painel o   cineasta Robinson Roberto revelará imagens e informações inéditas sobre o Rei do Baião. Uma delas mostra o anão, que era de Jequié e integrou o trio   musical de Gonzagão. O poeta e cronista Luis Cotrim, um dos fundadores da Academia de Letras de Jequié e ícone do mundo literário da cidade, falecido  no último dia 3 de novembro aos 95 anos será também homenageado com dois documentários, um  de  Robinson Roberto e outro de Júlio Lucas. Cotrim será homenageado ainda com a entrega da Ordem do Mérito Cultural Luis Cotrim.
Contracultura dos anos 60 - A contribuição de artistas jequieenses para a contracultura dos anos 60 será um tema de discussão por parte dos cineastas Tuna Espinheira, Robinson Roberto, do artista plástico Dicinho e do ex-presidente da Agência Nacional de Petróleo - ANP, Haroldo Lima. Já o professor Luciano Costa Santos vai enfocar em sua palestra “Cultura nacional, modernidade e globalização”.
Adaptações literárias - O processo de  adaptação de uma obra literária para o teatro, o cinema e a televisão será o foco de discussão de um painel que contará com a participação dos cineastas Tuna Espinheira e Guido Araújo, dos jornalistas Joaquim Botelho e Rogéria Gomes e do ator Robério Lima, que interpretou “o professor” no filme Capitães da Areia, de Cecília Meireles, adaptado do romance de Jorge Amado.
Os  escritores Domingos Ailton, Carlos Ribeiro e  Morgana Gazel falarão sobre o poder de transformação da literatura. Poética visual na internet: a experiência das Concrecoisas é o tema da palestra do jornalista, compositor e poeta César  Rasec. O processo de produção e circulação de um livro terá como expositores os escritores Valdeck Almeida de Jesus, Roberto Leal e Carlos Souza. A jornalista e escritora Rogéria Gomes discorrerá sobre a história do teatro no Brasil e as grandes atrizes que marcaram os palcos brasileiros.
Literatura no contexto atual do Brasil é o tema da conferência de encerramento do evento, que terá como palestrante o presidente da União Brasileira de Escritores – UBE, o jornalista e escritor Joaquim Botelho.

Filmes - Não só debates compõem a programação da Festa Literária. Atividades culturais, como encenações teatrais, recitais de poesia, contação de histórias, declamação de cordéis e exibição de filmes de ficção e videocomentários também farão parte do evento. Serão exibidos Cascalho, de Tuna Espinheira, Cine Jequié e Luís Cotrim, de Robinson Roberto, Ambiente Natural e Memória de Contendas do Sincorá e O Candomblé na Cidade de Jequié, de Domingos Ailton, Testemunho de um leitor de Jorge Amado, de  Carlos Pronzato,  Caçadores da Alma, de Silvio Tendler e Luis Cotrim – Poeta Dourado, de Júlio Lucas.
A Festa Literária do Sertão de Jequié conta com chancela e apoio da Pró-Reitoria de Extensão  e Assuntos Comunitários da UESB,  da Academia de Letras de Jequié e da União Brasileira de Escritores - UBE.

Clique no link a seguir para ver toda a programação:

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Poeta Narlan Matos participa de festival internacional na Lituânia


De tanto nos surpreender com suas aventuras literárias e musicais, seus contatos inusitados e amizades ilustres com gente como Waly Salomão - seu guru que lhe abriu caminhos -, Rogério Duarte - que lhe abriu o baú da Tropicália e para quem organizou o livro “Tropicaos” -, o pensador e linguista Noam Chomsky e o lendário beatnik Ferlinghetti, nada mais nos surpreende quando o assunto é Narlan Teixeira Matos.
Desta vez ele esteve na Lituânia no festival de Druskininkai mostrando sua poesia para o mundo. Foi a primeira vez que um Brasileiro participou do evento internacional que reúne uma seleta plêiade de poetas de 20 países e a quinta vez que o baiano de Itaquara representa nosso país em eventos literários na Europa.
Recebido com honrarias pelo ex-ministro da Cultura, Korneljus Platelis, o recital na primeira noite (5 de outubro) contou com plateia cheia reunindo 200 pessoas numa lendária livraria. O evento foi exibido pela TV lituana, onde Narlan concedeu entrevista. Na ocasião, também ocorreu o lançamento de uma antologia dos seus poemas traduzidos para o lituano.
Doutor pela University of Illinois at Urbana Champaign, Narlan Matos atualmente reside em Washington, nos EUA, com sua esposa  Krista Anderson Teixeira.
Há um ano (outubro de 2011) lançou em Salvador, na Fundação Casa de Jorge Amado, no Pelourinho, o “Bossa Negra”, seu CD em parceria com Cesar Rasec e participação de Luiz Caldas. Em junho deste ano foi a vez do seu mais recente livro “Elegia ao novo mundo e outros poemas” (Editora 7 Letras) ser publicado. E é este poema que dá título ao livro que o próprio Narlan recita no vídeo abaixo no festival de Druskininkai tendo ao final a tradução para o lituano:



segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Baianos da Vivendo do Ócio e Agridoce confirmados entre Pearl Jam, The Killers e Franz Ferdinand no Lollapalooza Brasill

A versão brasileira do festival Lollapalooza vai ter Pearl Jam, The Killers, Black Keys e Franz Ferdinand, entre outras grandes atrações internacionais. A organização do evento anunciou hoje (1º de outubro) oficialmente a programação da edição 2013 do Lollapalooza Brasil, que vai acontecer entre os dias 29 e 31 de março no Jockey Club, em São Paulo.
Entre as atrações nacionais estão as bandas Agridoce - projeto paralelo de Pitty - e Vivendo do Ócio - que tocou em Jequié no Dia Mundial do Rock (veja entrevista exclusiva aqui no nosso Papo Online.com). Os cariocas da lendária Planet Hemp e a Mix Hell, de Iggor Cavalera (Ex-Sepultura) e sua esposa Laima também estão entre as atrações nacionais. Pode-se dizer que as bandas baianas já são veteranas do Lolla, pois  participaram da primeira edição do festival no Brasil em abril deste ano. 


Confira as atrações confirmadas:





Tá voltando a circular o "Expresso 2222": Álbum antológico de Gil com capa de Edinízio Primo é relançado em CD


Posto aqui o artigo de Marcus Preto publicado recentemente na Folha de S.Paulo sobre a reedição especial que chega no mercado do antológico álbum de Gilberto Gil "Expresso 2222", remasterizado nos estúdios ingleses de Abbey Road. 
A socialização da notícia - sugerida em rede social pelo jovem guru, Narlan Matos, - tem um gostinho especial. No texto, constam curiosos depoimentos de Gil sobre a produção do álbum e destaca o revolucionário trabalho gráfico de Edinizio Ribeiro Primo, que na época resultou em prejuízo à gravadora. Agora, 40 anos depois, o disco retorna às lojas com a sofisticada capa do ibirataiense/jequieense fielmente reproduzida no formato para CD. 

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CANÇÃO DO PÓS-EXÍLIO (Por Marcus Preto)

Gil começou a gravar o "Expresso 2222" em abril de 1972 --três meses depois de chegar do exílio londrino, que durara dois anos e meio. As sessões aconteceram no estúdio Eldorado, no centro de São Paulo, sob a coordenação de Roberto Menescal.
Optaram por gravar ao vivo no estúdio (todos os músicos tocando juntos), o que agilizou bastante o processo. "Terminamos em uma semana", lembra Menescal. "O Eldorado deve ter sido cinema um dia e tinha um palco. Gravávamos em cima dele. Na época, os tropicalistas andavam em grupo. Então, os amigos sempre apareciam. Juntavam 15 pessoas na plateia."
Para o guitarrista Lanny Gordin, a velocidade das gravações se deveu aos muitos ensaios feitos na casa de Gil.
"Quando me reuni com o [pianista Antonio] Perna, o Bruce [Henry, baixista] e o Tutty [Moreno, baterista], parecia que a gente já se conhecia de outras encarnações. Falávamos pouco e nos comunicávamos pelo som", diz.
Lanny aponta uma revolução na maneira como Gil tocou violão naquele disco.
"Ele criou um novo estilo. Entrei na onda dele. Mudei meu jeito de tocar. Minha música, que era jazzística, ficou mais contemporânea", diz.
Tutty Moreno também vivia em Londres quando a maior parte dessas canções foi escrita.
Chegaram a morar na mesma casa: os dois, as respectivas mulheres de então (Ina e Sandra) e o pequeno Pedrinho --filho de Gil, que morreu em 1990, cuja foto estampa a capa de "Expresso 2222".
"Menescal, como produtor, respeitou integralmente as ideias do Gil, e o disco foi gravado sem nenhuma interferência", descreve o baterista.
Quase nenhuma. O espírito de liderança de Menescal teve de entrar em cena pelo menos uma vez.
É que, a exemplo de "Transa" (1972), de Caetano Veloso, a capa de "Expresso 2222" não seguiria os padrões "quadrados" dos discos comuns. Para tanto, foi encomendado a Edinizio Ribeiro Primo um projeto gráfico que também transformasse a embalagem do LP de Gil em obra de arte.
Primo fez um trabalho singular. Uma capa redonda, com diâmetro bem maior do que o do vinil que continha.
"Acabou 30% maior do que a dos discos convencionais", afirma Menescal. "Expliquei que não caberia nas caixas da transportadora nem nas prateleiras das lojas. Mas o cara não abria mão."
Teve que pedir que Gil interviesse. A solução conciliadora foi dobrar as bordas redondas para dentro da capa, fazendo-a parecer quadrada.
"Mesmo assim, custou tanto que deu prejuízo. Quanto mais vendesse, mais dinheiro a companhia perderia. Chegaram a torcer para vender pouco", conta Menescal.

Cada faixa do álbum comentada pelo próprio Gilberto Gil:

sábado, 22 de setembro de 2012

Jequieense Jorge Salomão é destaque da revista Muito




A revista Muito deste domingo (23), suplemento do Jornal A TARDE, traz entrevista com o escritor, poeta e compositor jequieense Jorge Salomão. 

Recentemente ele esteve em Jequié visitando familiares e amigos e falou em primeira mão sobre o livro que vai lançar em 2013 sobre seu irmão Waly Salomão, morto em 2003. 
A entrevista é de Ronaldo Jacobina, a foto de Fernando Vivas e o design de Ana Clélia Rebouças.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Em visita à terra natal, Jorge Salomão concede entrevista ao Jequié Notícias




JN: O livro que você está escrevendo sobre Waly Salomão é biográfico?

Jorge: Estou em processo de criação, pretendo lançá-lo em janeiro próximo para que ele tenha uma fermentação muito boa, pois em maio faz 10 anos sem o Waly. Resolvi escrevê-lo porque eu sei muitas histórias de nossas vidas, não é uma biografia no sentido acadêmico da palavra, é um retrato leitura de nossas vidas aqui em Jequié, Salvador, no Rio de Janeiro na época da ditadura. Naquele tempo tudo era muito diferente, o próprio caminhar de Jequié para a capital era difícil, estradas sem asfalto – muito longe – mas, nossas vidas desde aqui foi fomentada com muitas ideias sobre trabalho, cultura, sobre tudo...
A mudança para Salvador foi um verdadeiro baque transformatório de tudo que pensávamos e idealizávamos. Vivenciamos fatos inusitados no trajeto da viagem; gente vendendo cobra enrolada no pescoço, criança partindo para cheirar o tubo de gasolina e poder cantar, tudo isso mexeu muito com o nosso imaginário... Mas, na verdade a ciência das coisas adquirimos através de meu pai, um homem fascinante, um lutador! E da minha mãe Bete Salomão que foi um prêmio, nos ensinou a exercitar a liberdade, a não ter preconceitos e nos guiou para sermos pessoas com vontades para o mundo.
Eu e Waly sempre incrementávamos coisas inovadoras. Sempre que ele retornava de Salvador trazia programas de peças de teatro, exposições que via, e aquilo tudo – se a gente já tinha um fogo – incendiava.

JN: Como se sente a família Salomão por a área escolhida para ser a Praça do Poeta Waly Salomão hoje em dia se encontrar completamente abandonada, mais parecendo um terreno baldio?

Jorge: Os poderes públicos querem pongar nas ideias mais brilhantes. Melhores políticas são quando agem para o bem geral da sociedade e deixam de lado essas bobagens de homenagens pós-morte. As homenagens a Waly já existem no trabalho dele, ele foi uma pessoa luminosa. Acho que Jequié deve uma homenagem a minha mãe, que não era daqui, mas sempre teve uma paixão por esta cidade, exemplo de mulher com aspecto centralizador luminoso muito forte. Enfim, não sou contrario, mas também não endosso.

JN: Você, como filho da terra, amante da cultura e das artes, como vê o descaso dos poderes públicos em relação ao patrimônio cultural, exemplificando: antiga Biblioteca Municipal entregue aos cupins, Escola João Cordeiro destruída, demolição do Belvedere Germiniano Saback e outros mais?

Jorge: Acho tudo isso uma violência muito grande com o patrimônio histórico da cidade. Compete a nós que somos ligados à cultura, sempre insistir que não se deve maltratá-lo, de alguma maneira detonar com essa classe política horrorosa que só pensa em coisas imediatistas, ou então os empresários que tem a mente vagabunda, sempre focada no dinheiro.
Não maltratem o mundo desse jeito, ele não pode caminhar sem natureza, sem história, sem fundamentos de pilar da sabedoria. Fiz há tempos um planejamento de um jardim para frente do museu com plantações de palmeiras da região, buritis etc, que se tivesse sido executado até poderia se dizer que lembraríamos de Alexandria, no Egito, ao passar pela Av. Rio Branco. Nunca fizeram, não se interessaram. Porém se interessam por discursos chatos. Acho que a política de um modo geral perdeu a veia principal. Política é trabalhar com o social, mas acontece que hoje o social que as pessoas pensam é o bem próprio, é um erro. Vamos alertar a população: votem nos melhores que os melhores existem em qualquer lugar do mundo, pois outros podem deixar caminhar tão fortemente a destruição de tudo.

JN: Uma mensagem para aqueles que não cultuam a tradição da leitura.

Jorge: Isto é importantíssimo. Esqueçam um pouco a Tv, ela é um massacre! Na leitura se descobre tantos universos, tanta coisa bacana, então leiam mais. Principalmente as novas gerações, também aos professores que incentivam os jovens a conheceram a literatura brasileira, pois através dela dão-se passos para conhecer as coisas do mundo.
A leitura é fundamental, através dela cresce o conhecimento, fica-se mais amplo com o mundo e ajuda demais no sentido benéfico de atuar no universo.

Entrevista originalmente publicada no site: www.jequienoticias.com.br