Este é o Miscelânea, por Júlio Lucas

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sábado, 21 de novembro de 2020

O pelourinho ainda existe (Vidas negras importam)

 

Poucos sítios históricos ostentam nos dias atuais o pelourinho como foi no passado. A famigerada coluna geralmente fincada no centro de praças para as habituais sessões de castigos de escravos, felizmente há muito foi aposentada. No entanto, a ideia original desse instrumento de imposição de uma suposta supremacia, muito comum nos mercados da antiga Europa, que chegou ao Brasil como símbolo de julgamento e castigos públicos de cativos insubordinados, ainda permeia de alguma maneira a nossa sociedade contemporânea. Na capital baiana, o antigo largo no Centro Histórico que ganhou o divertido apelido Pelô transfigurou-se em alegria pela força e resistência da cultura afro-brasileira. Mas nem tudo é samba-reggae ao sul dos trópicos. O tal totem da tortura, por outro lado, também persiste em toda nação sob as mangas do Estado.

Relativizar a discriminação racial sob o estranho argumento  de que “existe desigualdade, mas não o racismo estrutural no Brasil”, infelizmente não impede que oito a cada dez pessoas mortas pela força policial sejam pretas ou pardas, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2020.

Um pouco de conhecimento e boa-fé deveriam ser o bastante para a compreensão de que é exatamente a desigualdade social, a empurrar jovens pretos para a margem da sociedade, o maior legado escravocrata que persiste nos resquícios sutis do racismo estrutural. Para esses pragmáticos, que pensam ter caído de paraquedas no presente, os que nunca devem ter se afeiçoado aos livros de história, fica a frieza dos números atuais a seguir: segundo a Rede de Observatórios da Segurança a taxa geral de homicídios no Brasil, que é de 28 pessoas a cada 100 mil habitantes, entre os jovens negros (19 a 24 anos) ultrapassa os 200. Pode ser que diante desses índices, o cinismo resmungue na surdina outro mantra anacrônico: “morreram por que estavam errados, no lugar errado, na hora errada”. Mas o que dizer para as mulheres vítimas de feminicídio geralmente em suas casas, em que os dados dão conta de que as negras representam 61%?

Talvez outra estatística seja mais convincente para dissuadir os adeptos dos argumentos nefastos e despertar nestes um pouco de empatia pelas vítimas dos dois lados de uma mesma moeda: o relatório produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) indica que a maioria dos policiais assassinados (65%) também é preta ou parda, embora sejam a minoria nas corporações.

Interpretar letras e números pode ser uma tarefa difícil para quem reluta contra o conhecimento, a boa-fé e a empatia. Então, o que dizer ao abrir os olhos e enxergar que o Dia da Consciência Negra de 2020 começou com imagens estarrecedoras que abalaram o país? João Alberto Silveira Freitas, 40 anos, negro, sendo brutalmente assassinado dentro de um supermercado, na zona norte de Porto Alegre. Pode até alguns privilegiados de frases feitas defenderem que foi uma ocasional fatalidade.

Seria então uma trágica curiosidade a ocorrência dessa barbárie justamente no Rio Grande do Sul, estado onde surgiu a iniciativa para celebrar no dia 20 de novembro, data atribuída ao nascimento de Zumbi dos Palmares, as reflexões sobre as questões dos afro-brasileiros? Não, não foi fatalidade. Não, não é uma curiosa coincidência. Com números, letras e imagens escancaradas, não é necessário sentir na pele para tentar compreender a realidade do preto e pardo no maior destino do comércio de vidas negras do planeta, um dos últimos países a abolir oficialmente a escravidão e desistir do tráfico negreiro. Quem nasce preto, é preto todos os dias e cotidianamente se depara com o racismo estrutural silencioso, velado. E volta e meia, essa verdade contida sob as mangas do país tropical culmina em cenas aterradoras cada vez mais captadas por câmeras de aparelhos celulares para o mundo ver. Provas irrefutáveis que o pelourinho da tortura e da morte ainda não foi extirpado por completo dos corações e mentes daqueles que mais o negam e tanto o praticam. 

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Nossa homenagem ao Saci: o personagem mais popular do folclore brasileiro.


Também conhecido como saci-pererê, saci-cererê, matimpererê, saci-saçurá e saci-trique, o Saci é uma das personagens mais populares do folclore brasileiro. 
O mito é conhecido provavelmente pelo menos desde o fim do século XVIII, mas presume-se sua origem entre os indígenas da Região das Missões, no Sul do país, de onde teria se espalhado por todo o território brasileiro. 

Na Região Norte do Brasil, a mitologia africana o transformou em um negrinho que perdeu uma perna lutando capoeira. Herdou também, da cultura africana, o pito, uma espécie de cachimbo e, da mitologia europeia, herdou o píleo, o gorrinho vermelho usado pelo lendário trasgo, ser encantado do folclore do norte de Portugal. Rebeldes, de pequena estatura, os trasgos usam gorros vermelhos e possuem poderes sobrenaturais. Vale ressaltar que já na mitologia romana, registrava Petrônio, no Satiricon, o píleo que conferia poderes ao íncubo e recompensas a quem o capturasse.
A função desta "divindade" era o controle, sabedoria, e manuseios de tudo que estava relacionado às plantas medicinais, como guardião das sabedorias e técnicas de preparo e uso de chá, beberagens e outros medicamentos feitos a partir de plantas.
Como suas qualidades eram as da farmacopeia, também era atribuído, a ele, o domínio das matas onde guardava estas ervas sagradas, e costumava confundir as pessoas que não pediam a ele a autorização para a coleta destas ervas.
Em 1917 Monteiro Lobato realizou uma pesquisa entre os leitores do jornal O Estado de S. Paulo com o título de "Mitologia Brasílica – Inquérito sobre o Saci-Pererê", colhendo narrativas dos leitores sobre as versões do mito ajudando a definir e popularizar suas características atuais. O Saci já ganhou versões para a literatura, incluindo quadrinhos, cinema e TV. 
O sociólogo jornalista e escritor Mouzar Benedito defende a imagem do Saci para ser o mascote da Copa do Mundo. Para ele o Saci é “A síntese da formação do povo brasileiro: É o mito brasileiro mais popular (...). É o típico brasileiro: mesmo pelado e deficiente físico, é brincalhão e gozador. O Saci surgiu como mito Guarani. Era um curumim protetor da floresta. Só com a chegada do europeu é que ele passou a ser demonizado, para facilitar a implantação do cristianismo."
Negro, protetor das florestas, deficiente e divertido, o Saci realmente reúne todos os quesitos para representar o povo brasileiro neste evento que vai atrair as atenções do mundo para nosso país. Vale a pena defender essa ideia, embora o Tatu Bola já tenha sido escolhido, acredito que ainda poderíamos reverter isso. Envie sugestões para www.cbf.com.br.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

ENTREVISTA: Irmã Lúcia fala sobre a Pastoral da Criança da Diocese de Jequié

Coordenadora diocesana Ir. Maria Lúcia Souza Silva

JN: Irmã Lucia, qual é trabalho realizado pela Pastoral da Criança em Jequié?

Irmã Lucia: A Pastoral da Criança desenvolve um trabalho junto às famílias com necessidades, nós acompanhamos as gestantes desde os primeiros dias da gestação e crianças de 0 a 6 anos, nós orientamos as gestantes em relação aos cuidados com a saúde, vacinas pré-natais, higiene pessoal e ambiental, entre outros acompanhamentos.

JN: De que forma a pastoral se mantém financeiramente? Quais são os apoios que ela recebe?

Irmã Lucia: Temos doações de amigos que conhecem o nosso trabalho e nos ajudam com doações; materiais, alimentos, brinquedos, roupas etc. Mensalmente nós realizamos o ato A Celebração da Vida – quando são coletados dados das crianças – e toda informação é repassada à Coordenação Nacional que fica em Curitiba/PR. Lá há convênios com a Petrobrás, HSBC, Criança Esperança e outros, os quais fornecem os materiais necessários para algumas de nossas atividades. 

JN: Algumas instituições geralmente recrutam jovens para programas de primeiro emprego. A Pastoral da cidade de Vitória da Conquista inclusive já indicou adolescentes para a cidade de Jequié. Existe algo que impeça a Pastoral de Jequié fazer esse tipo de indicação?

Irmã Lucia: Não é que algo impeça a pastoral de fazer indicação ou não, é que esse projeto é algo que surgiu em Conquista e já veio para Jequié. Nós temos jovens que atuaram ou atuam na Pastoral daqui e que fazem parte desse projeto, aliás graças ao trabalho da Pastoral de Jequié muitos jovens ingressaram no mercado de trabalho, pois os cursos oferecidos capacitam o voluntário para vida. Temos muitos jovens e também donas de casas, que atuaram conosco e hoje em dia está em outro emprego.
Nós damos todo o apoio, até por que o nosso trabalho na pastoral é voluntário e de tal forma apoiamos a quem consegue um emprego em outra área ou ambiente. Do conjunto Penal de Jequié, muitos que participaram da Pastoral e que já foram embora estão bem empregados. 

JN: Aqui a senhora poderá expor as necessidades a que a Pastoral tem no momento e solicitar o apoio pertinente.

Irmã Lucia: São várias as necessidades que enfrentamos; falta de liderança, pessoas disponíveis para o trabalho por ser voluntário, necessidades financeiras etc.
Ficamos muito felizes quando surgem doações. Se você quiser colaborar seja sempre bem-vindo (a). Aceitamos doações de alimentos, roupas, calçados, brinquedos etc. Quanto mais ajudarmos ao outro mais Deus nos ajuda.
O nosso telefone para contato é (73) 3525-7662

(Entrevista concedida ao Jequié Notícias)  

domingo, 1 de abril de 2012

APAE-JEQUIÉ organiza mobilização pelo Dia Mundial da Conscientização do Autismo





Dia 2 de Abril, segunda feira, será comemorado o Dia Mundial da Conscientização do Autismo. Em Jequié, a programação de atividades para celebrar a data e conscientizar a população acontecerá na praça Ruy Barbosa, a partir das 17h. 

A mobilização organizada pela APAE - JEQUIÉ conta com a participação da comunidade e aguarda a população vestida com a cor azul neste dia.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Órgão das Nações Unidas acredita que erradicação da epidemia da Aids está próxima


AIDS, previna-se
A UNAIDS, órgão das Nações Unidas, divulgou nesta segunda-feira (21) um novo relatório sobre a Aids em todo o mundo. Trinta e quatro milhões de pessoas eram portadoras do vírus HIV, o vírus da Aids, em 2010, um número recorde atribuído em grande medida à generalização de tratamentos que prolongam a vida dos soropositivos e estimulam a esperança de erradicar a pandemia.
"Nos encontramos na antessala de um importante marco na resposta à Aids", afirmou o diretor executivo do órgão, Michel Sidibe. "Há apenas alguns anos, parecia impossível falar sobre o fim da epidemia a curto prazo. No entanto, a ciência, o apoio político e as respostas comunitárias estão começando a dar frutos claros e tangíveis", completou.
"Atualmente mais pessoas vivem com o HIV, em grande parte devido ao maior acesso ao tratamento", destaca o relatório, que calcula em 34 milhões - 17% a mais que em 2001 - o número de soropositivos.
Hoje, metade dos portadores do vírus recebe algum tipo de tratamento. Em 2010, graças a esta situação foram evitadas 700.000 mortes relacionadas à Aids, afirma o documento de 52 páginas. "A epidemia de Aids ainda não terminou, mas o fim pode estar próximo se os países investirem de maneira inteligente", destaca a UNAIDS.
O relatório destaca a resposta completa e antecipada do Brasil ante a epidemia, que garantiu o "acesso aos serviços de prevenção e tratamento do HIV para as pessoas mais vulneráveis e marginalizadas".
O organismo propõe um objetivo ambicioso: "Nos próximos cinco anos, os investimentos inteligentes podem impulsionar a resposta à Aids até a visão de zero novas infecções por HIV, zero discriminação e zero mortes relacionadas". A região mais afetada pelo HIV/Aids continua sendo a África subsaariana (5% de prevalência entre a população adulta), seguida pelo Caribe (0,9%) e Rússia (0,9%). Na América Latina a evolução permanece estável desde o início dos anos 2000 (0,4% de prevalência).
Mortes e novos casosEm 2010, o relatório apontou o surgimento de 2,7 milhões de novos casos (incluindo 390.000 crianças), 15% a menos que em 2001 e 21% a menos que em 1997, quando a propagação alcançou o auge histórico.
O número de mortes em decorrência da doença caiu para 1,8 milhão em 2010, contra 2,2 milhões em meados dos anos 2000. "Desde 1995, evitamos um total de 2,5 milhões de mortes em países com renda baixa e média por meio do tratamento com antirretrovirais", afirma o documento. 

Publicado no IG Saúde
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NOTA DO EDITOR DESTE BLOG
A boa notícia anunciada pela UNAIDS nos convida à celebração de uma vitória que vem acontecendo justamente por causa dos investimentos inteligentes em saúde e educação que desencadearam respostas comportamentais preventivas por parte da população e a melhoria das condições de saúde dos portadores do vírus HIV.
O Brasil teve um papel fundamental como precursor em ações desta natureza tornando-se referência mundial na luta contra a Aids. 
Seja qual for a orientação sexual, as pessoas em qualquer parte do planeta, de todas as classes sociais, jovens e adultos, não podem se descuidar. A Aids ainda existe, é uma doença rara e sem cura, e deve ser prevenida para que o indicativo da sua erradicação torne-se um fato, uma realidade.

Plano Nacional deve favorecer parte dos mais de 17 milhões de deficientes no país

De acordo com dados do Censo 2010, divulgados na quarta-feira (16), cerca de 6,7% da população brasileira têm alguma deficiência considerada “severa” pelo IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Este índice equivale a aproximadamente 17,7 milhões de pessoas. 
Viver sem Limite é o nome dado ao Plano Nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência, lançado na quinta-feira (17), que vai favorecer a inclusão social e produtiva destas pessoas. Com previsão orçamentária de R$ 7,6 bilhões o plano tem metas para serem implantadas até 2014.
O plano inclui uma linha de crédito de R$ 150 milhões da Finep - Financiadora de Estudos e Projetos para pesquisa e desenvolvimento (P&D) de tecnologias assistivas. 
O governo federal também vai subsidiar a compra de próteses e equipamentos para a população de baixa renda. Um catálogo de 1,6 mil produtos para idosos e pessoas com deficiência visual, auditiva, física, intelectual ou múltipla foi disponibilizado.
Linha de crédito para empresas - R$ 90 milhões serão destinados a empréstimos (com juros de 4% ao ano) a empresas que queiram dominar tecnologias e criar produtos como próteses ortopédicas, leitores de Braille e cadeiras de rodas com interação com o cérebro da pessoa com deficiência.
Além do dinheiro para empréstimos, R$ 30 milhões ficarão disponíveis para subvenção de inovações de risco tecnológico alto e retorno financeiro incerto. Outros R$ 30 milhões, também não reembolsáveis, serão destinados a projetos desenvolvidos em parceria com universidades e centros de pesquisa.
Extensão do programa - As ações previstas serão executadas em conjunto por 15 órgãos do Governo Federal, sob a coordenação da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR). 
Na área de educação, uma das propostas é a oferta de até 150 mil vagas para pessoas com deficiência em cursos federais de formação profissional e tecnológica. Neste eixo, serão investidos, até 2014, R$ 1,8 bilhão.
Na saúde serão investidos R$ 1,4 bilhão para ampliação das ações de prevenção às deficiências, criação de um sistema nacional para o monitoramento e a busca ativa da triagem neonatal, com um maior número de exames no Teste do Pezinho. 
Centros de Referência com a finalidade de oferecer apoio para as pessoas com deficiência em situação de risco, como extrema pobreza, abandono e isolamento social, também serão instalados no País, com previsão orçamentária de R$ 72,2 milhões.
Medidas de Acessibilidade também serão contempladas, com investimento previsto de R$ 4,1 bilhões. O Programa Minha Casa, Minha Vida 2, por exemplo, terá 100% das unidades projetadas com possibilidade de adaptação, ou seja, 1 milhão e 200 mil moradias que podem ser habitadas por pessoas com deficiência. 
Serão criados, também, cinco centros tecnológicos para a formação, em nível técnico, de treinadores e instrutores de cães-guias em todas as regiões do País. Atualmente, só existem dois instrutores qualificados no Brasil.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Celebração especial para as mães da Pastoral da Criança de Cristo Rei

Por Lana Bartilote 
(Coordenadora de Ramo da Pastoral da Criança)
Comida Alternativa: Nutritiva, saborosa e atraente
Juntas, três comunidades de Jequié (Água Branca, Bom Sossego é Vovó Camila) realizaram na noite de 21 de maio uma Celebração Especial para as mães acompanhadas pela Pastoral da Criança da Paróquia de Cristo Rei. Na ocasião foi servido um jantar com comidas alternativas. 

Mães animadas com a homenagem

Na oportunidade, a coordenadora comunitária da Água Branca, Erisvalda França, explicou sobre a Comida Alternativa conscientizando as mães da importância desse tipo de alimento. 
A Celebração foi iniciada com orações feitas pelas líderes e por um pai que estava presente. Contou ainda com a participação do Pe. Jairon Batista, que aproveitou a oportunidade para convidar as mães a se tornarem novas líderes. 
As mães foram contempladas com um divertido sorteio de brindes. 
Espaço das crianças: oração e brincadeiras
As brinquedistas entraram em ação cuidando e divertindo a criançada em outro ambiente, deixando assim as mães mais à vontade para se divertirem também. As atividades com as crianças foram semelhantes as das mães: orações, brincadeiras e também foi servido o mesmo cardápio. Foi uma noite de muita alegria não só para as mães e suas crianças, mas para todos que organizaram a celebração:  líderes, brinquedistas e coordenadores. 
A Pastoral da Criança da Paróquia de Cristo Rei contou com apoio de pessoas da comunidade e empresários que colaboraram com a doação de ingredientes para o jantar e brindes para sorteio. O Salão de Beleza Charme, Nova Imagem Instituto de Beleza, Salão de One, Novo Milenium e Salão de Jandira ofereceram serviços para elevar a auto-estima das mães.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

DIFERENTE é o espetáculo inédito com atores surdos e ouvintes em cartaz na capital baiana

O elenco de DIFERENTE é metade ouvinte e metade surda
DIFERENTE é o nome da peça teatral que pela primeira vez apresenta na capital baiana um  elenco profissional estrelado por atores surdos e ouvintes. O texto, escrito especialmente para a ocasião, é assinado pelo dramaturgo baiano Claudio Simões, em co-autoria com Ivan dos Santos, Leandro Rocha e Roberto Salles. Os autores basearam-se em situações e experiências apresentadas nas oficinas realizadas no período de janeiro a fevereiro 2011, através do PROJETO VOZES EM GESTO. Os 20 participantes tiveram aulas de Teatro, Mímica Corporal Dramática e Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS).

O elenco é composto por três atores ouvintes e três surdos – selecionados durante as oficinas – e reúne Beto Cerqueira, Cássia Domingos, Cibele Lisboa, Deise da Hora, Leonardo Alves e Lindinalva Bernardo.
A peça narra a história de amor de Daniele (Cássia Domingos), uma jovem secretária ouvinte, e Vitor (Leonardo Alves), um ator aspirante surdo. A surdez é apenas mais uma das diferenças que ligam os protagonistas e demais personagens. DIFERENTE, é uma peça que fala de igualdade na diferença. O espetáculo é falado nas duas línguas oficiais utilizadas no Brasil, LIBRAS e português.
A dramaturgia e a direção do espetáculo foram pensadas em função de proporcionar ampla compreensão tanto por surdos quanto por ouvintes indistintamente. A LIBRAS é falada pelos próprios personagens e por também ser falado em português, o espetáculo permite amplo entendimento ao publico ouvinte, além de estimulá-lo a se familiarizar mais com a linguagem de sinais.
O objetivo é contribuir para o cumprimento do princípio de igualdade para todos, incluindo o direito à comunicação e às artes. O espetáculo é um resultado do Projeto Vozes em Gesto, realizado pelo Centro de Surdos da Bahia (CESBA), que conta com o apoio da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SECULT), através do Edital 33/2008 Cultura e Direitos Humanos. 
A entrada é gratuita e a censura livre. Com informações do plugcultura

terça-feira, 17 de maio de 2011

Pesquisa indica que apagão de mão de obra no Brasil preocupa 86% dos executivos

Aumentam ofertas de emprego para
quem tem qualificação profissional 

Apenas 14% dos executivos brasileiros não têm problemas ao buscar profissionais qualificados para as vagas disponíveis em suas empresas.

A informação é do Grupo Vistage Brasil, organização internacional de líderes empresariais. O levantamento foi realizado entre os dias 14 de abril e 5 de maio.
De acordo com a pesquisa, a dificuldade de encontrar profissionais qualificados não está nos postos de liderança.
Os empresários entrevistados apontaram que há falta de mão de obra qualificada para todos os níveis de função.
As maiores demandas são para profissionais com formação superior para a área de atuação da empresa (65%), e formação técnica (60%).
“É comum ouvirmos dos participantes que a sua empresa está sem banco de reservas, precisando preparar substitutos”, afirma Antonio Cortese, sócio-gerente da Vistage no Brasil.
Gerentes, gestores e líderes de equipe representam as vagas mais difíceis de serem preenchidas segundo 58% dos executivos.
Supervisores, analistas, coordenadores e especialistas são as vagas mais difíceis de preencher se acordo com 56% dos empresários.
Assistentes e assessores estão em falta para 12% dos empresários, presidentes, vice-presidentes, superintendentes e diretores são procurados por 10% dos executivos e estagiários e treinees só faltam para 2% dos executivos. Outros postos somam 10% das vagas difíceis de preencher.
Cortese explica que a falta de profissionais qualificados gera uma espécie de efeito cascata. “Se uma vaga fica sem o perfil profissional desejado acaba sobrecarregando outros profissionais e outros setores”, conclui.

Publicado no site: http://colunistas.ig.com.br por Guilherme Barros.
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Investimentos em infraestrutura e ofertas de cursos profissionalizantes não acompanham o desenvolvimento econômico do país. 

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Pastoral da Criança: 28 anos de vidas.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Cras e Pastoral da Criança fazem parceria pela vida

Há 27 anos que ações da Pastoral da Criança
ajudam a reduzir mortalidade infantil no Brasil

Na quinta-feira (19), o CRAS – Centro de Referência em Assistência Social do Jequiezinho - realizou uma reunião com membros da Pastoral da Criança a fim de reforçar parceria de trabalho para ampliar a atenção para com as comunidades que são acompanhadas pelo Centro. 
Na terça-feira (17) o encontro foi com membros da Pastoral da Criança da Paróquia de Cristo Rei e da Igreja de São José da Sagrada Família, que atendem várias comunidades, como Vovó Camila, Água Branca, Bom Sossego Banca e Corredor Costa Brito. 
Esses encontros fazem parte de uma série de reuniões para firmar o intercâmbio entre CRAS e Pastoral, visando discutir e socializar as situações detectadas na realidade familiar nas comunidades carentes do município, na busca de alternativas de melhorias que possam reanimar e devolver às pessoas o sentido da vida. 
A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social preza por parcerias com entidades como a Pastoral da Criança, por entender a relevância dos trabalhos da entidade para a população jequieense. 

A Pastoral da Criança conhece de perto a situação das comunidades carentes, possuindo uma história bem sucedida, desde do ano de sua criação em 1983, na diminuição da mortalidade infantil e melhoria da qualidade de vida das famílias em todo o Brasil e mesmo no exterior. 

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Especialista em gestão social profere palestra sobre empregabilidade de pessoas com deficiência

Deficiente visual, Melissa Bahia, no centro, é autora de livro
sobre responsabilidade social e diversidade nas organizações

Acontecerá nesta quarta-feira (18/08), na Câmara Municipal de Jequié, às 14h, palestra proferida pela socióloga Melissa Bahia.
O tema abordado pela especialista em Gestão Social é: “Empregabilidade da Pessoa com Deficiência na Indústria e no Comércio”.
Melissa, que tem deficiência visual, é considerada uma das maiores autoridades no setor. Autora do livro “Responsabilidade Social e Diversidade nas Organizações: Contratando pessoas com deficiência”, atualmente é Diretora de Responsabilidade Social da ABRH-BA - Associação Brasileira de Recursos Humanos, seccional Bahia.
O evento é uma realização do COMDEF - Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com dEFICIÊNCIA, juntamente com a Associação Comercial e Industrial de Jequié e Câmara de Dirigentes Logistas de Jequié. Conta com o apoio da Prefeitura Municipal.
Uma oportunidade para empresários, comerciantes, autoridades, profissionais ligados a diversas áreas e comunidade em geral ampliarem seus conhecimentos neste setor. Iniciativa necessária para contribuir na construção de uma sociedade inclusiva e mais humana.