Este é o Miscelânea, por Júlio Lucas

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segunda-feira, 3 de maio de 2021

BOMBANDO NA WEB

Sim, aqui também tem BBB e Faustão: 

TV aberta se sustenta nas novas plataformas

Na volta à antiga casa, muitos apostam no retorno de um Fausto Silva mais libertário. 


Não tem como escapar do apelo popular da escolha do elenco final do BBB 21, reality da Rede Globo que termina na próxima terça (04). Trechos compilados exibindo no último domingo a trajetória de cada finalista e de Gil do Vigor, o 16º eliminado da edição, são os assuntos que estão Bombando na Web. Uma mostra de que em tempos de internet, a TV aberta tem se sustentado em destaque nas novas plataformas.

Na síntese da síntese, se realizando ou não os prognósticos dos internautas, podemos caracterizar o que cada um dos quatro últimos concorrentes vivenciou na temporada: O economista Gilberto, libertação; Fiuk, autoconhecimento; Camila, um principado; Juliete, o reinado.

Por falar em Big Brother, já que o Bombando na Web vem se especializando em entretenimento e fofoca (tomara que não), aí vai mais uma: Desde que rumores deram conta do fim do Domingão do Faustão, que sites, blogs, canais e perfis vêm especulando qual será o rumo de Fausto Silva. O apresentador, que tem comandado a audiência nas tardes de domingo nos últimos 33 anos, admitiu o definitivo encerramento de contrato com a Globo previsto para o final de 2021. Há três dias o grupo Bandeirantes confirmou o retorno do comunicador à antiga casa, sendo o acordo “a realização de um antigo sonho”.

Em nota, a Globo reforçou por meio de sua assessoria que a decisão de sair partiu do apresentador, e que a emissora tem enorme orgulho dos 32 anos de parceria com ele. Certamente não será por questões financeiras a mudança, visto que dinheiro não é problema para Fausto Silva, que deixa uma empresa “quase perfeita”, em suas palavras.

Ao que tudo indica, a Globo defende nesses tempos atribulados para a TV aberta seu compromisso com inovação na tentativa de se reinventar se sustentando no topo - corre por aí que mudanças de formato e novo horário estavam nos projetos da empresa e não nos planos do contratado – o que desagradaria Faustão nas negociações por mais um período. A Band vem na contramão, investindo alto (na medida do possível) em contratações clássicas de peso. 

Mesmo sem dar muitas pistas do que virá nessa parceria em 2022,  o grupo dos irmãos Saad deixa escapar que pode entrar no ar um programa semanal aos domingos, a partir das 20h, ou um diário, no final das noites de segunda a sexta com Fausto Silva no comando. 

Ambas hipóteses se identificam com saudosistas que apostam no retorno do apresentador com algo mais próximo ao seu espírito libertário no antigo Perdidos na Noite, programa escrachado que marcou a década de 80 e catapultou Faustão com o melhor do seu humor ácido à toda poderosa das comunicações.

terça-feira, 27 de abril de 2021

Oscar 2021: Veja lista dos indicados e os filmes premiados



Melhor filme

"Meu pai"

'"Judas e o messias negro"

"Mank"

"Minari"

"Nomadland" (premiado)

"Bela vingança"

"O som do silêncio"

"Os 7 de Chicago"

 

Melhor atriz

Viola Davis - "A voz suprema do blues"

Andra Day - "Estados Unidos Vs Billie Holiday"

Vanessa Kirby - "Pieces of a woman"

Frances McDormand - "Nomadland" (premiada)

Carey Mulligan - "Bela vingança"

 

Melhor ator

Riz Ahmed - "O som do silêncio"

Chadwick Boseman - "A voz suprema do blues"

Anthony Hopkins - "Meu pai" (premiado)

Gary Oldman - "Mank"

Steve Yeun - "Minari"

 

Melhor direção

Thomas Vinterberg - "Druk - Mais uma rodada"

David Fincher - "Mank"

Lee Isaac Chung - "Minari"

Chloé Zhao - "Nomadland" (premiada)

Emerald Fennell - "Bela vingança"

 

Melhor atriz coadjuvante

Maria Bakalova - "Borat: fita de cinema seguinte"

Glenn Close - "Era uma vez um sonho"

Olivia Colman - "Meu pai"

Amanda Seyfried - "Mank"

Youn Yuh-jung - "Minari" (premiada)

 

Melhor ator coadjuvante

Sacha Baron Cohen - "Os 7 de Chicago"

Daniel Kaluuya - "Judas e o messias negro" (premiado)

Leslie Odom Jr. - "Uma noite em Miami"

Paul Raci - "O som do silêncio"

Lakeith Stanfield - "Judas e o messias negro"

 

Melhor filme internacional

"Druk - Mais uma rodada" / Dinamarca (premiado)

"Shaonian de ni" / Hong Kong

"Collective" / Romênia

"O homem que vendeu sua pele" /Tunísia

"Quo vadis, Aida?" /Bósnia e Herzegovina

 

Melhor roteiro adaptado

"Borat: fita de cinema seguinte"

"Meu pai" (premiado)

"Nomadland"

"Uma noite em Miami"

"O tigre branco"

Roteirista de 'Meu Pai' no Oscar — Foto: Reprodução

 

Melhor roteiro original

"Judas e o Messias negro"

"Minari"

"Bela vingança" (premiado)

"O som do silêncio"

"Os 7 de Chicago"

 

Melhor figurino

"Emma"

"A voz suprema do blues" (premiado)

"Mank"

"Mulan"

"Pinóquio"

 

Melhor trilha sonora

"Destacamento blood"

"Mank"

"Minari"

"Relatos do mundo"

"Soul" (premiado)

 

Melhor animação

"Dois irmãos: Uma jornada fantástica"

"A caminho da lua"

"Shaun, o Carneiro: O Filme - A fazenda contra-ataca"

"Soul" (premiado)

"Wolfwalkers"

 

Melhor curta de animação

"Burrow"

"Genius Loci"

"If anything happens I love you" (premiado)

"Opera"

"Yes people"

 

Melhor curta-metragem em live action

"Feeling through"

"The letter room'"

"The present"

'"Two distant strangers" (premiado)

"White Eye"

 

Melhor documentário

"Collective"

"Crip camp"

"The mole agent"

"My octopus teacher" (premiado)

"Time"

 

Melhor documentário de curta-metragem

"Colette" (premiado)

"A concerto is a conversation"

"Do not split"

"Hunger ward"

"A love song for Natasha"

 

Melhor som

"Greyhound: Na mira do inimigo"

"Mank"

"Relatos do mundo"

"Soul"

"O som do silêncio" (premiado)

 

Canção original

"Fight for you" - "Judas e o messias negro" (premiado)

"Hear my voice" - "Os 7 de Chicago"

"Husa'vik" - "Festival Eurovision da Canção: A saga de Sigrit e Lars"

"Io sì" - "Rosa e Momo"

"Speak now" - "Uma noite em Miami"

 

Maquiagem e cabelo

"Emma"

"Era uma vez um sonho"

"A voz suprema do blues" (premiado)

"Mank"

"Pinóquio"

 

Efeitos visuais

"Problemas monstruosos"

"O céu da meia-noite"

"Mulan"

"O grande Ivan"

"Tenet" (premiado)

 

Melhor fotografia

"Judas e o messias negro"

"Mank" (premiado)

"Relatos do mundo"

"Nomadland"

"Os 7 de Chicago"

 

Melhor edição

"Meu pai"

"Nomadland"

"Bela vingança"

"O som do silêncio" (premiado)

"Os 7 de Chicago"

 

Melhor design de produção

"Meu pai"

"A voz suprema do blues"

"Mank" (premiado)

"Relatos do mundo"

"Tenet"

domingo, 25 de abril de 2021

Todo mundo quer saber: Quem vai receber a estatueta em tempos de pandemia?

#oscar2021 - Façam as suas apostas!

"Nomadland" - Favoritismo com crítica social e produção modesta
"Nomadland" - Favoritismo com crítica social e produção modesta


A mais importante premiação do cinema acontece neste domingo (25). O Oscar 2021. E o público amante do cinema vem torcendo pelos seus favoritos e fazendo suas apostas nas redes sociais.
Em um ano atípico que promete muitas mudanças, não só por conta da pandemia, como não poderia deixar de ser, a cerimônia reserva outras grandes surpresas.
É certo que a Covid 19 obrigou o adiamento da data para hoje, 25 de abril. A quarta vez que isso acontece na história de 93 anos da premiação. O formato do cerimonial também ganha mudanças inéditas. Apenas os indicados, apresentadores e seus acompanhantes devem comparecer pessoalmente ao evento, além da equipe técnica, obviamente.
A apresentação logo mais vai se dividir entre a Dolby Theater, a tradicional casa do Oscar em Hollywood, e a Union Station, estação de trem no centro de Los Angeles, local mais amplo onde será possível manter o distanciamento entre os convidados. O formato hibrido é uma estratégia para evitar a transmissão fria completamente remota que não teve boa audiência no Emmy e no Globo de Ouro.
Mas os sinais de um novo tempo vão muito além dos protocolos de distanciamento por conta da Covid-19. A gradual consolidação do movimento hashgtag #OscarsSoWhite (algo como "O Oscar é tão branco"), que viralizou desde 2015, pressionando Hollywood a privilegiar cada vez mais a diversidade em suas indicações, juntamente com os cinemas fechados e estreias em plataformas de streamings, fez com que a Academia abrisse os olhos para produções mais modestas e oxigenando o favoritismo entre atores negros, além de destacar mulheres e cineastas de origem asiática na disputa pela estatueta de melhor direção.
Boa parte das fichas nas categorias de interpretação vão para o falecido Chadwick Boseman (Pantera Negra) e Viola Davis ("A Voz Suprema do Blues"), Daniel Kaluuya ("Judas e o Messias Negro") e a sul-coreana Youn Yuh-jung ("Minari"). A chinesa Chloé Zhao, é favorita para o Oscar de direção por "Nomadland".
Aliás, a considerar os prognósticos apontados nas premiações organizadas pelos diferentes sindicatos de Hollywood, que costumam anteceder o Oscar, ”Nomadland" é o grande favorito desta noite com seis indicações ao Oscar. Em boa hora pode chegar o inédito prêmio para resgatar a gigantesca Disney da desconfiança do público mais exigente após as duras críticas de racismo contidos nos clássicos que a fizeram rever seus conceitos nestes últimos anos. O curioso é isso acontecer justamente com um título modesto da franquia Searchlight Pictures, um braço independente da antiga Fox, hoje do grupo da toda poderosa das animações.
São quatro organizações principais que podem nortear o caminho das estatuetas. PGA: Sindicato dos Produtores da América; DGA: Sindicato dos Diretores da América; SAG: Sindicato dos Atores; WGA: Sindicato dos Roteiristas da América. A maioria dos eleitores desses sindicatos são os mesmos que votam no Oscar, tornando algumas premiações previsíveis. Previsíveis sim, certas não.
O prêmio do PGA é o principal indicador para a categoria de Melhor Filme, o vencedor foi Nomadland, enquanto a animação foi Soul, da Pixar.
O longa estrelado por Frances McDormand, apresenta uma trama inspirada no livro de Jessica Bruder e acompanha uma mulher de 60 anos que perde tudo durante a recessão e passa a viver como uma espécie de nômade, fazendo trabalhos sazonais enquanto viaja pelo oeste americano. A animação da Pixar fala sobre vida, morte e alma. Além de “Nomadland”, o favorito, os outros indicados ao Oscar 2021 de Melhor Filme são: “Meu Pai”, “Judas e o Messias Negro”, “Mank”, “Minari”, “Bela Vingança”, “O Som do Silêncio” e “Os 7 de Chicago”.
O DGA premia os melhores diretores e diretoras do ano. A cerimônia do Sindicato também premiou Chloé Zhao por “Nomadland” na categoria principal. Zhao segue como a favorita para o prêmio da Academia. Se isso se confirmar, ela será a segunda mulher a vencer o prêmio de direção no Oscar, que indicou apenas sete mulheres em toda a história do Oscar.
O Sindicato dos Atores premiou nas categorias de atuação “Os 7 de Chicago” com o Melhor Elenco de Filme, e Chadwick Boseman levou o prêmio de Melhor Ator por “A Voz Suprema do Blues”, mesmo filme que garantiu Viola Davis ganhadora como Melhor Atriz. Na parte de coadjuvantes, Youn Yuh-Jung recebeu Melhor Atriz por “Minari”, e Daniel Kaluuya ganhou por “Judas e o Messias Negro”.
Ainda correm entre os indicados ao Oscar 2021 de Melhor Ator, além de Boseman: Riz Ahmed por “O Som do Silêncio”, o veterano Anthony Hopkins por “Meu Pai”, Gary Oldman com  “Mank” e Steven Yeun em “Minari”.
As indicadas ao Oscar 2021 de Melhor Atriz: Viola Davis, como não poderia ficar de fora, Andra Day por “The United States vs. Billie Holiday”, Vanessa Kirby por “Pieces of a Woman”, Frances McDormand por “Nomadland” e Carey Mulligan por “Bela Vingança”.
 
Os indicados para Melhor Ator Coadjuvante são Sacha Baron Cohen por “Os 7 de Chicago”, Daniel Kaluuya por “Judas e o Messias Negro” – favorito, Leslie Odom Jr. por “Uma Noite em Miami”, Paul Raci por “O Som do Silêncio” e Lakeith Stanfield por “Judas e o Messias Negro”.
Ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante estão no páreo: Maria Bakalova por “Borat: Fita de Cinema Seguinte”, a veterana Glenn Close por “Era uma Vez um Sonho”, Olivia Colman por “Meu Pai”, Amanda Seyfried por “Mank”. Yuh-Jung Youn por “Minari” – favorita.
O WGA, que escolhe os melhores roteiros do ano aconteceu nessa quarta, 21 de abril. Melhor Roteiro Original foi para “Bela Vingança”, escrita por Emerald Fennell; Melhor Roteiro Adaptado: “Borat: Fita de Cinema Seguinte”, Roteiro de Sacha Baron Cohen & Anthony Hines, Dan Swimer, Peter Baynham, Erica Rivinoja, Dan Mazer, Jena Friedman e Lee Kern.
Confira os indicados ao Oscar Melhor Roteiro Original: “Judas e o Messias Negro”, “Bela Vingança” (Favorito), “O Som do Silêncio” e “Os 7 de Chicago”.
Os indicados ao Oscar de Melhor Roteiro Adaptado são “Borat: Fita de Cinema Seguinte” (Favorito), “Uma Noite em Miami”, “O Tigre Branco”.
A pandemia forçou ainda diversas mudanças nas regras da Academia. Com o fechamento de cinemas, o lançamento disponível por meio e formato digitais também está permitido. Este fator foi fundamental para ampliar a quantidade de filmes feitos originalmente para plataformas de streaming, como a NetFlix.
Se há alguns anos o júri dos festivais entortava a boca para esse segmento, entre os estúdios, a liderança da Netflix é inegável em 2021. A plataforma consolidou sua posição que já vinha construindo há alguns anos e recebeu 35 indicações: “Mank” (10), “Os 7 de Chicago” (6), “A Voz Suprema do Blues” (5), “Era uma Vez um Sonho” (2), “Crip Camp” (1), “Destacamento Blood” (1), “Festival Eurovision da Canção: A Saga de Sigrit e Lars” (1), “Rosa e Momo” (1), “O Céu da Meia-Noite (1)”, “Professor Polvo” (1), “A Caminho da Lua” (1), “Pieces of a Woman” (1), “Shaun, o Carneiro, o Filme: A Fazenda Contra-Ataca” (1) e “O Tigre Branco” (1). Também produtora em streamings, o Amazon Studios, ficou com 12 indicações. Entre os outros stremings, a Apple teve duas indicações, e o Hulu teve uma. Os estúdios tradicionais como Warner (8 indicações), Disney (8), Focus Features (7), Sony (6), A24 (6) e Searchlight (6).
Depois de uma passagem discreta por premiações anteriores, “Mank”, filme de David Fincher produzido pela Netflix, lidera a lista, com dez indicações.
Com prêmios do PGA e do DGA, os criadores de "Nomadland" já devem estar com seus discursos de agradecimento preparados e afiados para a noite de premiação. Mas há que se terem precaução, visto que volta e meia acontecem zebras.
Sem vitória antecipada por essas organizações o sul-coreano "Parasita", grande azarão no ano passado, derrotou o favorito inglês "1917".
O mexicano “Roma”, produção da NetFlix, surpreendeu em 2019 ao abrir a porteira de premiações para a plataforma streaming com dez indicações, ficando com três estatuetas.
Em 2017, a surpresa foi mais escandalosa. O musical "La la land" perdeu para "Moonlight", quando aconteceu aquele mico histórico: a estatueta foi entregue equivocadamente à equipe do favorito e logo os apresentadores, alertados pela produção, tiveram que corrigir o erro interrompendo os discursos e pegando de volta o prêmio para entregar aos verdadeiros ganhadores. 
Isso significa que, com tantas mudanças no Oscar 2021, improvável podem acontecer dando um gostinho a mais na audiência e quebrando a banca de apostas.

sábado, 12 de dezembro de 2020

Como David Guetta tornou-se uma entidade da música eletrônica? Conheça sua história!

















(Por CaioLucas, originalmente publicado para PlayBPM)


Você nem precisa escutar música eletrônica para conhecer o francês David Guetta. Ele é certamente o DJ mais famoso do mundo. Carregando sempre uma multidão de fãs por qualquer lugar que passe, é conhecido por ser uma máquina de produzir hits. Precursor das parcerias com artistas pop, muito antes de Avicii ou mesmo Calvin Harris, o “titio” Guetta já tem dois Grammys no currículo e incontáveis certificados de ouro e platina. Único DJ que já se apresentou em todas as 15 edições do Tomorrowland, Guetta inaugurou uma nova era na música eletrônica no início da década passada, fazendo com que essa vertente musical finalmente atingisse as massas. Ele com certeza é uma lenda viva na cena e isso não há como negar! Mas, será que você conhece a trajetória do astro?


O INÍCIO DE UM PRODÍGIO


Pierre David Guetta nasceu em Paris, na França, no dia 7 de novembro de 1967. Pois é, mesmo com 53 anos, o francês demonstra em cada uma de suas apresentações que ainda possui tanta energia e empolgação quanto um adolescente.
Seu interesse pelo mundo da música teve início aos 17 anos de idade. Guetta deu início à sua carreira de DJ no Broad Club, em Paris, onde tocava apenas os hits mais conhecidos da época. Foi só em 1987 que ele esbarrou com uma track do DJ Farley Keith na rádio e se apaixonou pela música house, momento visto por muitos como o real despertar dessa fera que conhecemos hoje.
Daí pra frente, David começou a organizar as suas noites em clubs com suas setlists e regras próprias. Até que em 1990, em parceria com o rapper Sidney Duteil, lançou o seu primeiro single, intitulado ‘Nation Rap’.
Quatro anos depois, em colaboração com o vocalista Robert Ownes, Guetta lançava a sua segunda track, ‘Up & Away’. Neste mesmo ano, tornou-se gerente de uma casa noturna na cidade de Le Palace, onde começou a organizar as festas extremamente memoráveis que contribuíram para construir a imagem que o DJ tem hoje.


A ASCENSÃO GLOBAL

Mas foi só em 2001 – com o lançamento do hit ‘Just a Little More Love’ – que ele se tornou mundialmente conhecido. Produzido ao lado de Chris Willis e Joachim Garraud, o single foi um sucesso imediato, dando origem ao primeiro álbum de estúdio de Guetta. Com o mesmo título do single anterior, o disco estourou nas rádios do mundo todo em velocidade recorde e vendeu mais de 300 mil cópias no ano de 2002.
Outro grande passo marcante da carreira de Guetta foi o clipe da música ‘Love is Gone’, do álbum ‘Pop Life’, lançado em 2007. Qualquer usuário do Orkut na época com certeza vai se lembrar desse clássico, que fez um sucesso tão absurdo da noite pro dia que bate a nostalgia só de escutar os vocais.


A FANTÁSTICA CONSISTÊNCIA

No ano de 2009, David Guetta produziu a icônica ‘I Got a Feeling’ da banda Black Eyed Peas, que se tornou um hit em todo o mundo e se manteve no topo das paradas por um bom tempo em dezessete países.
Já em 2010, um dos álbuns mais espetaculares da carreira do francês era lançado. Com uma tracklist recheada de sucessos memoráveis – como ‘When Love Takes Over’, ‘Sexy Bitch’, ‘Memories’ e ‘The World is Mine’ – ‘One More Love’ vendeu mais de quatro milhões de cópias e recebeu certificado de platina em sete países.
Em 2011, Guetta lançava o seu documentário ‘Nothing But the Beat’, que conta um pouco da sua história até chegar ao patamar revolucionário na indústria musical.
Seu quinto disco, com o mesmo nome do documentário, foi lançado em agosto de 2011 como álbum duplo: um disco eletrônico e outro com vocais. O DJ francês inspirou-se em bandas como Kings of Leon e Coldplay para adicionar influências de rock em suas produções. Na lista de músicas, tracks atemporais como ‘Titanium’, ‘Turn me On’, ‘She Wolf’, ‘Play Hard’ e ‘Sunshine’ conduziram as cinco milhões de vendas e oito certificados de platina conquistados.
Em 2014, Guetta lançou o novo álbum, ‘Listen’, que contou com a participação de artistas do R&B, hip hop, rock alternativo e pop, como Nicki Minaj, John Legend, Sia, Magic!, Bebe Rexha e Skylar Grey. Ele também possui produção adicional de DJs de peso, como Avicii, Afrojack, Nicky Romero, Showtek e Stadiumx entre outros.


O RETORNO ÀS RAÍZES
Agosto de 2018 era chegado o momento de David Guetta retornar com seu projeto alternativo ‘Jack Back’. Representando os diversos lados de sua jornada musical, o retorno do “titio” às suas raízes no underground repercutiu rapidamente em toda a indústria, com lançamentos pelas maiores gravadoras do cenário, como a Tolroom e a Defected Records.
Em setembro de 2018, Guetta lançava seu sétimo álbum intitulado “7”. Esta produção mostra as diferentes facetas do trabalho do DJ e se divide em dois álbuns. O primeiro tem 15 faixas, que deram ao pop uma cara mais dance, com colaborações de Bebe Rexha, J.Balvin, Jason Derulo, Justin Bieber, Nicki Minaj, Sia, Black Coffee, Steve Aoki, Martin Garrix e muito mais. Já o segundo apresenta outras 12 tracks, as quais fazem parte de seu projeto underground Jack Back. O álbum mostrou a rica musicalidade e versatilidade do artista, que consegue misturar a música eletrônica com diferentes gêneros, como o pop, hip hop e trap.

terça-feira, 17 de novembro de 2020

A trajetória da música eletrônica: do house até o retorno do tecno ao mainstream


Na segunda edição de OUTRO OLHAR, seção onde apresentamos postagens de parceiros e colaboradores do Miscelânea, contamos com o artigo de CaioLucas. Jovem amante da música que tem se destacado com trabalhos originalmente publicados na PlayBPM - Revista de Música Eletrônica. 

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No final dos anos 80 surgia um fenômeno musical na Europa, mais especificamente no Reino Unido e em Berlim, que hoje é o gênero mais vendido do mundo pela Beatport e ocupa a vanguarda dos maiores festivais de música eletrônica. Sim, estamos falando do tecno: o som que está dominando as pistas de todo o mundo e atingiu patamares que influenciaram até mesmo o universo do rock e do pop. 

Mas você faz ideia do caminho percorrido por essa vertente até chegar nos dias atuais? Obviamente, outros gêneros e muitos artistas fazem parte dessa história. E aqui vamos nós desvendar passo a passo essa incrível jornada do house dos anos 80 ao tecno emergido no mainstream da cena eletrônica.


As origens do house

Assim como a moda, a música ou a cultura pop em geral tem o costume de trabalhar em torno de “tendências” e estas são determinadas pelos inovadores da indústria.

Após o sucesso intenso da disco-house dos anos 80 se expandir para Chicago e chegar até o Studio 54 de Nova York, poucos imaginavam que este som pudesse impactar o próximo meio-século. Enquanto a cena tecno de Detroit continuava a crescer cada vez mais por conta dos elementos minimalistas presentes nas músicas, surgia na Inglaterra no início dos anos 90 outro som com uma vibe completamente diferente intitulado de ‘acid house’. A novidade marcava presença em um dos clubes mais requisitados de Manchester, o The Haçienda, e tornou a realização das raves ilegais em galpões uma prática comum nos fins de semana de Londres. Com o uso de drogas como o LSD e aderindo o - agora notável - símbolo ‘Smiley Face’ como uma marca recorrente, este subgênero abriu caminho para a descoberta do trance no final do século passado. Figuras como Paul van Dyk, Ferry Corsten, Paul Oakenfold e Tiesto contribuíram para garantir uma imagem mais comercial com o uso dos lasers e os explosivos canhões de CO2 comuns nos famosos clubes, como o Amnesia Ibiza.

 

O surgimento do “EDM”

Quando o termo “EDM” – Electronic Dance Music – explodiu no final da primeira década do milênio, este foi incorporado à cena mainstream de uma maneira nunca antes vista. Nomes como Swedish House Mafia e o Calvin Harris contribuíram para fundir o dance com o pop. Tracks como ‘Miami 2 Ibiza’ e ‘I’m not alone’ dominaram por várias semanas as paradas de sucesso no verão de 2009 e no ano seguinte pelo mundo inteiro, sendo executadas em todas as pistas de dança dos clubes e festas universitárias de fins de semana.

Percebendo o momento de mudança na cena eletrônica, o astro francês David Guetta – que já passeou pelo underground se apresentando no Space Ibiza com sets de vinil até o sol raiar -  emplacou três vezes consecutivas o topo das paradas britânicas em um período de apenas dois meses com os lançamentos de ‘When love takes over’, ‘Getin over’ e ‘Sexy chick’.

 

Os pioneiros

Aqueles que prosseguiram neste caminho expoente foram amplamente elogiados (e também criticados) por se aventurarem em busca de novas diversidades artísticas.

Quando o astro sueco Avicii subiu ao palco principal do Ultra Music Festival de 2013, atingindo claramente o auge da sua carreira, trazia, então, um som melódico inovador, que ninguém tinha conhecimento ainda. Assim, resplandecia o momento decisivo de uma das figuras mais importantes de um movimento que sequer apresentava indícios de saturação. A música eletrônica nunca tinha estado na vanguarda nem alcançado tanto reconhecimento da cobertura da grande imprensa como naquela ocasião. Ali despontava sobre a figura revolucionária de um jovem de 23 anos, um enorme potencial de dominar o gênero por vários anos seguintes.

Desse dia em diante, o cenário mudou. Tim Bergling decide apresentar ao mundo uma inovação do gênero frente ao maior festival de música eletrônica do planeta, deixando todos surpreendidos com a sequência de várias tracks inéditas sob influências do country e do folk, em vez dos hitsSilhouettes’ e ‘I could be the one. A repercussão crítica que este set causou foi lendária, e alguns da imprensa consideravam-no “avançado demais para a dance music”. Meses depois, o mundo havia compreendido a genialidade de Tim, com o seu hit ‘Wake me up’

com fortes elementos do country conquistando múltiplos certificados de platina e atingindo mais de um bilhão de plays tanto no Spotify, como no Youtube. Nascia um pioneiro.

 

A queda da EDM

No período entre 2010 e 2013, amplamente conhecido como “a era de ouro” da EDM, a separação do trio Swedish House Mafia introduziu à cena eletrônica uma série de novos sub-gêneros. A exemplo do som ‘Dirty Dutch’ de Hardwell, que impulsionaria o produtor de big room a alcançar o topo do polêmico ranking da DJ Mag e artistas como Dimitri Vegas & Like Mike e Martin Garrix, que adotaram estilos similares (até a mudança deste último para o som melódico em 2015). Os vencedores do prêmio de “Melhor DJ do mundo” ficaram concentrados nos seis anos seguintes nas mãos de produtores de big room; um exemplo claro de que a indústria estava se modificando.

Com os últimos cinco anos sendo atravessados pela introdução do ‘future house’ em meados de 2013 (graças a Tchami e Oliver Heldens) e a eclosão do movimento de bass music nos Estados Unidos (ou Trap, para os mais chegados), a paisagem da dance music vem mudando constantemente, germinando e engrandecendo novos sub-gêneros, enquanto tentamos buscar uma identidade fiel para definir o cenário da música eletrônica nos tempos modernos.

 

A ascensão do tech house

As bases para o ressurgimento do tecno como força dominante foram anunciadas nos últimos anos com o “salto” do tech-house para as pistas de todo o mundo. Um gênero mais comercial companheiro das batidas industriais ríspidas do tecno e de um house focado nas melodias cativantes.

Além do sucesso repentino e fundamental do australiano Fisher com seu hit ‘Losing it’, outra track se tornou a “cabeça-de-chave” deste movimento: trata-se de ‘Cola’, da dupla Camelphat. Mas, como esses sons com uma vibe mais deep e underground conseguiram abrilhantar o cenário eletrônico durante dois anos seguidos, sendo nomeados no Grammy em melhor gravação de dance music? É possível perceber que esse som “chiclete” era inovador e logo se tornaria o “queridinho” das pistas ao redor do planeta. Acrescentando os vocais de Elderbrook após um encontro no estúdio em janeiro de 2017, o futuro hit oriundo de Liverpool foi estreado por Danny Howard no especial de dance music da BBC Radio 1, de Annie Mac e Pete Tong, sendo tocado até hoje por diversos DJ’s. Com a track preenchendo diversos clubes ao redor de Ibiza, ela logo foi ascendida a ser considerada a música-tema da temporada de eventos de 2017, sendo remixada por vários produtores, como Robin Schulz, Franky Rizardo, ZHU e Teamworx. Hoje, ultrapassando impressionantes 100 milhões de plays tanto no Spotify como no Youtube, Camelphat tornou-se um nome de referência quando o assunto é house music.

 

O retorno do tecno

Nos últimos tempos, com vários fãs de música enjoando da fórmula repetida presente no big room, aqueles que se ousam a buscar fora da caixa e fornecer algo único e inovador para os padrões atuais estão novamente sendo recompensados. Artistas como Enrico Sangiuliano e Adam Beyer se mantém dominando a nova onda de tecno, juntamente com a recém gravadora Drumcode, oferecendo as produções mais finas do lado “dark” desta vertente. Além disso, no início deste ano a indústria já consolidava este novo (e velho) som; sempre marcando presença nas mais populares festas de Ibiza com figuras como o destacado Black Coffee, o brilho de Tale of Us, os sólidos sucessos de Charlotte de Witte e Boris Brejcha e a icônica lenda Carl Cox. Sem contar com inúmeros festivais voltados para o gênero que vêm movimentando uma multidão de fãs nos últimos anos. Como o DGTL, Time Warp, Awakenings e o Movement. Era chegada a hora do tecno emergir das profundezas do underground para a vanguarda da cena eletrônica novamente.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Tribos do Rock de volta ao vivo com Júlio Lucas


sábado, 22 de dezembro de 2012

Tribos do Rock especial de Natal

O Tribos do Rock deste sábado tem um gostinho especial de confraternização. São três razões para festejarmos: trata-se do primeiro programa depois do fim do mundo, véspera de Natal e último do ano apresentado ao vivo. Durante o recesso de férias o programa continuará indo ao ar pela 105 FM programado com aquela seleção de muito som legal. Só não será possível a participação do público solicitando músicas, dando sugestões e fazendo críticas. Em  2013 o TdR volta com Júlio Lucas no comando e muitas novidades. 

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Grande encontro de atrações alternativas em Jequié


 Que Jequié é uma terra de muitos talentos, isso todo mundo sabe, mas faltava um grande evento que reunisse boa parte deles. Não falta mais. Quem mora na região sudoeste e gosta de boa música, não pode mais reclamar, pelo menos esta semana. Vai acontecer no Palácio das Artes o maior festival de música alternativa já visto em Jequié, o Caatinga Free Sound. 
A data é histórica por alguns fatores específicos: a reunião de talentos de vários estilos musicais: Reggae, rock, pop rock e rapp; a iniciativa da própria rapazeada que agita o cenário há algum tempo: Mandacaroots, Neubera Kundera, Semente Nativa, Shau e Os Aneis de Saturno, Tony MC e Nino Boy; tráta-se do primeiro registro profissional em DVD da cena local. Definitivamente vai ser uma grande festa de confraternização em torno da boa música.
De acordo com os organizadores, os ingressos estão quase esgotados. O evento será nesta sexta-feira (14), no Palácio das Artes e começa às 19h. A casadinha custa 30 reais e os pontos de venda são: Êba Camisetas, Raio Do Sol, Terral Surf, Mundo Basico e Artcorpus Jequié, além de promotores espalhados pela cidade. Imperdível!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Acontece este fim de semana a segunda edição do Festival de Teatro de Bonecos da Bahia

Em 2011, A Lenda do Dragão Encantado, da Cia de Teatro O Ar da Caixola, de  Salvador, foi premiada nas categorias melhor espetáculo e melhor direção

Acontece este fim de semana, de sexta (14/12) a domingo (16/12), o II Festival de Teatro de Bonecos da Bahia. 
A edição deste ano apresenta montagens de Feira de Santana, "O aniversário da Princesinha Papelotes", Itaberaba, "O caminho da floresta", e da cidade Rio de Contas, "A arma secreta do coronel". 
De acordo com seus organizadores, o projeto, sob curadoria de Álvaro Araújo e direção de produção executiva de Alysson Andrade, tem entre seus principais objetivos o fomento da produção de espetáculos de teatro de animação, a colaboração na formação de multiplicadores do setor criativo, bem como possibilitar o surgimento de novos grupos no interior da Bahia. O festival conta com o patrocínio do Fundo de Cultura da Bahia, SecultBA e Funceb.
Os espetáculos acontecem no Centro de Cultura ACM, em Jequié, sempre às 15h. O acesso é gratuito e indicado para todas as idades. 


segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

O que o mundo acha de Luiz Gonzaga?


Para os brasileiros que ainda não perceberam o valor da cultura nordestina e a dimensão de um artista chamado Luiz Gonzaga, segundo a Wikipedia, "uma das mais completas, importantes e inventivas figuras da música popular brasileira" - nascido em 13 de dezembro de 1912 na cidade de Exu e nos deixou no dia 2 de agosto de 1989 em Recife - vale a pena ver o que talentos de outras partes do mundo acham disso. Assista aos videos a seguir:






Luiz Gonzaga cantando acompanhado da sanfona, zabumba e do triângulo, levou a alegria das festas juninas e dos forrós pé-de-serra, bem como cantou a pobreza, as tristezas e as injustiças de sua árida terra, o sertão nordestino, para o resto do país, numa época em que a maioria das pessoas desconhecia o baião, o xote e o xaxado
Admirado por grandes músicos, como Dorival Caymmi, Gilberto Gil, Raul Seixas, Caetano Veloso, entre outros, o genial instrumentista e sofisticado inventor de melodias e harmonias, ganhou notoriedade com as antológicas canções "Baião" (1946), "Asa Branca" (1947), "Siridó" (1948), "Juazeiro" (1948), "Qui Nem Jiló" (1949) e "Baião de Dois" (1950).

Hoje Luiz Gonzaga é fonte de estudos de pesquisadores em várias partes do mundo, teve sua vida contada em livro, no teatro e no cinema e cada vez mais é reverenciado por artistas em várias línguas estrangeiras. 



Com informações da Wikipedia.