Este é o Miscelânea, por Júlio Lucas

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terça-feira, 18 de dezembro de 2012

A quem interessa o fim do mundo que bate à porta mais uma vez?

O cinema explorou bastante a data fatídica antes da imprensa disseminar a opinião da ciência

Creio que esta seja a terceira vez que escrevo sobre o fim do mundo. Em 2000, antes da existência deste blog, publiquei um artigo no Jornal Actual, periódico local, intitulado: “Passamos pelo fim do mundo”. Mais recentemente revisitei o assunto, visto que as pessoas em toda parte do planeta parecem não conseguir viver sem tais previsões catastróficas. Nesta ocasião, a crônica foi postada neste blog: “Passamos pelo fim do mundo novamente”. Agora, resolvi fazer uma pesquisa na internet e encontrei mais de uma centena de datas frustradas do famoso cataclismo que me despertaram outra vez para o tema, sempre no intuito de desmistificá-lo. 
Autores fazem fortuna com publicações apocalípticas

Sejam religiosos, supersticiosos, místicos, pseudo-cientistas, empresários ou, simplesmente, lunáticos, o fato é que os anunciadores do apocalipse sempre encontram ressonância nos veículos de comunicação sem qualquer responsabilidade com as possíveis consequências das suas previsões. Sabemos que nenhuma das malfadadas profecias passadas culminou na destruição do planeta, senão não estaríamos aqui contando essas histórias. Mas, é certo que muitas delas acabaram por provocar tumultos, saques, suicídios, prejuízos financeiros, revoltas e até mesmo grandes tragédias. Em vários casos, no entanto, ocorreu fama e muito dinheiro para os falsos profetas e aproveitadores da situação. 
Stoeffler causou tragédia com sua profecia 

Um dos fatos mais famosos e trágicos da história foi o caso do catedrático de uma universidade e conselheiro da corte, tido como fonte idônea, Johannes Stoeffler. Por sua reputação na Alemanha, o astrólogo convenceria o conde Von Iggleheim a construir uma arca de três andares. Ele previu que aconteceria um dilúvio em 20 de fevereiro de 1524. Stoeffler falava sobre isso desde 1499. Centenas de livros foram publicados sobre o assunto, e muitos astrólogos confirmaram a teoria interpretando sinais da chegada da catástrofe. No dia previsto, logo pela manhã começou a chover torrencialmente. Uma multidão entrou em pânico e tentou invadir a arca. Tentando defender a propriedade, o conde matou uma pessoa com sua espada, mas morreu pisoteado. Antes do final do dia, a população local tinha se chacinado mutuamente. Crianças, velhos e mulheres sucumbiram no tumulto. A arca foi destruída. Diante do desastre que provocou e sobreviveu, Stoeffler argumentou que sua previsão se consolidara: afinal, uma desgraça tinha acontecido. E resolveu então prever novo fim do mundo para 1528. 

Mais recentemente outro suposto profeta ficou famoso: o pastor norte-americano Harold Camping, proprietário de uma rede de comunicação, previu várias vezes que o mundo iria acabar. Para ele, o apocalipse de 1994 não aconteceu por erro de cálculo e transferiu a data para 21 de maio de 2011. Desta vez, a defasagem foi de cinco meses e a grande catástrofe passou para 21 de outubro do mesmo ano. Por fim, após mais um fracasso profético, ele se convenceu que o erro estava nele, que não é gênio. Creio que esta tenha sido a coisa mais certa que ele revelou. 
Atualmente, toda vez que se anuncia o fim do mundo, novos produtos e serviços chegam ao mercado. Livros, artigos, documentários, conferências, filmes de ficção, séries e novelas televisivas e promoções publicitárias chamam atenção dos incautos e enchem as contas bancárias dos espertos. Lunáticos ou empreendedores conscientes sobre o pânico alheio investem tudo o que têm nas suas versões mirabolantes de arcas, abrigos anti-catástrofes e campos de pouso para discos voadores. Outros faturam oferecendo serviços de abrigos espirituais blindados durante o período em que o mundo estiver acabando. Vale lembrar que a passagem para um novo mundo, no entanto, não custa pouco, e o pagamento é sempre antecipado, obviamente. A celeuma também gera rendimentos aos especialistas que se dedicam em provar o contrário. 
Geralmente em datas redondas do Calendário Gregoriano as profecias catastróficas se atropelam. No ano 1000, a ignorância causaria muitos problemas. Em 2000, não foi diferente. A ambição é tanta, que a mídia deixou subentendido que a virada do milênio seria de 1999 para 2000. A indústria do entretenimento promoveu Reveillons milionários  por toda parte antes que o mundo acabasse. A correta data só seria disseminada pela imprensa quando já era tempo de renovar as expectativas e se planejar de novo para a verdadeira virada do milênio no final de 2000 para 2001. Novas campanhas publicitárias foram retomadas pelos veículos de comunicação e outros serviços e produtos anunciados. 
Nesta semana, estamos mais uma vez às vésperas do fim do mundo. Agora, os números curiosos apontam a próxima sexta-feira (21/12/12) como data final. Exímios astrônomos, os maias, criaram vários calendários simultâneos que funcionavam como uma engrenagem. O último ano registrado por eles, 5126, corresponde ao nosso 2012 e não sei por que cargas d’água eles não fizeram mais calendários. Mas, mal passa uma data frustrada da hecatombe e outra se instala imediatamente. Como o suposto dia fatídico está na esquina, visto que hollywood e grandes corporações já faturaram fortunas com a ignorância das massas, chegou a vez dos telejornais e revistas darem voz à ciência que afirma categoricamente não existirem indícios de catástrofes que culminem com término da vida na Terra nos próximos dias. Alguns místicos entendem que se trata simplesmente do final de um ciclo espiritual. Uma oportunidade para mudança de consciência coletiva. Menos mal. 
Enquanto isso, novas datas são especuladas. Caso o mundo não acabe neste fim de semana, o asteroide Apofhis já foi escolhido como a bola de fogo da vez. Ele vai passar no ano de 2029 perto da Terra, e já é o vilão do próximo fim dos tempos. Se sua primeira passagem não ocasionar nenhum estrago, a segunda, mais próxima ainda da Terra, já está prevista para 2036. E desta vez, garantem os novos profetas do apocalipse, não teremos saída. 

Em 1910 o Halley ainda associado à catástrofe
não deixou de ser explorado comercialmente
Isso me faz lembrar o alarde da passagem do cometa Halley em 1986, faceta depois apelidada por muitos como a farsa do século. Agitaram a imaginário popular, com a conivência dos meios midiáticos, enquanto promoviam-se campanhas milionárias de interesse de alguns grupos econômicos. Ainda em 2010, no entanto, a passagem do Cometa Halley, a partir da informação que havia gás letal em sua cauda, gerou pânico em todo o mundo e fortuna em algumas contas bancárias. Especulações abriram as portas para a exploração comercial e religiosa do fenômeno. Máscaras, roupas e comprimidos contra o gás foram algumas das criativas soluções na época para a sobrevivência ao final dos tempos.
Discreta no céu, a última passagem do cometa
deixou um rastro de produtos e serviços
pela indústria do entretenimento na Terra
Para a última passagem do cometa, em 1986, viagens espaciais e várias pesquisas justificaram, com o perdão do trocadilho, gastos astronômicos. Devido a desmistificação em decorrência da experiência de quase três décadas da era espacial, provavelmente a lenda do fim do mundo por causa do cometa não vingaria desta vez. Mesmo assim houve a disseminação de equívocos para que alguns grupos se capitalizassem com o fenômeno. Máquinas registradoras não paravam enquanto telescópios, camisetas, brinquedos, merendeiras, mapas estelares, suvenires de todo tipo, livros, capas de cadernos, eventos, músicas, filmes e novelas davam a falsa impressão de que o imenso astro luminoso seria visto por todos. Uma enxurrada de lunetas imprestáveis foi despejada no mercado global até que os telejornais, às vésperas da melhor data para observação, finalmente admitissem que não seria tão fácil ver o Cometa Halley sem equipamento adequado. 
Eu, adolescente na época, tive mais sorte que a maioria dos terráqueos. Me acotovelei entre dezenas de pessoas para ver por alguns segundos através do teodolito de um vizinho topógrafo o pequeno astro nebuloso, sem graça e sem cauda aparente. Aos que nada viram naqueles dias, só lhes resta torcerem para que o mundo não acabe antes do próximo periélio, em 2061. Se vivos e lúcidos poderão tentar se deslumbrar com aquele prometido astro luminoso que quando não destrói o planeta deixa seu rastro brilhante pelo céu.
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Veja no link a seguir centenas de datas previstas para o fim do mundo que nunca aconteceu, de acordo com o site sandcarioca.wordpress e outras fontes de pesquisa. 

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Estudos revelam evidencias de ocorrência de câncer em decorrência de alimentos transgênicos

Os ratos alimentados com organismos geneticamente modificados (OGM) morrem antes e sofrem de câncer com mais frequência do que os demais, destaca um estudo publicado nesta quarta-feira (19) pela revista "Food and Chemical Toxicology", que considera os resultados "alarmantes".
"Os resultados são alarmantes. Observamos, por exemplo, uma mortalidade duas ou três vezes maior entre as fêmeas tratadas com OGM. Há entre duas e três vezes mais tumores nos ratos tratados dos dois sexos", explicou Gilles-Eric Seralini, professor da Universidade de Caen, que coordenou o estudo.
Para realizar a pesquisa, 200 ratos foram alimentados durante um prazo máximo de dois anos de três maneiras distintas: apenas com milho OGM NK603, com milho OGM NK603 tratado com Roundup (o herbicida mais utilizado do mundo) e com milho não alterado geneticamente tratado com Roundup. 
Os dois produtos (o milho NK603 e o herbicida) são propriedade do grupo americano Monsanto.
Durante o estudo, o milho fazia parte de uma dieta equilibrada, em proporções equivalentes ao regime alimentar nos Estados Unidos.
"Os resultados revelam uma mortalidade muito mais rápida e maior durante o consumo dos dois produtos", afirmou Seralini, cientista que integra ou integrou comissões oficiais sobre os alimentos transgênicos em 30 países.
"O primeiro rato macho alimentado com OGM morreu um ano antes do rato indicador (que não se alimenta com OGM), enquanto a primeira fêmea, oito meses antes. No 17º mês foram observados cinco vezes mais machos mortos alimentados com 11% de milho (OGM)", explica o cientista.
Os tumores aparecem nos machos até 600 dias antes de surgirem nos ratos indicadores (na pele e nos rins). No caso das fêmeas (tumores nas glândulas mamárias), aparecem, em média, 94 dias antes naquelas alimentadas com transgênicos.
Os pesquisadores descobriram que 93% dos tumores das fêmeas são mamários, enquanto que a maioria dos machos morreu por problemas hepáticos ou renais.
O artigo da "Food and Chemical Toxicology" mostra imagens de ratos com tumores maiores do que bolas de pingue-pongue.
"Com uma pequena dose de Roundup, que corresponde à quantidade que se pode encontrar na Bretanha (norte da França) durante a época em que se espalha este produto, são observados 2,5 vezes mais tumores mamários do que é normal", explica Seralini.
O diretor do estudo disse ainda que os transgênicos agrícolas são organismos modificados para resistir aos pesticidas ou para produzi-los e lembrou que 100% dos transgênicos cultivados em grande escala em 2011 foram plantas com pesticidas.
"Pela primeira vez no mundo, um OGM e um pesticida foram estudados por seu impacto na saúde a mais longo prazo do que haviam feito até agora as agências de saúde, os governos e as indústrias", disse o coordenador do estudo.
Segundo Seralini, os efeitos do milho NK603 só foram analisados até agora em períodos de três meses. Alguns transgênicos já foram analisados durante três anos, mas nunca até agora com uma análise em tal profundidade, segundo o cientista.
Também é a primeira vez, segundo Seralini, que o pesticida Roundup foi analisado em longo prazo. Até agora, somente seu princípio ativo (sem seus coadjuvantes) havia sido analisado durante mais de seis meses.
"São os melhores testes que podem ser realizados antes dos testes em humanos", explicou ainda.
O estudo foi financiado pela Fundação CERES, bancada em parte por cerca de 50 empresas, algumas delas do setor da alimentação que não produzem OMG, assim como pela Fundação Charles Leopold Meyer pelo Progresso da Humanidade.
Publicado no http://www.ig.com.br/.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Rio+20: Incertezas marcam abertura da Conferência

Foto: Divulgação/Riotur

A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, começou hoje (13), no Rio de Janeiro, com incertezas, falta de consenso e sem grandes expectativas de que o documento final estipule metas ambiciosas. Até ontem, havia confirmação da participação de representantes de 186 dos 193 países-membros da ONU - a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, representará o presidente Barack Obama.
Os principais impasses continuam em torno do fortalecimento do programa das Nações Unidas para o Ambiente (Pnuma) e sobre os temas dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) - pelos quais os países avançariam como uma segunda etapa dos Objetivos do Milênio, um conjunto de oito metas estabelecidas pela ONU em 2000 e que devem ser atingidas por todos os países até 2015. Mas até a última reunião preparatória, no início do mês, em Nova York, não havia acordo nem mesmo sobre quantos deveriam ser os temas desses objetivos sustentáveis. 
A ONU já dá como certo que as negociações não se encerram ao longo dos três dias de reunião preparatória do documento final, a partir de hoje. Por enquanto há acordo em relação a menos de um quarto dos parágrafos do documento. Como a decisão é por consenso entre os 186 países participantes, fica claro o tamanho do desafio. Já se inscreveram para fazer discursos durante a cúpula 76 presidentes, seis vices, 44 primeiros-ministros e sete vice-primeiros-ministros.
Informações publicadas no http://ultimosegundo.ig.com.br

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Documentário revela memória e ambiente natural de Contendas do Sincorá

Caatinga - Pesquisas estimam biodiversidade com 2000 a 3000 espécies de plantas
Um filme que apresenta o valor e a dimensão da biodiversidade da Caatinga, a criação e ações da Floresta Nacional Contendas do Sincorá - FLONA, os subprojetos do Projeto Mata Branca, saberes e fazeres das comunidades rurais de Caraibuna, Palmeiras e São Gonçalo
além de apresentar belíssimas imagens da paisagem natural, de casarõoes antigos do trabalho cotidiano como a fabricação da farinha de mandioca, da cachaça artesanal e do artesanato de palha. É o videodocumentário Memória e Ambiente Natural de Contendas do Sincorá, resultante de um subprojeto apresentado pelo Grupo Ecológico Rio das Contas – GERC ao Projeto Mata Branca, que conta com a parceria e apoio de instituições como o Banco Mundial, o Fundo Mundial para o Meio Ambiente (GEF), a CAR, a Secretaria do Desenvolvimento e Integração Regional (Sedir), e a Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) do governo baiano, a Fundação Luís Eduardo Magalhães (FLEM) e o governo do Ceará, que será lançado em Jequié na 7ª Feira de Negócios Somdocato Rural /Sebrae da 33ª ExpoJequié no sábado, dia 26 de maio, às 18h no Auditório 2 do Sebrae, durante uma palestra sobre o mesmo tema. 
Com entrevistas com moradores locais, o filme registra ainda narrativas orais relacionadas ao período da escravidão, a época dos tropeiros, boiadeiros e vaqueiros, do tempo áureo da Estação de Trem de Contendas do Sincorá e de figuras históricas como o Barão do
Sincorá, o coronel Bernardino das Caraibas e o educador Anisio Teixeira. 
O jornalista e escritor Domingos Ailton assina o roteiro, o texto e a direção do videodocumentário além da edição em parceria com o cinegrafista Carlos Guimarães, responsável pela captação de imagens. 
A Caatinga é o único bioma exclusivamente brasileiro, o que significa que grande parte do seu patrimônio biológico não pode ser encontrado em nenhum outro lugar do planeta. Este nome é de origem índigena. Do tupi: caa (mata) + tinga (branca) = mata branca). A palavra decorre da paisagem esbranquiçada apresentada pela vegetação durante o período seco: a maioria das plantas perde as folhas e os troncos tornam-se esbranquiçados e secos. A caatinga ocupa uma área de cerca de 800.000km², cerca de 10% do território nacional, englobando de forma contínua parte dos estados do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia (região Nordeste do Brasil) e parte do norte de Minas Gerais (região Sudeste do Brasil). O uso insustentável de seus solos e recursos naturais ao longo de centenas de anos de ocupação, associado à imagem de local pobre e seco, fazem com que a Caatinga esteja bastante degradada. Entretanto, pesquisas recentes vem revelando a riqueza particular do bioma em termos de biodiversidade e fenômenos característicos. Já foram registradas mais de 1000 diferentes espécies, estimando-se que haja um total de 2000 a 3000 plantas.
Uma das formas de proteger a rica biodiversidade da Caatinga é através das unidades de conservação. Criada em 21 de setembro de 1999, a Floresta Nacional Contendas do Sincorá – Flona é uma unidade de conservação federal que surgiu por conta de um passivo ambiental.
O videodocumentário Memória e Ambiente Natural de Contendas do Sincorá já teve lançamento internacional em Fortaleza em abril último para representantes do Banco Mundial dos núcleos do Projeto Mata Branca e fará parte da programação cultural da Cúpula dos Povos na Rio +20 no mês de junho.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Grito Rock Jequié agita novamente a Praça Rui Barbosa, nesta sexta (16)




Depois do sucesso da primeira noite do Grito Rock Jequié - BA, que sacudiu a Praça Rui Barbosa no centro da cidade na sexta-feira passada, com as apresentações do músico Nuno Menezes (Jequié), Randômicos (Vitória da Conquista), do rock setentista de Eden Bordel (RJ) e do reggae do Semente Nativa (Jequié), além da animação do DJ Silve Gonzales e das manobras radicais em skates e bikes,  já está tudo encaminhado para a 2ª noite: 
Veja a programação da edição Jequié para a  próxima sexta-feira (16/03) no maior festival integrado da América Latina:  

ALEX BARTILOTTI (http://migre.me/8huKA)

GILNEY PARSON 
CINCO CONTRA UM (http://migre.me/8huRk)
MALUNGOS ROCKTOWN (http://migre.me/8huVj)
DJ FALCÃO 
(http://migre.me/8huZP)


MÚSICA, CULTURA e SUSTENTABILIDADE.

Maiores informações: http://coletivobordadamata.blogspot.com/

quinta-feira, 8 de março de 2012

Grito Rock em Jequié promove conscientização ambiental

O Grito Rock 2012 em Jequié não será apenas um evento musical. Através da campanha Nós Ambiente, em parceria com o Sesc, serão trabalhados os 3 'R": Redução, Reutilização e Reciclagem. Com a mobilização, o Coletivo Borda da Mata, ponto Fora do Eixo em Jequié, pretende contribuir com a melhoria do meio ambiente:


Redução - A primeira ação do Nós Ambiente diz respeito a diminuição na utilização de materiais descartáveis, cuja utilização gera um acúmulo de lixo desnecessário, redução também do gás poluente usando a bicicleta como meio de transporte e também a redução do  desperdício da água. O coletivo irá conscientizar a comunidade durante o evento a esta temática.


Reutilização - A segunda campanha do Nós Ambiente envolve a utilização de material reciclável ou eletrônico, que evitam impactos ambientais. Nesse sentido, todo o material de divulgação do Grito Rock em Jequié será feito no formato digital. Assim, evitaremos todas as agressões ambientais em uso de matéria prima, papel.


Reciclagem - Por fim, a terceira frente é a de reciclagem, que evita o acúmulo de lixo, uma vez que o material que é devidamente separado volta para a sociedade como novo em folha, reduzindo o desperdício. No Grito Rock, serão disponibilizadas lixeiras separadas para cada tipo de material, um método para conscientização da população sobre a coletiva seletiva, contudo, estaremos implantando, em parcerias com COOPERJE - Cooperativa de Catadores Recicla Jequié, coletores seletivos na praça Ruy Barbosa de Jequié como estímulo para outras praças da cidade e residências da comunidade de Jequié.



Publicado originalmente no blog Coletivo Borda da Mata
Release oficial: http://gritorock.com.br/grito-ambiental/

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Sesc promove luau com ações ecológicas nesta sexta

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Greenpeace disponibiliza em seu site texto pedindo a presidente Dilma veto do novo Código Florestal Brasileiro



Presidente Dilma,

Estou muito preocupado em ver que a Amazônia está novamente sob ameaça. Após anos de desmatamento baixo, a floresta voltou a cair sob motosserras e tratores, assim como as populações fragilizadas no campo, vítimas da violência.

Vejo que essa volta do desmatamento e da insegurança tem ligação com a proposta de mudanças do Código Florestal. Esse texto abre brecha para mais desmatamentos e anistia quem cometeu crimes no passado, sabemos que é possível dobrar nossa produção de alimentos sem precisar desmatar mais. Eu não quero essa lei em vigor e não é o que espero da presidente. Nas eleições, a senhora prometeu que não deixaria um texto assim ser aprovado.

Uma floresta preservada é importante para a biodiversidade, para a sobrevivência das populações que dela dependem, para a agricultura familiar que produz minha comida e para os demais produtores que precisam dos serviços ambientais. A floresta é essencial para controle do aquecimento global, e o Brasil que a senhora governa assumiu um compromisso internacional de redução de suas emissões de gases-estufa. Quero vê-lo cumprido.

Está em suas mãos decidir se a nova lei vai para a frente e se suas promessas – para mim e os demais eleitores, e para o público internacional –  serão realmente cumpridas.

Por favor, vete o projeto do Código Florestal. Você pode salvar a Amazônia e as demais florestas brasileiras da destruição.

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Nota do editor do Miscelânea:


Se você deseja participar do movimento "Código Florestal: Veta Dilma", acesse:
http://www.greenpeace.org/brasil/pt/Participe/Ciberativista/Codigo-Florestal-veta-Dilma1/


Mais informações sobre o Código Florestal Brasileiro vigente e as alterações para formulação do novo Código Florestal avesse no Wikipedia:
http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%B3digo_Florestal_Brasileiro


Se preferir, pode acessar o link a seguir para entender melhor toda a polêmica em torno do novo Código Florestal Brasileiro:
http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/entenda+a+polemica+sobre+o+novo+codigo+florestal/n1596976573860.html

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Fora do Eixo Ambiental em Jequié

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Primavera chega com gostinho de inverno



A região de Jequié, conhecida pelos dias predominantemente ensolarados e bastante quentes durante a maior parte do ano, ao contrário do que muitos pensam, tem seu inverno bem definido, com noites frescas e clima ameno, mesmo ao dia, durante a estação do frio. O que ninguém esperava era este prolongamento do friozinho gostoso que invadiu primavera a dentro. A previsão para hoje é máxima de 32º e mínima de 17º. Confira no ícone do Clima Tempo na coluna à esquerda deste blog.
No hemisfério sul, onde está localizado o Brasil, a primavera tem início em 23 de setembro e termina no dia 21 de dezembro. É a estação do florescimento de várias espécies de plantas. A função deste espetáculo da natureza colorido e perfumado é o início do ciclo de reprodução de muitas espécies de árvores e plantas.
Pela a astronomia, a primavera ocorre no equinócio de setembro (período do ano em que o dia e a noite possuem a mesma duração, 12 horas cada). 
Já com relação a mudanças climáticas, é um período em que as temperaturas vão, aos poucos, aumentando. O mesmo ocorre com as águas do mar. As temperaturas, em grande parte dos países do hemisfério sul, ficam amenas.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Pesquisas revelam que a Lua possui água suficiente para encher o mar do Caribe

A Lua não é seca. Na verdade, partes do interior do satélite contêm mais água que regiões inteiras do manto da Terra. São 3,5 bilhões de bilhões de litros, água suficiente para encher o mar do Caribe, uma quantidade 100 vezes maior que o imaginado, de acordo com estudo que analisou amostras de magma contido dentro de pequenos cristais, trazidos da missão Apollo 17, há quase 40 anos.
A descoberta põe em questão a teoria mais aceita para a formação da Lua. Nela, um impacto gigante de um corpo celeste do tamanho de Marte teria colidido com a Terra e os detritos fundidos deste impacto formaram a Lua. No entanto, o grande impacto teria que ter gerado altas temperaturas, o que conflita com a nova descoberta de água no interior lunar.
“Nossos dados não excluem completamente a teoria do impacto. Só que ele não permite o alto teor de água lunar que descobrimos, já que a Lua seria o resultado da fusão quase total do material que entrou em órbita após o impacto. Porém, no vácuo do espaço, este material ficaria completamente desidratado”, explicou ao iG Erick Hauri, geoquímico do Carnegie Instituto e um dos autores do estudo publicado hoje (26) no periódico científico Science.
O mais surpreendente do estudo é que há mais semelhança entre a Lua e a Terra do que o esperado. Os resultados da análise mostram que a Lua é o único objeto em nosso Sistema Solar com teor de substâncias voláteis em seu interior tão semelhante ao manto superior da Terra.
Saiba mais no http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/

HORA DA CRÔNICA: PASSAMOS PELO FIM DO MUNDO MAIS UMA VEZ (Por Júlio Lucas)


(Por Júlio Lucas)
Desde a infância que a gente vê no cinema e na TV, lê nos jornais, ouve do rádio e dos amigos, anúncios do fim do mundo com data e hora marcada. 

Na virada do milênio aconteceu um festival de profecias apocalípticas cuidadosamente calculadas. Ainda bem que esses fanáticos são tão bons em matemática quanto na decifração de previsões. 
Fiquei feliz por passar mais uma vez pelo fim do mundo. Não apenas por não ter morrido. Única fatalidade garantida para quem vive. Mas, por ter curtido alguns momentos agradáveis nestes últimos dias da semana (da semana, não dos tempos). 
Se o mundo acabasse às 18h do sábado (21), como previsto pela seita norte-americana Family Radio (que possui um conglomerado de 66 estações de rádio) o Miscelânea, meu humilde cantinho neste latifúndio chamado web, não teria ultrapassado os cinco dígitos de acessos e eu não apresentaria mais um Tribos do Rock, na 105 FM. Por sinal (aproveitando o espaço para o merchandising, já que não sei quando vou ter outra oportunidade), foi muito animado. 
Se o mundo acabasse sábado, não iria saborear o papo legal com bons amigos, whisky e canapés no casamento de Romualdo e Karla. Não teria curtido o samba-rock do Santo Forte e me esbaldado, como nos bons tempos da danceteria, ao som de DJ Ney. Também não iria dançar o forró de Dedé da Paraíba com Lana no sítio de Val Baiano. Ficaria sem me redimir com Neubera Kundera, que fez mais um show no Havana e não pude ir. 
Se o mundo acabasse nesse final de semana, eu não teria outra oportunidade de escrever sobre este tema. “Passamos pelo fim do mundo” foi o título de artigo meu publicado no Jornal Actual há uma década que abordava exatamente mais uma chance que a humanidade ganhava para rever seus conceitos e melhorar o planeta. 
De lá para cá as coisas só pioraram. Devastada pelos interesses econômicos, a Terra continua enfrentando o perfil psicopata de grandes corporações que, com seus tentáculos camuflados pelo progresso, dão uma de João sem braço diante das catástrofes da natureza. Como rolo compressor, o poder econômico, com aval de instituições políticas, avança por cima da vida, ao mesmo tempo em que, como burro empacado, reluta em reduzir suas margens de lucro e mudar os paradigmas do desenvolvimento. 
O progresso, se um dia foi associado à evolução, hoje é exatamente o paradoxo de desenvolvimento humano. E não pode perdurar embasado no consumo desenfreado, na destruição, na ambição e na guerra. 
As explosões da usina de Fukochima, no Japão, provaram mais uma vez que não é inteligente, nem ético e nem moral investir comercialmente numa tecnologia que não dominamos. Que não sabemos o que fazer com o lixo produzido, nem como reagir a um acidente de maiores proporções. Mas no Brasil continua em curso o programa nuclear tupiniquim, com know how alemão defasado, para mais construções de usinas em Angra e mesmo aqui em Chorrochó, no norte da Bahia, na região do Raso da Catarina onde na década de 70 queriam criar o lixão nuclear. E na região de Caetité tem água radioativa que governador não bebe. 
Passando a vista nas notícias de última hora não é difícil encontrar receitas emblemáticas sobre como se fazer o fim dos tempos: “Bancada ruralista exigiu do governo e sua liderança na Câmara a votação do Código Florestal em troca da proteção ao ministro chefe da Casa Civil, Antônio Palocci, ameaçado de convocação pelo Legislativo para que explique o seu crescimento patrimonial em 20 vezes nos últimos quatro anos.” O acordo é simples, o ministro chefe da Casa Civil se safa e os criminosos que arruínam nossas matas também. Outra triste notícia deu conta de que “O casal de extrativistas - considerados sucessores de Chico Mendes, morto em 88 – foi executado por denunciar a extração ilegal de madeira”. 
Os simples jogam o tempero na receita do fim do mundo cada vez que fazem ouvido de mercador a essas notícias e continuam lançando copos descartáveis em via pública ou carregando pão em sacolas plásticas sem necessidade. 
Assim caminha a humanidade rumo ao fim dos tempos. Um passo após outro. Seja na Amazônia, no Japão, em Chorrochó, na nossa cozinha, ou no Congresso Nacional. 
Todos nós contribuímos um pouco para o derradeiro eclipse total: seja quando abrimos os braços à sedução do consumo desenfreado ou quando fechamos os olhos para a corrupção e para a ganância daqueles escolhidos para defenderem nossos interesses, mas que apenas se locupletam na causa comum de se manter no poder. 
O fim do mundo, senhoras e senhores, não tem hora nem lugar. Cristão que é cristão tem consciência disso: "Ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem mesmo o Filho, mas somente o Pai" (Mateus 24,36). No entanto, esse legado maldito que deixamos para filhos e netos está lavrado em atos por nossas próprias mãos. É agora e em toda parte que essa tragédia anunciada segue fiel a agulha da ganância e da ignorância que alinhavando o fio anacrônico do progresso borda a face da Terra, desenhando-se pouco a pouco: A P O C A L I P S E.
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"Mesmo se eu soubesse que amanhã o mundo se partiria em pedaços, eu ainda plantaria a minha macieira." Martin Luther King Jr



domingo, 15 de maio de 2011

Terremoto de 6 graus é registrado a 1,2 km da costa nordestina

Um terremoto de 6 graus na Escala Richter foi registrado a 878 quilômetros do Arquipélago de Fernando de Noronha, neste domingo. De acordo com o Centro Nacional de Informações sobre Terremotos, nos Estados Unidos, o abalo ocorreu às 10h08 (horário de Brasília) a 415 quilômetros do arquipélago de São Pedro e São Paulo e a 1.276 quilômetros de Natal (RN).O tremor teve epicentro a 10 quilômetros (km) abaixo do fundo do mar.

Embora a profundidade da água seja de 4 mil metros na região, o professor George Sand França, do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB), descarta o risco de tsunami por causa das características da área onde ocorreu o abalo e da magnitude do terremoto.
Segundo ele, um tsunami só pode ser provocado por abalos acima de 7 graus na Escala Richter e em falhas geológicas, quando duas placas tectônicas se encontram e uma é empurrada para baixo da outra.
“No meio do Oceano Atlântico ocorre exatamente o contrário. As placas do continente americano e da África estão se separando. Então, as chances de tsunami são remotas” explicou.
De acordo com França, a região do abalo é marcada por dois tipos de movimentos sismológicos: a separação dos continentes e o deslocamento paralelo das placas.
“O terremoto de hoje foi provocado por esse movimento paralelo. É como se uma placa tivesse raspado na outra, sem consequências mais sérias”. Publicado no http://correiodobrasil.com.br
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A notícia chegou a gerar boatos entre leigos de que haveria risco de tsunami.

sábado, 7 de maio de 2011

Shopping Aeroclube pode ser transformado em novo empreendimento imobiliário

Shopping a céu aberto pode virar seis torres


De acordo com artigo publicado neste sábado (7) no site Política Livre, o vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa, Geddel Vieira Lima, divulgou no seu twitter esta manhã que a Prefeitura de Salvador “quer desmoralizar o Aeroclube, shopping localizado na Boca do Rio, para vender o espaço ao Grupo Pestana”. 

De acordo com o site, Geddel teria informado que o negócio está sendo intermediado por um “advogado poderoso”. “Ah, tão querendo vender o aero clube ao grupo Pestana, para levantarem ali 6 torres. Pref (Prefeitura) quer desmoralizar o aero para facilitar negócio. O embargo tem q gerar encontro de contas no Aero clube. Tem advogado poderoso intermediando grande negócio na área”, afirmou o ex-ministro em seu twitter. 
Geddel: denúncia de articulação para venda do Aeroclube
O Aeroclube teve obras de reforma e ampliação paralisadas no começo de 2007, embargadas por conta de liminar assinada por representantes de duas entidades (Associação Desportiva Beneficente Social da Boca do Rio e Grupo Cultural e Recreativo Bahia Tribal Ação Social). Desde então, de acordo com a assessoria do shopping, calculam-se prejuízos superiores a R$ 100 milhões, sem contar com os danos financeiros a cada um dos lojistas.
Em 1999, quando foi inaugurado, o shopping mantinha em funcionamento 115 empreendimentos e 10 mil empregos diretos e indiretos. Atualmente, apenas 20 lojas continuam operando. 
Recentemente, a imprensa divulgou que os representantes das duas entidades responsáveis pelo desencadeamento do embargo nas obras do Aeroclube, Walter Cerqueira e Wellington Silva, admitiram estar arrependidos e manifestaram o desejo do fim do embargo, por acreditarem que a situação tem trazido prejuízos ao bairro da Boca do Rio. 
De acordo com a Tribuna da Bahia a administração do shopping e os lojistas acreditam no fim do embarco para retomar a obra e tocar o projeto Parque do Vento, que integra a revitalização do Aeroclube. Projeto que compreende uma área verde de 150 mil metros quadrados. Trata-se de um parque público integrado à orla, com uma grande área de lazer com equipamentos para diversão e entretenimento da população. 
Ao que parece, o poder da especulação imobiliária promete protagonizar mais um episódio de transformação da paisagem da orla de Salvador em paredão de concreto.


(Com informações dos sites Política Livre e Gente e Negócios)

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Campanha suja, indícios de mau representante

Apesar das eleições 2010 terem acontecido dentro dos limites da normalidade, em Jequié algumas pessoas chegaram a ser detidas por conta da prática da famigerada boca de urna. As ruas ficaram sujas de santinhos da maioria dos candidatos que continua desrespeitando a Lei, subjugando o eleitor e demonstrando péssimo  senso ecológico, ao poluir a cidade com suas repugnantes panfletagens de última hora.
Como podemos esperar que esses candidatos porcalhões, depois de eleitos, sejam legisladores preocupados com o bem-estar da população? Como dizia minha vó: "Costume de casa vai à praça".