Este é o Miscelânea, por Júlio Lucas

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sábado, 21 de novembro de 2020

O pelourinho ainda existe (Vidas negras importam)

 

Poucos sítios históricos ostentam nos dias atuais o pelourinho como foi no passado. A famigerada coluna geralmente fincada no centro de praças para as habituais sessões de castigos de escravos, felizmente há muito foi aposentada. No entanto, a ideia original desse instrumento de imposição de uma suposta supremacia, muito comum nos mercados da antiga Europa, que chegou ao Brasil como símbolo de julgamento e castigos públicos de cativos insubordinados, ainda permeia de alguma maneira a nossa sociedade contemporânea. Na capital baiana, o antigo largo no Centro Histórico que ganhou o divertido apelido Pelô transfigurou-se em alegria pela força e resistência da cultura afro-brasileira. Mas nem tudo é samba-reggae ao sul dos trópicos. O tal totem da tortura, por outro lado, também persiste em toda nação sob as mangas do Estado.

Relativizar a discriminação racial sob o estranho argumento  de que “existe desigualdade, mas não o racismo estrutural no Brasil”, infelizmente não impede que oito a cada dez pessoas mortas pela força policial sejam pretas ou pardas, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2020.

Um pouco de conhecimento e boa-fé deveriam ser o bastante para a compreensão de que é exatamente a desigualdade social, a empurrar jovens pretos para a margem da sociedade, o maior legado escravocrata que persiste nos resquícios sutis do racismo estrutural. Para esses pragmáticos, que pensam ter caído de paraquedas no presente, os que nunca devem ter se afeiçoado aos livros de história, fica a frieza dos números atuais a seguir: segundo a Rede de Observatórios da Segurança a taxa geral de homicídios no Brasil, que é de 28 pessoas a cada 100 mil habitantes, entre os jovens negros (19 a 24 anos) ultrapassa os 200. Pode ser que diante desses índices, o cinismo resmungue na surdina outro mantra anacrônico: “morreram por que estavam errados, no lugar errado, na hora errada”. Mas o que dizer para as mulheres vítimas de feminicídio geralmente em suas casas, em que os dados dão conta de que as negras representam 61%?

Talvez outra estatística seja mais convincente para dissuadir os adeptos dos argumentos nefastos e despertar nestes um pouco de empatia pelas vítimas dos dois lados de uma mesma moeda: o relatório produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) indica que a maioria dos policiais assassinados (65%) também é preta ou parda, embora sejam a minoria nas corporações.

Interpretar letras e números pode ser uma tarefa difícil para quem reluta contra o conhecimento, a boa-fé e a empatia. Então, o que dizer ao abrir os olhos e enxergar que o Dia da Consciência Negra de 2020 começou com imagens estarrecedoras que abalaram o país? João Alberto Silveira Freitas, 40 anos, negro, sendo brutalmente assassinado dentro de um supermercado, na zona norte de Porto Alegre. Pode até alguns privilegiados de frases feitas defenderem que foi uma ocasional fatalidade.

Seria então uma trágica curiosidade a ocorrência dessa barbárie justamente no Rio Grande do Sul, estado onde surgiu a iniciativa para celebrar no dia 20 de novembro, data atribuída ao nascimento de Zumbi dos Palmares, as reflexões sobre as questões dos afro-brasileiros? Não, não foi fatalidade. Não, não é uma curiosa coincidência. Com números, letras e imagens escancaradas, não é necessário sentir na pele para tentar compreender a realidade do preto e pardo no maior destino do comércio de vidas negras do planeta, um dos últimos países a abolir oficialmente a escravidão e desistir do tráfico negreiro. Quem nasce preto, é preto todos os dias e cotidianamente se depara com o racismo estrutural silencioso, velado. E volta e meia, essa verdade contida sob as mangas do país tropical culmina em cenas aterradoras cada vez mais captadas por câmeras de aparelhos celulares para o mundo ver. Provas irrefutáveis que o pelourinho da tortura e da morte ainda não foi extirpado por completo dos corações e mentes daqueles que mais o negam e tanto o praticam. 

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Comissão da Verdade terá “Wikipédia” do regime militar



A Comissão da Verdade definiu que vai instituir um sistema online para colher informações de parentes de vítimas da ditadura. Ao que parece esse sistema será uma espécie de “Wikipédia” do regime militar.
A sugestão partiu do jurista e escritor pernambucano José Cavalcanti Filho e tem o objetivo de ampliar, de forma indireta, o tempo de investigação da Comissão da Verdade. O órgão instituído em maio terá até 2014 para apresentar um relatório, a ser transformado em livro.
Os membros da Comissão da Verdade querem que internautas ajudem prestando informações, dando opiniões, divulgando documentos entre outros dados que serão importantes no processo de investigação. Membros da comissão já receberam por e-mail dados que estão sendo analisados.
Apesar da proposta ter sido aprovada pelos membros durante as primeiras reuniões, ainda não se sabe como, nem quanto vai custar o desenvolvimento deste sistema ou se o órgão fará alguma parceria com uma instituição privada para implementá-lo. A lei que criou a Comissão da Verdade prevê que o órgão tem autonomia para firmar parcerias com instituições privadas caso seja necessário.
Com informações do http://ultimosegundo.ig.com.br

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Estreia de "Conexão Cuba > Honduras" é adiada mais uma vez com protesto contra cerceamento da liberdade

Velas acesas em frente ao Centro de Cultura em Jequié
simbolizando negativas do governo cubano à Yoani
Em ato de protesto Dado Galvão adiou mais uma vez o lançamento de "Conexão Cuba > Honduras", filme que tem como foco principal a falta de liberdade de expressão. O documentarista jequieense resolveu suspender a estreia do filme, que tem a escritora cubana Yoani Sánchez como um dos personagens, por tempo indeterminado até que a blogueira consiga autorização para deixar o país para participar do lançamento. 
Na sexta-feira passada (10/02) Dado acendeu 19 velas, no portão do Centro de Cultura ACM, em Jequié (BA), local onde aconteceria a 1ª Exibição Pública de Conexão Cuba> Honduras. De acordo com o documentarista, a opção pela vela se deu por conta de ser o símbolo utilizado pela Anistia Internacional em sua logomarca e 19 é o número de vezes que foi negado à Yoani o direito de sair de Cuba. 
Outdoor ganhou tarja preta como protesto do
documentarista ao cerceamento da liberdade
Essa foi a terceira vez que a tão esperada estreia foi adiada em consequência das negativa do governo cubano à jornalista para participar do evento. Segundo Galvão, a blogueira considerou uma "excelente ideia" adiar a exibição do filme. Assim renovam-se as esperanças e ela deve tentar novamente vir ao Brasil. 
Dado informou ainda que o adiamento se deu também em solidariedade ao jornalista hondurenho Esdras Amado López, do Canal 36, também presente no filme por sofrer perseguição em Honduras. Curiosamente, de acordo com Galvão, López foi intimado a comparecer perante a justiça hondurenha, assim que começou a divulgar na TV que participaria da 1ª Exibição de Conexão Cuba>Honduras.
O manifesto não parou por aí. Outdoors veiculando cartazes do evento ganharam uma tarja preta com a frase: "Direito humano revogado".
Galvão promete divulgar em breve nova data para a exibição do filme e pretende convidar novamente Yoani e López. Quem também estava agendado para participar da estreia em Jequié, na Bahia, foi o Senador Eduardo Suplicy, entusiasta pela causa da blogueira. 
Pelo visto, enquanto a intransigência dos governos contra a liberdade de expressão e o direito de ir e vir continuarem impossibilitando as presenças dos convidados, o movimento encabeçado pelo documentarista Dado Galvão deve permanecer ganhando dimensões inimagináveis nas redes sociais pelo mundo.
(FOTOS: DIVULGAÇÃO).

sábado, 28 de janeiro de 2012

TRIBOS DO ROCK: Documentarista Dado Galvão é o entrevistado deste sábado



O Tribos do Rock deste sábado terá a presença de Cláudio Galvão. O documentarista, também conhecido como Dado Galvão, está no centro das atenções nas redes sociais, sites jornalísticos e imprensa em geral. 
Yoani Sánches em sua casa em Cuba
sendo entrevistada por Dado Galvão
Nesta semana quase todos os telejornais no Brasil acompanharam a polêmica que envolve Yoani Sánchez. A escritora e blogueira é uma das entrevistadas do documentário Conexão Cuba > Honduras e tem solicitado insistentemente autorização do governo cubano para vir ao Brasil para assistir à pré-estreia do vídeo em Jequié. 
Dado Galvão vai explicar ao vivo no TdR em que pé está a questão que já chegou ao Planalto, teve pitaco do ex-presidente Lula, e tem o senador Eduardo Suplicy como defensor da causa. O documentarista também vai falar dos seus trabalhos e da grande mobilização digital que vem ocorrendo nas redes sociais para sensibilizar à presidente Dilma para interceder  na questão. 
Ontem à noite aconteceu na Praça Ruy Barbosa um evento promovido pelo Coletivo Borda da Mata, ponto Fora do Eixo em Jequié, para mobilização em torno da causa de Yoani Sánchez. Com apoio da Prefeitura Municipal de Jequié, através da Secretaria de Cultura e Turismo, apresentaram-se o duo Finlândia (da Argentina) e o jequieense Neubera Kundera. 
O Tribos do Rock vai ao ar a partir das 20h na 105 FM e pode ser ouvido ao vivo online em qualquer parte do mundo pelo site www.105jequie.com.br. É só acessar.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Borda da Mata promove mobilização em prol da viagem de Yoani Sánchez ao Brasil

Duo argentino se apresenta em Jequié em prol da causa da cubana
Escritora Yoani Sánchez quer visto
para ver documentário em Jequié


Jequié está no centro das atenções por causa de um assunto que tem gerado discussões fervorosas em todo o mundo através das redes sociais e sites de jornalismo. Felizmente não trata-se de nenhuma tragédia na Rio - Bahia e nem tem nada haver com futilidades que inexplicavelmente ganham o gosto dos internautas e transformam-se em mania na net (a exemplo da tal da Luíza que estava no Canadá, ou do hit pegajoso do novo queridinho da mídia, Michel Teló). 
O assunto em questão desta vez é algo bem mais sério - envolve discussões sobre os direitos humanos em torno da liberdade de expressão e o direito de ir e vir. Trata-se da polêmica autorização que tem sido negada pelo governo cubano para a blogueira e escritora Yoani Sánchez sair do seu país para participar, em Jequié, da pré-estreia do vídeo “Conexão Cuba Honduras”, do documentarista baiano Dado Galvão, do qual é uma das personagens centrais. A exibição já foi adiada algumas vezes devido à impossibilidade da blogueira estar presente.
MÚSICA E MOBILIZAÇÃO - Na próxima sexta (27) o Coletivo Borda da Mata vai realizar uma noite de ação humanitária que contará com as participações da dupla argentina Finlandia e do jequieense Neubera Kundera. A mobilização em solidariedade à causa de Yoani será na Praça Ruy Barbosa, às 20 horas. 
Yoani Sánchez vem tentando há algum tempo o visto para sair do seu país. Já foram 18 pedidos negados, dos quais três foram para viajar ao Brasil. 
O filme será exibido no dia 10 de fevereiro no Centro de Cultura ACM, em Jequié, às 20 horas. A entrada é franca. Além da escritora, o senador Eduardo Suplicy, também é convidado para a estreia do documentário. O site do Jornal do Brasil divulgou que o senador petista abraçou a causa da cubana e enviou carta à embaixada de Cuba no Brasil. 
O site G1 publicou artigo em que a escritora divulga conteúdo de carta enviada a presidente Dilma solicitando sua intermediação junto às autoridades cubanas para deixar o país. “Como a senhora, nós também preferimos ‘um milhão de vozes críticas ao silêncio das ditaduras’. Eu pertenço a esse grupo plural, múltiple, que está reclamando um espaço na sinfonia nacional, por meio da palavra, da não violência e do jornalismo cidadão”, afirma a carta, citando frase da presidente durante seu discurso de posse (leia a íntegra da carta, em espanhol). De acordo com o site da Globo "desde que criou o blog “Generación Y”, em 2007, Yoani já teve 18 pedidos negados para deixar Cuba, três deles para vir ao Brasil, onde também tentou lançar seu livro “De Cuba com carinho” (Editora Contexto)." 
Saiba mais no blog oficial do Coletivo Borda da Mata.


sexta-feira, 18 de novembro de 2011

18 de novembro: Dia do Conselheiro Tutelar

Conselheiras Tutelares de Jequié:
(em pé) Lana, Adenise, Fabiane; (sentadas ) Miralva e Nelzuita
 
18 de novembro é dia do Conselheiro Tutelar. O Conselho Tutelar é um órgão na sociedade brasileira, com a missão de zelar pelo cumprimento dos direitos da criança e do adolescente e o potencial de contribuir para mudanças profundas no atendimento à infância e adolescência. O fato de ser vinculado administrativamente à Prefeitura Municipal ressalta a importância de uma relação ética e responsável com toda administração municipal e a necessidade de cooperação técnica com as secretarias, departamentos e programas da Prefeitura voltados para a criança e o adolescente.
O Conselheiro Tutelar é eleito pela comunidade para acompanhar as crianças e os adolescentes e decidir sobre qual a melhor medida de proteção para seus tutelados. Devido ao seu trabalho de fiscalização a todos os entes de proteção (Estado, comunidade e família), o Conselho goza de autonomia funcional, não tendo nenhuma relação de subordinação com qualquer outro órgão público.
O conselheiro eficaz, no desempenho de suas atribuições legais, supera o senso comum e o comodismo burocrático, ocupando os novos espaços de ação social com criatividade e perseverança. Deve incorporar em suas ações o compromisso com o bom resultado. O bom conselheiro é porta-voz de notícias; deve saber entender e resolver problemas; é testemunha de situações e torna-se uma referência social crítica, comunitária segura e respeitada. 
É uma nobre e difícil atividade numa via de mão-dupla de convivência comunitária e relações sociais que para o bom desempenho das suas funções e a garantia da proteção ao menor o conselheiro tutelar depende de apoio de vários setores da sociedade. Pais, mães, tios, irmãos, crianças e adolescentes, juízes, promotores de Justiça, delegados, professores, médicos, dirigentes de instituições particulares, padres, prefeitos, secretários municipais, líderes comunitários, assistentes sociais, psicólogos, vizinhos, parentes, profissionais da saúde, jornalistas, policiais militares e civis... é uma lista sem fim que o conselheiro tutelar, para desempenhar o seu trabalho, precisa relacionar-se. 
Em Jequié, município com mais de 150 mil habitantes e 53.423 domicílios (Censo 2010), cinco conselheiras tutelares se dedicam em regime de escala para garantir os direitos de nossas crianças e adolescentes. Elas atuam em diligencias frequentes que vão desde desentendimentos familiares até graves ocorrências envolvendo menor em situação de risco. Um trabalho que depende de toda a sociedade para garantir a paz e o bem estar das crianças e dos adolescentes, que são o futuro do nosso município. 
A todos os Conselheiros Tutelares, os parabéns pelo seu Dia e pelo nobre trabalho diário.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

21 anos do ECA é discutido em seminário da ABMP Nordeste no Centro de Convenções da Bahia

Bulling, crianças e internet e orçamento público para garantia
de direitos infanto-juvenil foram alguns dos tópicos abordados 
A Associação Brasileira de Magistrados, Promotores de Justiça e Defensores Públicos da Infância e da Juventude realizou nos dias 26 e 27 de setembro, no Centro de Convenções da Bahia, em Salvador, o Seminário Regional da ABMP no Nordeste, com a temática: ECA 21 anos – Sistema de Justiça e Conselhos pelo Desafio da Prioridade Absoluta no Nordeste Brasileiro. 
Conselheiras Miralva Vieira e Lana Bartelote presentes no seminário
Na abertura, foi apresentado o diagnóstico que o Ministério Público da Bahia realizou junto aos 417 municípios baianos quanto aos Conselhos Tutelares, CMDCA – Conselhos Municipais dos Direitos da Criança e do Adolescente e FIA - Fundos da Infância e Adolescência, a servir de base para a discussão de alguns temas. 
Ao longo de dois dias foram abordados temas como Bulling, Crianças e internet, combate ao abuso e à exploração sexual infanto-juvenil, Conselhos Tutelares e Conselhos de Direitos, Justiça Restaurativa e adolescente em conflito com a Lei, a incidência no orçamento público para garantia de direitos infanto-juvenil, entre outros assuntos de extrema importância para a consolidação da proteção e garantias dos direitos do menor. 
De Jequié estiveram duas conselheiras tutelares representando o município, Miralva Vieira e Lana Bartelote. Embora estivesse na programação, o governador do Estado, Jaques Vagner, não compareceu ao evento por razões de outros compromissos.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

II Encontro Regional de Conselheiros Tutelares do Médio Rio das Contas

Mesa composta por autoridades e representantes de entidades 

Jequié sediou o II Encontro Regional de Conselheiros do Médio Rio das Contas. O evento foi realizado no dia 28 de maio de 2011, no auditório da Secretaria Municipal de Educação, com o objetivo de discutir o fortalecimento das garantias dos direitos da criança e do adolescente.
A abertura do Encontro foi feita pelo prefeito de Jequié, Luiz Amaral, e a mesa foi composta pelas secretárias Lélea Amaral (Desenvolvimento Social) e Miriam Rotondano (Educação), promotor de justiça, Maurício Cavalcante, coordenador do CMDCA, Luciano Belchot e outras autoridades.
Participaram do Encontro representantes dos seguintes municípios: Aiquara, Apuarema, Barra do Rocha, Boa Nova, Brejões, Gongogi, Ilhéus, Ipiaú, Itagi, Itiruçu, Jequié, Jitaúna, Lafaeite Coutinho, Lajedo do Tabocal, Manoel Vitorino e Maracás.
Com informações do site da prefeitura Municipal de Jequié.
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Em Jequié, o Conselho Tutelar é composto por cinco conselheiras titulares que atuam por 24 horas diuturnamente, em regime de escala, para garantir os direitos das crianças e adolescentes no município. São elas: Nelzuíta de Jesus Souza Silva, Fabianne Almeida, Adenize Costa, Miralva Almeida e Lana Kelle Bartelote Fonseca.



quarta-feira, 18 de maio de 2011

18 de maio: Dia Nacional de combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes


Começaram segunda (16) e vão até sexta-feira (20) as atividades relativas a Semana de Enfrentamento ao Abuso e a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Em Jequié, os trabalhos serão realizados pela Prefeitura, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social/Centro de Referência Especializado de Assistência Social - CREAS, e parceiros.
Da programação as seguintes atividades:
Estão na programação plantões nos CRAS  do Joaquim Romão, Cansanção, Mandacaru e Jequiezinho; dia 18, mutirão para divulgação a partir das 8h30min na BR 116, no Posto da Polícia Rodoviária Federal e a partir das 14h30min no centro da cidade. O lema é: Esquecer é Permitir, Lembrar é Combater.
A data de 18 de maio foi definida como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes no Brasil em 2000, para lembrar o crime da garota Araceli Cabrera Crespo, ocorrido na cidade de Vitória (ES).
Denúncias devem ser feitas pelo Disque 100 e junto aos Conselhos Tutelares, CREAS e DEAM (Delegacia Especial de Atenção à Mulher).


segunda-feira, 2 de maio de 2011

Pastoral da Criança: 28 anos de vidas.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Orla de Salvador: barracas ao chão, prédios aos céus

A reorganização da orla poderia ser menos drástica, mais inteligente, mais humana
A demolição das barracas da orla de Salvador foi encerrada na tarde de hoje (25). O lamentável saldo para milhares de famílias que dependem deste tipo de comércio para sobreviver foi de 349 imóveis no chão. A operação executada pelos funcionários da Sucom – Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município foi acompanhada por uma força-tarefa composta por policiais federais, militares e pela guarda-municipal. Os trabalhos de destruição começaram na segunda-feira (23) e se prolongaram até esta quarta-feira (25), por voltas das 15h.
Foram derrubadas barracas nas regiões da Orla Atlântica (da Praia do Flamengo à Barra) e da Baía de Todos os Santos, na Cidade Baixa e no Subúrbio Ferroviário (de Canta Galo até São Tomé de Paripe).

Salvos pelo gongo – O desembargador Olinto Herculano, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região suspendeu temporariamente a demolição das barracas na praia de Ipitanga que ficam na área de Salvador. O Desembargador pediu mais informações da juíza Karen Almeida, responsável pelo caso, e também da prefeitura de Lauro de Freitas, que entrou com uma ação cautelar contra as demolições. Ao todo, 63 barracas estão em Ipitanga, 32 delas no município de Salvador. A prefeitura de Lauro de Freitas argumenta que mantém estas barracas em solo soteropolitano e, por isto, elas não deveriam ser demolidas.

Discordância - A operação da Sucom, cumprindo determinação do juiz Carlos D’Ávila, da 13ª Vara da Justiça Federal, está baseada no fato das estruturas das barracas demolidas terem sido feitas em área da União. O estranho é que em nota divulgada hoje (25) pela imprensa, a Marinha do Brasil nega que seja proprietária das áreas onde estavam construídas as barracas de praia de Salvador. O Comando do Segundo Distrito Naval informa que “não entrou com ação na Justiça para obter a reintegração de posse das mesmas”.  


E o próximo verão? - Agora, o que a imprensa e a comunidade soteropolitana mais questionam é como a Orla estará no próximo verão. Creio que mais importante que esta questão agora é como estarão as famílias que dependem do comércio na orla. Milhares de pessoas sem renda. É inadmissível que a Justiça e a Prefeitura Municipal de Salvador não tenham capacidade para encontrar uma solução mais inteligente, mais humana, menos drástica. Como uma requalificação por etapas, removendo os barraqueiros para novos projetos, na medida em que iriam demolindo as antigas barracas.
Assim como as imagens de hoje lembram cenas de guerra, ou uma cidade que acaba de enfrentar um tsunami ou terremoto - diante da impossibilidade da solução em tão pouco tempo - a imagem do próximo verão baiano deverá ser semelhante a um povo que tenta resistir após uma catástrofe dessa magnitude: caos e tristeza... uma orla favelizada, repleta de ambulantes instalados de qualquer maneira para conseguir sobreviver numa cidade injusta e desorganizada.


Verticalização - Em contrapartida, ao tempo em que pequenos empreendimentos vêm ao chão, o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) da cidade permite a ampliação da verticalização na orla promovendo o soerguimento de muralhas imobiliárias que esbarram a ventilação, ao mesmo tempo em que sugerem a idéia de um oceano privado para turista pagar para ver e encantar a vida das classes mais favorecidas em seus modernos camarotes com vista para o mar.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Vinícius ganha título póstumo enquanto regime militar continua homenageado

Nesta segunda-feira, o presidente Lula em homenagem póstuma promoveu o poeta Vinicius de Moraes ao cargo de Ministro de Primeira Classe, ou simplesmente Embaixador. A promoção deu-se por meio da promulgação da Lei 12.265, sancionada pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Vinícius serviu ao país por 26 anos entre Los Angeles, Paris e Roma atuando como diplomata até ser aposentado compulsoriamente em 1968 por meio do AI-5, sob alegação do governo militar de que seu comportamento boêmio era incompatível com a carreira pública.
Na abertura da cerimônia, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse que essa é uma das mais pesadas heranças que ficou da ditadura. Para o presidente Lula, as pessoas que tiveram a atitude de propor a cassação de Vinícius de Moraes “certamente não serão lembradas pela história”.
A meu ver, mais importante que promover títulos póstumos a pessoas já consagradas da nossa história (iniciativa certamente mais interessante para quem homenageia do que para o homenageado), o que já deveria ser feito há anos era apagar de vez as lembranças nefastas da ditadura que permanecem maculando nossos logradouros públicos.
Ao contrário de outros países, por aqui os oficiais que estiveram à frente do regime militar continuam chegando ao fim da vida vestidos tranquilamente em seus pijamas, sem serem responsabilizados nos tribunais pelos crimes de tortura, desaparecimento, homicídio e todo tipo de arbitrariedade que comandaram. Pior ainda é que continuamos a nos deparar com avenidas, praças, bairros e até colégios intitulados com seus nomes, como se fosse natural permanecermos homenageando essas figuras nocivas à paz e à liberdade.
Em Jequié, por exemplo, temos um colégio estadual com o nome do presidente Médici. Militar que comandou o país no período de 1969 a 1974. Emílio Garrastazu Médici assumiu o comando da nação prometendo restabelecer a democracia. Seu governo, no entanto, foi o mais obscuro e repressivo de toda a história do Brasil independente.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Especialista em gestão social profere palestra sobre empregabilidade de pessoas com deficiência

Deficiente visual, Melissa Bahia, no centro, é autora de livro
sobre responsabilidade social e diversidade nas organizações

Acontecerá nesta quarta-feira (18/08), na Câmara Municipal de Jequié, às 14h, palestra proferida pela socióloga Melissa Bahia.
O tema abordado pela especialista em Gestão Social é: “Empregabilidade da Pessoa com Deficiência na Indústria e no Comércio”.
Melissa, que tem deficiência visual, é considerada uma das maiores autoridades no setor. Autora do livro “Responsabilidade Social e Diversidade nas Organizações: Contratando pessoas com deficiência”, atualmente é Diretora de Responsabilidade Social da ABRH-BA - Associação Brasileira de Recursos Humanos, seccional Bahia.
O evento é uma realização do COMDEF - Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com dEFICIÊNCIA, juntamente com a Associação Comercial e Industrial de Jequié e Câmara de Dirigentes Logistas de Jequié. Conta com o apoio da Prefeitura Municipal.
Uma oportunidade para empresários, comerciantes, autoridades, profissionais ligados a diversas áreas e comunidade em geral ampliarem seus conhecimentos neste setor. Iniciativa necessária para contribuir na construção de uma sociedade inclusiva e mais humana.