Este é o Miscelânea, por Júlio Lucas

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terça-feira, 18 de dezembro de 2012

A quem interessa o fim do mundo que bate à porta mais uma vez?

O cinema explorou bastante a data fatídica antes da imprensa disseminar a opinião da ciência

Creio que esta seja a terceira vez que escrevo sobre o fim do mundo. Em 2000, antes da existência deste blog, publiquei um artigo no Jornal Actual, periódico local, intitulado: “Passamos pelo fim do mundo”. Mais recentemente revisitei o assunto, visto que as pessoas em toda parte do planeta parecem não conseguir viver sem tais previsões catastróficas. Nesta ocasião, a crônica foi postada neste blog: “Passamos pelo fim do mundo novamente”. Agora, resolvi fazer uma pesquisa na internet e encontrei mais de uma centena de datas frustradas do famoso cataclismo que me despertaram outra vez para o tema, sempre no intuito de desmistificá-lo. 
Autores fazem fortuna com publicações apocalípticas

Sejam religiosos, supersticiosos, místicos, pseudo-cientistas, empresários ou, simplesmente, lunáticos, o fato é que os anunciadores do apocalipse sempre encontram ressonância nos veículos de comunicação sem qualquer responsabilidade com as possíveis consequências das suas previsões. Sabemos que nenhuma das malfadadas profecias passadas culminou na destruição do planeta, senão não estaríamos aqui contando essas histórias. Mas, é certo que muitas delas acabaram por provocar tumultos, saques, suicídios, prejuízos financeiros, revoltas e até mesmo grandes tragédias. Em vários casos, no entanto, ocorreu fama e muito dinheiro para os falsos profetas e aproveitadores da situação. 
Stoeffler causou tragédia com sua profecia 

Um dos fatos mais famosos e trágicos da história foi o caso do catedrático de uma universidade e conselheiro da corte, tido como fonte idônea, Johannes Stoeffler. Por sua reputação na Alemanha, o astrólogo convenceria o conde Von Iggleheim a construir uma arca de três andares. Ele previu que aconteceria um dilúvio em 20 de fevereiro de 1524. Stoeffler falava sobre isso desde 1499. Centenas de livros foram publicados sobre o assunto, e muitos astrólogos confirmaram a teoria interpretando sinais da chegada da catástrofe. No dia previsto, logo pela manhã começou a chover torrencialmente. Uma multidão entrou em pânico e tentou invadir a arca. Tentando defender a propriedade, o conde matou uma pessoa com sua espada, mas morreu pisoteado. Antes do final do dia, a população local tinha se chacinado mutuamente. Crianças, velhos e mulheres sucumbiram no tumulto. A arca foi destruída. Diante do desastre que provocou e sobreviveu, Stoeffler argumentou que sua previsão se consolidara: afinal, uma desgraça tinha acontecido. E resolveu então prever novo fim do mundo para 1528. 

Mais recentemente outro suposto profeta ficou famoso: o pastor norte-americano Harold Camping, proprietário de uma rede de comunicação, previu várias vezes que o mundo iria acabar. Para ele, o apocalipse de 1994 não aconteceu por erro de cálculo e transferiu a data para 21 de maio de 2011. Desta vez, a defasagem foi de cinco meses e a grande catástrofe passou para 21 de outubro do mesmo ano. Por fim, após mais um fracasso profético, ele se convenceu que o erro estava nele, que não é gênio. Creio que esta tenha sido a coisa mais certa que ele revelou. 
Atualmente, toda vez que se anuncia o fim do mundo, novos produtos e serviços chegam ao mercado. Livros, artigos, documentários, conferências, filmes de ficção, séries e novelas televisivas e promoções publicitárias chamam atenção dos incautos e enchem as contas bancárias dos espertos. Lunáticos ou empreendedores conscientes sobre o pânico alheio investem tudo o que têm nas suas versões mirabolantes de arcas, abrigos anti-catástrofes e campos de pouso para discos voadores. Outros faturam oferecendo serviços de abrigos espirituais blindados durante o período em que o mundo estiver acabando. Vale lembrar que a passagem para um novo mundo, no entanto, não custa pouco, e o pagamento é sempre antecipado, obviamente. A celeuma também gera rendimentos aos especialistas que se dedicam em provar o contrário. 
Geralmente em datas redondas do Calendário Gregoriano as profecias catastróficas se atropelam. No ano 1000, a ignorância causaria muitos problemas. Em 2000, não foi diferente. A ambição é tanta, que a mídia deixou subentendido que a virada do milênio seria de 1999 para 2000. A indústria do entretenimento promoveu Reveillons milionários  por toda parte antes que o mundo acabasse. A correta data só seria disseminada pela imprensa quando já era tempo de renovar as expectativas e se planejar de novo para a verdadeira virada do milênio no final de 2000 para 2001. Novas campanhas publicitárias foram retomadas pelos veículos de comunicação e outros serviços e produtos anunciados. 
Nesta semana, estamos mais uma vez às vésperas do fim do mundo. Agora, os números curiosos apontam a próxima sexta-feira (21/12/12) como data final. Exímios astrônomos, os maias, criaram vários calendários simultâneos que funcionavam como uma engrenagem. O último ano registrado por eles, 5126, corresponde ao nosso 2012 e não sei por que cargas d’água eles não fizeram mais calendários. Mas, mal passa uma data frustrada da hecatombe e outra se instala imediatamente. Como o suposto dia fatídico está na esquina, visto que hollywood e grandes corporações já faturaram fortunas com a ignorância das massas, chegou a vez dos telejornais e revistas darem voz à ciência que afirma categoricamente não existirem indícios de catástrofes que culminem com término da vida na Terra nos próximos dias. Alguns místicos entendem que se trata simplesmente do final de um ciclo espiritual. Uma oportunidade para mudança de consciência coletiva. Menos mal. 
Enquanto isso, novas datas são especuladas. Caso o mundo não acabe neste fim de semana, o asteroide Apofhis já foi escolhido como a bola de fogo da vez. Ele vai passar no ano de 2029 perto da Terra, e já é o vilão do próximo fim dos tempos. Se sua primeira passagem não ocasionar nenhum estrago, a segunda, mais próxima ainda da Terra, já está prevista para 2036. E desta vez, garantem os novos profetas do apocalipse, não teremos saída. 

Em 1910 o Halley ainda associado à catástrofe
não deixou de ser explorado comercialmente
Isso me faz lembrar o alarde da passagem do cometa Halley em 1986, faceta depois apelidada por muitos como a farsa do século. Agitaram a imaginário popular, com a conivência dos meios midiáticos, enquanto promoviam-se campanhas milionárias de interesse de alguns grupos econômicos. Ainda em 2010, no entanto, a passagem do Cometa Halley, a partir da informação que havia gás letal em sua cauda, gerou pânico em todo o mundo e fortuna em algumas contas bancárias. Especulações abriram as portas para a exploração comercial e religiosa do fenômeno. Máscaras, roupas e comprimidos contra o gás foram algumas das criativas soluções na época para a sobrevivência ao final dos tempos.
Discreta no céu, a última passagem do cometa
deixou um rastro de produtos e serviços
pela indústria do entretenimento na Terra
Para a última passagem do cometa, em 1986, viagens espaciais e várias pesquisas justificaram, com o perdão do trocadilho, gastos astronômicos. Devido a desmistificação em decorrência da experiência de quase três décadas da era espacial, provavelmente a lenda do fim do mundo por causa do cometa não vingaria desta vez. Mesmo assim houve a disseminação de equívocos para que alguns grupos se capitalizassem com o fenômeno. Máquinas registradoras não paravam enquanto telescópios, camisetas, brinquedos, merendeiras, mapas estelares, suvenires de todo tipo, livros, capas de cadernos, eventos, músicas, filmes e novelas davam a falsa impressão de que o imenso astro luminoso seria visto por todos. Uma enxurrada de lunetas imprestáveis foi despejada no mercado global até que os telejornais, às vésperas da melhor data para observação, finalmente admitissem que não seria tão fácil ver o Cometa Halley sem equipamento adequado. 
Eu, adolescente na época, tive mais sorte que a maioria dos terráqueos. Me acotovelei entre dezenas de pessoas para ver por alguns segundos através do teodolito de um vizinho topógrafo o pequeno astro nebuloso, sem graça e sem cauda aparente. Aos que nada viram naqueles dias, só lhes resta torcerem para que o mundo não acabe antes do próximo periélio, em 2061. Se vivos e lúcidos poderão tentar se deslumbrar com aquele prometido astro luminoso que quando não destrói o planeta deixa seu rastro brilhante pelo céu.
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Veja no link a seguir centenas de datas previstas para o fim do mundo que nunca aconteceu, de acordo com o site sandcarioca.wordpress e outras fontes de pesquisa. 

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Acontece este fim de semana a segunda edição do Festival de Teatro de Bonecos da Bahia

Em 2011, A Lenda do Dragão Encantado, da Cia de Teatro O Ar da Caixola, de  Salvador, foi premiada nas categorias melhor espetáculo e melhor direção

Acontece este fim de semana, de sexta (14/12) a domingo (16/12), o II Festival de Teatro de Bonecos da Bahia. 
A edição deste ano apresenta montagens de Feira de Santana, "O aniversário da Princesinha Papelotes", Itaberaba, "O caminho da floresta", e da cidade Rio de Contas, "A arma secreta do coronel". 
De acordo com seus organizadores, o projeto, sob curadoria de Álvaro Araújo e direção de produção executiva de Alysson Andrade, tem entre seus principais objetivos o fomento da produção de espetáculos de teatro de animação, a colaboração na formação de multiplicadores do setor criativo, bem como possibilitar o surgimento de novos grupos no interior da Bahia. O festival conta com o patrocínio do Fundo de Cultura da Bahia, SecultBA e Funceb.
Os espetáculos acontecem no Centro de Cultura ACM, em Jequié, sempre às 15h. O acesso é gratuito e indicado para todas as idades. 


segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

O que o mundo acha de Luiz Gonzaga?


Para os brasileiros que ainda não perceberam o valor da cultura nordestina e a dimensão de um artista chamado Luiz Gonzaga, segundo a Wikipedia, "uma das mais completas, importantes e inventivas figuras da música popular brasileira" - nascido em 13 de dezembro de 1912 na cidade de Exu e nos deixou no dia 2 de agosto de 1989 em Recife - vale a pena ver o que talentos de outras partes do mundo acham disso. Assista aos videos a seguir:






Luiz Gonzaga cantando acompanhado da sanfona, zabumba e do triângulo, levou a alegria das festas juninas e dos forrós pé-de-serra, bem como cantou a pobreza, as tristezas e as injustiças de sua árida terra, o sertão nordestino, para o resto do país, numa época em que a maioria das pessoas desconhecia o baião, o xote e o xaxado
Admirado por grandes músicos, como Dorival Caymmi, Gilberto Gil, Raul Seixas, Caetano Veloso, entre outros, o genial instrumentista e sofisticado inventor de melodias e harmonias, ganhou notoriedade com as antológicas canções "Baião" (1946), "Asa Branca" (1947), "Siridó" (1948), "Juazeiro" (1948), "Qui Nem Jiló" (1949) e "Baião de Dois" (1950).

Hoje Luiz Gonzaga é fonte de estudos de pesquisadores em várias partes do mundo, teve sua vida contada em livro, no teatro e no cinema e cada vez mais é reverenciado por artistas em várias línguas estrangeiras. 



Com informações da Wikipedia.



Espetáculo/jogo Algaravias homenageia Waly Salomão

A expectativa de uma montagem em Jequié vem despertando a curiosidade de muita gente, inclusive a minha. “Algaravias - O Marujeiro da Lua”. Trata-se de um espetáculo/jogo, como seus próprios organizadores definiram, que se baseia na vida, na obra, e na poética do jequieense Waly Salomão. 
A própria divulgação do curioso espetáculo/jogo é um show à parte compartilhado nas redes sociais. As fotos do grupo com peças coloridas formando o nome "Algaravias" são inspiradas nas letras do poema "Alfa Alfavela Ville", de autoria de Waly, confeccionadas pelos artistas plásticos Oscar Ramos e Luciano Figueiredo, que resultaram em uma performance coletiva com outros artistas na praia de Copacabana. O registro original aconteceu em 1972 pelo cineasta Ivan Cardoso para a revista "Navilouca". 
Seguindo a tendência do poeta homenageado que buscou outras possibilidades para sua poesia, além do papel, a estreia acontece nas dependências do belíssimo Museu Histórico de Jequié. 
As surpresas não param por aí: quem quiser assistir ao espetáculo montado pelo GPO - Grupo de Pesquisa Olaria, basta levar um livro de poesia. Isso mesmo, um livro de poesia. Atenção que os ingressos serão trocados uma hora antes no próprio Museu. O espetáculo/jogo vai acontecer no próximo fim de semana (de 13 a 16 de dezembro). 
A Direção e Dramaturgia é de Roberto de Abreu. Os Jogadores: Emanuelle Nascimento, Jomir Gomes, Matheus Xavier, Mônica Alves, Mylena Oliveira, Pyter Rodrigues. Assistência de direção: Silvana.
Parece que finalmente sintonizaram o espírito criativo e transgressivo do filho ilustre de Jequié que nunca prescindiu das sua terra natal. Me arrisco em dizer: ainda não vi, mas já gostei.


sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Bazar NQfez: Bom gosto e exclusividade no Palácio das Artes




quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Nossa homenagem ao Saci: o personagem mais popular do folclore brasileiro.


Também conhecido como saci-pererê, saci-cererê, matimpererê, saci-saçurá e saci-trique, o Saci é uma das personagens mais populares do folclore brasileiro. 
O mito é conhecido provavelmente pelo menos desde o fim do século XVIII, mas presume-se sua origem entre os indígenas da Região das Missões, no Sul do país, de onde teria se espalhado por todo o território brasileiro. 

Na Região Norte do Brasil, a mitologia africana o transformou em um negrinho que perdeu uma perna lutando capoeira. Herdou também, da cultura africana, o pito, uma espécie de cachimbo e, da mitologia europeia, herdou o píleo, o gorrinho vermelho usado pelo lendário trasgo, ser encantado do folclore do norte de Portugal. Rebeldes, de pequena estatura, os trasgos usam gorros vermelhos e possuem poderes sobrenaturais. Vale ressaltar que já na mitologia romana, registrava Petrônio, no Satiricon, o píleo que conferia poderes ao íncubo e recompensas a quem o capturasse.
A função desta "divindade" era o controle, sabedoria, e manuseios de tudo que estava relacionado às plantas medicinais, como guardião das sabedorias e técnicas de preparo e uso de chá, beberagens e outros medicamentos feitos a partir de plantas.
Como suas qualidades eram as da farmacopeia, também era atribuído, a ele, o domínio das matas onde guardava estas ervas sagradas, e costumava confundir as pessoas que não pediam a ele a autorização para a coleta destas ervas.
Em 1917 Monteiro Lobato realizou uma pesquisa entre os leitores do jornal O Estado de S. Paulo com o título de "Mitologia Brasílica – Inquérito sobre o Saci-Pererê", colhendo narrativas dos leitores sobre as versões do mito ajudando a definir e popularizar suas características atuais. O Saci já ganhou versões para a literatura, incluindo quadrinhos, cinema e TV. 
O sociólogo jornalista e escritor Mouzar Benedito defende a imagem do Saci para ser o mascote da Copa do Mundo. Para ele o Saci é “A síntese da formação do povo brasileiro: É o mito brasileiro mais popular (...). É o típico brasileiro: mesmo pelado e deficiente físico, é brincalhão e gozador. O Saci surgiu como mito Guarani. Era um curumim protetor da floresta. Só com a chegada do europeu é que ele passou a ser demonizado, para facilitar a implantação do cristianismo."
Negro, protetor das florestas, deficiente e divertido, o Saci realmente reúne todos os quesitos para representar o povo brasileiro neste evento que vai atrair as atenções do mundo para nosso país. Vale a pena defender essa ideia, embora o Tatu Bola já tenha sido escolhido, acredito que ainda poderíamos reverter isso. Envie sugestões para www.cbf.com.br.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Inscrições para o II Festival de Teatro de Bonecos da Bahia vão até o final de novembro


As inscrições para participar do II Festival de Teatro de Bonecos da Bahia, estão abertas até 30 de novembro de 2012. O evento será realizado em Jequié, no Centro de Cultura ACM, no período de 11 a 16 de dezembro de 2012.
Esta é a segunda edição desta iniciativa de fomento ao teatro de bonecos realizada no estado da Bahia. A primeira vez aconteceu em 2010 e foi sucesso com apresentações de espetáculos produzidos por companhias de Salvador, Itabuna, Feira de Santana, Jequié, entre outras cidades. 
Este ano, o festival oferecerá 8 mil reais em dinheiro a título de premiações em diversas categorias. Para participar Acesse aqui o regulamento do II Festival de Teatro de Bonecos da Bahia, e Acesse aqui a ficha de inscrição e todos os anexos 

Orientação para baixar a Ficha de Inscrição:
O arquivo está hospedado no site "4shared". Depois de clicar no link, é só clicar no botão azul escrito "download" e depois clicar em "Free download". 

Com informações do blog Enfoque Cultural: http://enfoquecultural.blogspot.com.br

sábado, 6 de outubro de 2012

Conheça a lista das 10 estratégias de manipulação através da mídia, elaborada pelo linguista Noam Chomsky, um dos maiores pensadores da atualidade


CHOMSKY E AS 10 ESTRATÉGIAS DE MANIPULAÇÃO MIDIÁTICA

1- A ESTRATÉGIA DA DISTRAÇÃO.
O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais (citação do texto 'Armas silenciosas para guerras tranquilas')”.

2- CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES.
Este método também é chamado “problema-reação-solução”. Cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.

3- A ESTRATÉGIA DA GRADAÇÃO.
Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradativamente, a conta-gotas, por anos consecutivos. É dessa maneira que condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que haveriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.

4- A ESTRATÉGIA DO DEFERIDO.
Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo “dolorosa e necessária”, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a idéia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.

5- DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO CRIANÇAS DE BAIXA IDADE.
A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse um menino de baixa idade ou um deficiente mental. Quanto mais se intente buscar enganar ao espectador, mais se tende a adotar um tom infantilizante. Por quê? “Se você se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos ou menos, então, em razão da sugestão, ela tenderá, com certa probabilidade, a uma resposta ou reação também desprovida de um sentido crítico como a de uma pessoa de 12 anos ou menos de idade (ver “Armas silenciosas para guerras tranqüilas”)”.

6- UTILIZAR O ASPECTO EMOCIONAL MUITO MAIS DO QUE A REFLEXÃO.
Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e por fim ao sentido critico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar idéias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos…

7- MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA E NA MEDIOCRIDADE.
Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. “A qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores às classes sociais superiores seja e permaneça impossível para o alcance das classes inferiores (ver ‘Armas silenciosas para guerras tranqüilas’)”.

8- ESTIMULAR O PÚBLICO A SER COMPLACENTE NA MEDIOCRIDADE.
Promover ao público a achar que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto…

9- REFORÇAR A REVOLTA PELA AUTOCULPABILIDADE.
Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, de suas capacidades, ou de seus esforços. Assim, ao invés de rebelar-se contra o sistema econômico, o individuo se auto-desvalida e culpa-se, o que gera um estado depressivo do qual um dos seus efeitos é a inibição da sua ação. E, sem ação, não há revolução!

10- CONHECER MELHOR OS INDIVÍDUOS DO QUE ELES MESMOS SE CONHECEM.
No transcorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado crescente brecha entre os conhecimentos do público e aquelas possuídas e utilizadas pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o “sistema” tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele mesmo conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos a si mesmos.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Tá voltando a circular o "Expresso 2222": Álbum antológico de Gil com capa de Edinízio Primo é relançado em CD


Posto aqui o artigo de Marcus Preto publicado recentemente na Folha de S.Paulo sobre a reedição especial que chega no mercado do antológico álbum de Gilberto Gil "Expresso 2222", remasterizado nos estúdios ingleses de Abbey Road. 
A socialização da notícia - sugerida em rede social pelo jovem guru, Narlan Matos, - tem um gostinho especial. No texto, constam curiosos depoimentos de Gil sobre a produção do álbum e destaca o revolucionário trabalho gráfico de Edinizio Ribeiro Primo, que na época resultou em prejuízo à gravadora. Agora, 40 anos depois, o disco retorna às lojas com a sofisticada capa do ibirataiense/jequieense fielmente reproduzida no formato para CD. 

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CANÇÃO DO PÓS-EXÍLIO (Por Marcus Preto)

Gil começou a gravar o "Expresso 2222" em abril de 1972 --três meses depois de chegar do exílio londrino, que durara dois anos e meio. As sessões aconteceram no estúdio Eldorado, no centro de São Paulo, sob a coordenação de Roberto Menescal.
Optaram por gravar ao vivo no estúdio (todos os músicos tocando juntos), o que agilizou bastante o processo. "Terminamos em uma semana", lembra Menescal. "O Eldorado deve ter sido cinema um dia e tinha um palco. Gravávamos em cima dele. Na época, os tropicalistas andavam em grupo. Então, os amigos sempre apareciam. Juntavam 15 pessoas na plateia."
Para o guitarrista Lanny Gordin, a velocidade das gravações se deveu aos muitos ensaios feitos na casa de Gil.
"Quando me reuni com o [pianista Antonio] Perna, o Bruce [Henry, baixista] e o Tutty [Moreno, baterista], parecia que a gente já se conhecia de outras encarnações. Falávamos pouco e nos comunicávamos pelo som", diz.
Lanny aponta uma revolução na maneira como Gil tocou violão naquele disco.
"Ele criou um novo estilo. Entrei na onda dele. Mudei meu jeito de tocar. Minha música, que era jazzística, ficou mais contemporânea", diz.
Tutty Moreno também vivia em Londres quando a maior parte dessas canções foi escrita.
Chegaram a morar na mesma casa: os dois, as respectivas mulheres de então (Ina e Sandra) e o pequeno Pedrinho --filho de Gil, que morreu em 1990, cuja foto estampa a capa de "Expresso 2222".
"Menescal, como produtor, respeitou integralmente as ideias do Gil, e o disco foi gravado sem nenhuma interferência", descreve o baterista.
Quase nenhuma. O espírito de liderança de Menescal teve de entrar em cena pelo menos uma vez.
É que, a exemplo de "Transa" (1972), de Caetano Veloso, a capa de "Expresso 2222" não seguiria os padrões "quadrados" dos discos comuns. Para tanto, foi encomendado a Edinizio Ribeiro Primo um projeto gráfico que também transformasse a embalagem do LP de Gil em obra de arte.
Primo fez um trabalho singular. Uma capa redonda, com diâmetro bem maior do que o do vinil que continha.
"Acabou 30% maior do que a dos discos convencionais", afirma Menescal. "Expliquei que não caberia nas caixas da transportadora nem nas prateleiras das lojas. Mas o cara não abria mão."
Teve que pedir que Gil interviesse. A solução conciliadora foi dobrar as bordas redondas para dentro da capa, fazendo-a parecer quadrada.
"Mesmo assim, custou tanto que deu prejuízo. Quanto mais vendesse, mais dinheiro a companhia perderia. Chegaram a torcer para vender pouco", conta Menescal.

Cada faixa do álbum comentada pelo próprio Gilberto Gil:

terça-feira, 4 de setembro de 2012

"Ilha fantasma" aparece por alguns minutos no litoral de Santa Catarina

Objeto pode ser projeção da Ilha Itacami ampliada e distorcida pela refração
Há exatamente um mês, num dia de sábado (4 de agosto) um fenômeno intrigou moradores e turistas no litoral de Santa Catarina. Uma ilha "fantasma" foi vista por várias pessoas em Ibituba, na Praia da Vila e em Laguna, no Mar Grosso, durante aproximadamente 15 minutos. O estranho objeto pode ser uma ilusão de ótica coletiva. O fenômeno foi fotografado pela secretária Camila Hemília Rucinski e também foi registrado em vídeo pela dona de casa Patrícia Mello. 
Em depoimento para o Diário do Sul Camila contou: “Meu pai foi buscar o almoço em um restaurante na frente da praia e quando estava saindo o garçom chamou e perguntou há quanto tempo ele morava em Imbituba. Ele respondeu 30 anos e o garçom perguntou se ele já tinha visto aquela ilha e apontou para o mar. Ele ficou surpreso porque nunca tinha visto aquilo e o garçom disse que ficava coberto pelo mar e aparecia na maré baixa. Meu pai disse que não podia ser, porque era muito grande e, se fosse coberto na maré alta, o mar avançaria pela praia”. O pai de Camila a levou até a praia para tirar algumas fotos. “Mas fiquei muito nervosa e só esta foto ficou mais nítida. Voltamos algumas horas depois, por volta das 15h, com outra câmera, uma profissional, e não tinha mais nada. Meu pai ficou muito impressionado. Era muito nítido, parecia uma ilha, mas a Itacomi é mais longe, e horas depois tinha sumido”, disse Camila.
Teria sido um submarino? uma monoboia da Petrobras? a aparição de um objeto extraterreno? uma conexão com fragmento de um universo paralelo? Uma ilha perdida, como a Atlântida, que emergiu do oceano? Muitas foram as especulações até que uma explicação cientifica de acordo com as leis da física indicou a manifestação de um fenômeno natural raro, mas perfeitamente possível, semelhante às miragens muito comuns de ocorrerem em altas temperaturas nos desertos e nas pistas asfálticas. O estranho objeto pode ser uma ilusão de ótica coletiva também conhecida como Fata Morgana ocorrida devido a inversão térmica. 

Fotografia da ilha Itacami em sua forma real
Cientistas locais acreditam que houve uma miragem da Ilha Itacami, localizada na divisa dos dois municípios. O professor de Física e mestrando em Educação, Cléder Schulter, de Braço do Norte, explica que a refração pode ser responsável pelas imagens vistas nas duas praias. Para ele, as condições climáticas do dia teriam sido favoráveis à ocorrência da miragem, pois as temperaturas estavam baixas ao amanhecer e ao longo do período se elevaram, chegando próximo aos 30°C.


Leia a explicação científica do professor para o fenômeno: 

Esquema gráfico demonstra fenômeno da miragem
causada por refração a partir de fotografia
tirada na Patagônia. Veja descrição completa aqui
“A refração é o fenômeno onde um raio de luz muda de direção ao passar de um meio para o outro. Isso ocorre porque a luz apresenta velocidade diferente em diferentes meios. No caso da imagem formada no mar, o raio de luz não passou de um meio para outro, mas ali a refração pode ter sido causada devido à formação de “camadas” de ar de diferentes temperaturas, sendo que a temperatura do ar deve crescer com o aumento da altura em relação à superfície do mar.
(...) Cada camada de ar, com temperatura diferente, tem índice de refração diferente. A elevação de temperatura ocorrida pela manhã pode ter formado essas camadas de ar. Esse tipo de miragem é chamado de miragem superior, não é muito comum e ocorre em locais frios. Outro tipo de miragem, chamada miragem inferior, é bem mais comum, e é aquela que ocorre em dias muito quentes, quando vemos uma poça d’água no asfalto alguns metros à frente e que, quando chegamos mais próximo, percebemos que o asfalto está seco.
(...)No caso da miragem superior, o raio de luz sofre uma curvatura descendente provocada pela refração. Isso faz com que a imagem seja vista acima da superfície. Ela (refração) também torna os objetos maiores e mais alongados. Talvez por isso a ilha tenha ficado mais visível e, aparentemente, mais próxima da praia”, afirma Cléder.


Veja registro em vídeo do fenômeno postado no youtube: 





quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Bandinha Di Dá Dó é a próxima atração no Gianna pelo Coletivo Borda da Mata


BDDD - Original, contagiante e surpreendente
Respeitável público a noite de sexta-feira (31) promete: A próxima apresentação promovida pelo Coletivo Borda da Mata no GIanna Casual Pub é a envolvente Bandinha Di Dá Dó. Performático e divertido, o grupo é formada pelos clowns músicos Mauro Bruzza – Palhaço Cotoco (vocal, kazu e acordeom), Thiago Ritter – Teimoso Teimosia (baixo), Magnus Viola – Magnetus (guitarra), Ed Lannes – Edmilsons (violão) e Paulo Zé Barcellos – Zé Milico (bateria). 
O espetáculo musical com elementos de teatro e circo da Bandinha Di Dá Dó, surgida em 2005 em Porto Alegre, promete agradar a gregos e troianos de todas as idades. Com uma linguagem musical universal, a Bandinha tem como influências sonoras as mais bizarras e díspares, numa bela e bem humorada mistura que vai desde o rock cigano do leste europeu até os tradicionais ritmos étnicos; passando pelos clássicos consagrados no cinema por Fellini e Nino Rota. Também desafiam o funk e o blues americano e também o tango argentino, além de pitadas da psicodelia dos anos 70 e de ritmos brasileiros. 
Neubera Kundera - Rock inteligente
e releituras inusitadas




Por conta da Cidade Sol, o músico e compositor Neubera Kundera abre os caminhos da festa fazendo as honras da casa com um rock autoral inteligente e intrigantes releituras de inesquecíveis canções populares. IMPERDÍVEL! 


terça-feira, 24 de julho de 2012

Cine Jequié, de Robinson Roberto, será exibido em Salvador


O cineasta jequieense Robinson Roberto, pioneiro do Super 8, várias vezes premiado nos festivais nacionais da pequena bitola, exibe seu filme Cine Jequié hoje (24/07) à noite (ás 19h30) no Instituto Goethe/ICBA, no Corredor da Vitória em Salvador.

A exemplo do inesquecível drama italiano,  Cinema Paradiso, de Giuseppe Tornatore, o documentário de Robinson Roberto é uma declaração de amor à sétima arte
Com  registros raros feitos por quem viveu os tempos áureos desta sala exibidora, onde começou, por sinal, suas atividades cineclubistas, o filme emociona os contemporâneos do cineasta e, com certeza, surpreende os mais novos. A entrada é franca.

Com informações do http://setarosblog.blogspot.com.br

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Locais que foram cenário para algumas das históricas capas de discos de rock podem ser vistos através do Google Street View


O Google Street View tem provado ser uma ferramenta bem útil que já ultrapassou as barreiras do simples ato de visualizar ruas e avenidas. Mais do que isso, o aplicativo permite ao usuário criar roteiros de viagens através do que ele vê, checar restaurantes ou bares para saber se valem a pena, e uma versão do Street View feita especialmente para conhecer o interior de museus também já existe.

Mas uma função curiosa tem atraído os olhares dos amantes da música. Agora, eles podem rastrear os locais que foram utilizados em diversas capas de álbuns dos seus artistas preferidos.

O jovem Sean Yeaton, da revista Vice, selecionou dez lugares icônicos que serviram de cenário para a arte de alguns álbuns do mundo da música. Em seguida, encontrou o melhor ângulo das imagens para que elas ficassem combinadas com as capas dos álbuns. Algumas foram fáceis de encontrar, como a do disco "Abbey Road", dos Beatles, ou a do "461 Ocean Boulevard", de Eric Clapton. Já outras deram trabalho para Yeaton, como "After The Gold Rush", de Neil Young.

Abbey Road - The Beatles

Com a foto tirada em 8 de agosto de 1969, Abbey Road é o único álbum dos Beatles que não leva o nome da banda ou título impresso na capa (até mesmo o "The White Album" tem o nome do grupo gravado na frente). A ideia de atravessar a faixa de pedestres em frente à rua foi de Paul McCartney, e a fotografia levou apenas dez minutos para ser tirada pelo fotógrafo Iain Macmillan, quando ficou de pé sobre uma escada enquanto um guarda policial impedia o tráfego na rua.

Muitos dizem que a capa é uma dica do popular bordão "Paul está morto", no qual a banda teria deixado pistas enigmáticas em músicas e imagens sobre a morte do cantor. Um exemplo é a placa de um dos carros ao fundo com a inscrição "281F" - apontando para a idade que Paul teria "se" ainda estivesse vivo naquela época. Na figura, os membros dos Beatles estariam compondo um cortejo fúnebre, com John Lennon em branco, como um "homem santo", Ringo de preto, como alguém que está de luto, Paul descalço (supostamente um costume típico dos sepultamentos italianos) e fora de compasso com o resto da banda, e George de azul, simulando um coveiro.

Reprodução 

(What's The Story) Morning Glory? - Oasis

Tomada por influências do fotógrafo Michael Spencer Jones (que também é responsável pelas imagens de "Definitely Maybe" e "Be Here Now"), a capa apresenta dois homens artisticamente embaçados caminhando em direções opostas. Berwick Street, a rua que ilusta a capa de "Morning Glory?", foi escolhida devido à sua reputação: ela foi pioneira em lojas de discos nos anos 90.

Reprodução

Animals - Pink Floyd

A primeira ideia de capa para "Animals" era a de uma criança andando numa rua com seus pais fazendo sexo "como animais", mas foi felizmente rejeitada e trocada por um "porco voador" que sobrevoa a Battersea Power Station, em Londres. O bicho, na verdade, era um gigantesco balão de gás hélio, apelidado carinhosamente de "Algie", e foi fotografado em 2 de dezembro de 1976.

Reprodução 

Ramones - Ramones

Roberta Bayley, fotógrafa de uma revista punk, conseguiu o que muita gente tinha tentado - e falhado - na época: uma foto decente do grupo Ramones. Já o cartunista e escritor John Holstrom, cujo trabalho aparece em vários álbuns da banda, diz que o primeiro obstáculo foi reunir os quatro roqueiros em um só lugar ao mesmo tempo, além de fazê-los posar como se estivessem "puxando os dentes", numa parede pixada em Manhattan.

Reprodução 

After The Gold Rush - Neil Young

O efeito parcialmente negativo lançado sobre a imagem não é necessariamente uma decisão artística do fotógrafo Joel Bernstein, que na época tinha apenas 18 anos. Mas o próprio admitiu que foi uma tentativa de esconder o fato de que a foto está realmente fora de foco.

O jovem já havia capturado alguns ensaios com Neil Young, em torno de Greenwich Village. Bernstein avistou uma velha andando na esquina das ruas Sullivan e West 3rd, em Nova York, e sabia que era o momento certo para fazer um bom retrato. Na sua pressa de bater a foto, o foco foi ajustado errado. Por isso mesmo, ele ficou assustado quando a imagem foi escolhida como a capa do álbum de 1970.

Reprodução 

ARTIGO PUBLICADO ORIGINALMENTE NO SITE http://olhardigital.uol.com.br

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Maior rede de cultura livre da América Latina se reúne em congresso nacional




Vai acontecer nos dias 11 a 18 de dezembro a Etapa Nacional do IV Congresso Fora do Eixo (COFE), o principal encontro presencial e deliberativo da maior rede de cultura livre da América Latina.
Desde 2008, a rede se encontra anualmente para debater o desenvolvimento de seus processos, colher resultados e planejar os próximos passos. 
Estão previstos para esta edição discussões, mesas, grupos de trabalhos, conferências, reuniões e observatórios livres, atos, encontros e vasta programação cultural que acontecerá concomitantemente às demais atividades do COFE.
O Circuito Fora do Eixo é formado por representações nos 26 estados brasileiros, no Distrito Federal e em três Países da América Central e um País da América do Sul, além do Brasil, somando 106 localidades, entre Pontos de Articulação Fora do Eixo, Pontos Parceiros, Pontos de Linguagem e Pontos Regionais.
Com informações do foradoeixo.org.br/congresso

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

O Dia do Gato Preto e algumas considerações sobre as razões das superstições

Em busca de algumas curiosidades para postar aqui, depois deste hiato (esta palavra tá na moda, que o digam Los Hermanos que estão saindo de um), encontrei no site http://www.vocesabia.net algumas boas sugestões para executar o ctrl c / ctrl v, devidamente creditadas. 
Na pesquisa também descobri que 17 de novembro é o “Dia do Gato Preto”. Data escolhida por uma organização italiana de defesa dos animais para, sob o lema “Todos juntos contra a superstição” defender os felinos de perseguições e promover adoções. Façamos então nossa parte aqui no Miscelânea.

Como superstições sempre mexem com nossa imaginação resolvi optar pelo artigo sobre este tema. "Entrar numa casa nova com o pé direito. Bater na madeira para neutralizar o azar. Não passar por baixo de uma escada. Muitas superstições fazem parte do cotidiano das pessoas. Dizem até que nós, brasileiros, somos um dos povos mais supersticiosos do mundo. Uma pessoa supersticiosa acredita em qualquer coisa que lhe dizem, crê em fatos sem fundamento real e segue conselhos criados pela crendice popular. E você? Você é supersticioso? Veja abaixo algumas superstições e faça uma autoavaliação."
Não resisti, fiz a autoavaliação sugerida. E fui além, numa especie de análise com as respectivas observações sobre alguns dos tópicos apresentados. Essas crendices populares que raramente conseguimos resistir à tentação de acreditar nelas.


Devemos sair e entrar em qualquer lugar, sempre com o pé direito, para evitar o azar. 
Principalmente porque planejar o pé que vamos colocar à frente evita tropeços.

Cruzar com um gato preto é azar na certa. 
Principalmente se for no meio da noite com pouca luz. Corremos o risco de tropeçar no bichano e ainda tomar uma mordida.Isso é que é azar.

Nunca devemos passar por debaixo de uma escada. Atrai a má sorte, com certeza.
Sem dúvida, o risco de cair um balde de tinta, um pincel, ou mesmo o pintor com escada e tudo em sua cabeça é matematicamente mais elevado que você passar bem distante da escada. 


Para mandar uma visita chata embora, é só deixar uma vassoura de cabeça para baixo atrás da porta. 
Ela certamente não vai demorar, principalmente se conhecer a simpatia e perceber o que foi feito. 

Crianças que montarem em vassouras serão infelizes. 
Certamente, no caso delas preferirem a vassoura como ferramenta de profissão, em vez de brincar de médico, presidente, industriário, jornalista (ops, neste caso, nem tanto). 

Varrer a casa à noite acaba com a tranquilidade doméstica.
Com certeza, se tiver gente querendo dormir e sofrer de alergia a poeira.

Quem passar por debaixo do arco-íris muda de sexo.
Mais fácil que conseguir este feito deve ser passar por uma cirurgia de redesignação sexual. 

Sua mão esquerda está coçando? Você vai receber um bom dinheiro extra. Se por acaso a mão que estiver coçando for a direita, tome cuidado: é provável que perca uma grande quantia. Coceira na sola do pé significa viagem ao exterior.
Mas é bom lembrar de procurar um dermatologista, pode ser também uma micose.

Viu uma estrela cadente correr no céu? Faça um pedido, que ele vai se realizar, sem nenhuma dúvida.
Mas tem que elaborar o pedido antes que a estrela desapareça. Se conseguir este feito você merece tudo de bom com essa velocidade de raciocínio.

Um Buda é bom para atrair dinheiro. Mas ele tem que ficar em cima da geladeira e em cima de um prato cheio de moedas.
Sempre que precisar de uns trocados ele vai estar lá à disposição.

Quebrou um espelho? Vêm aí sete anos de má sorte. Ficar se admirando num espelho quebrado é ainda pior. É quebrar a própria alma. 
O ministério do bom senso adverte: O risco de acidente é muito grande quando mantemos espelhos e vidros quebrados em nossa casa.

Se o seu copo estiver com alguma bebida alcoólica, não brinde com ninguém cujo copo contenha bebida sem álcool. Vocês estarão se arriscando, nesse tin-tin, a ter os desejos invertidos.
Também há o risco de acidente se quem for dirigir estiver consumindo a bebida alcoólica... ou neste caso seria ao contrário? 

Três velas ou três lâmpadas acesas em um mesmo quarto são prenúncio de morte.
As três velas acesas aumentam os riscos de incêndio, as três lâmpadas aumentam o consumo de energia elétrica, e não tem quem aguente. 

Acender três cigarros com um mesmo palito de fósforo também significa perigo. É uma tradição de guerra. O primeiro cigarro aceso mostra o alvo ao inimigo, que mira no segundo e atira no terceiro.
Principalmente se o inimigo for o câncer e o alvo for a garganta ou o pulmão dos fumantes.


Aí estão algumas considerações que apenas confirmam que as superstições têm lá suas razões de ser. Mas, vamos mudar de assunto pois dizem que falar sobre essas coisas dá azar.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

"Vassouras contra a corrupção" são roubadas em Brasília


BRASÍLIA - Ambulantes, servidores e até mesmo seguranças dos prédios da Esplanada dos Ministérios roubaram muitas das 594 vassouras nas cores verde e amarelo que desde a manhã desta quarta-feira, 28, estavam fincadas no gramado em frente ao Congresso Nacional como protesto contra a corrupção.
Organizadora da manifestação, a ONG Rio da Paz optou por retirar o restante das vassouras após perceber que todas acabariam sendo mesmo arrancadas, mas acabou doando outra grande parte delas às pessoas que pediram para levar para casa uma vassoura novinha em folha.
A ONG é a mesma que realizou o protesto na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, na semana passada. A ideia surgiu depois que o senador Pedro Simon (PMDB) disse que gostaria de receber uma vassoura em Brasília.
Além de pedir a limpeza da corrupção no País, a ONG solicita ao Congresso que se envolva na luta do povo brasileiro pelo fim da corrupção e a aprovação do fim do voto secreto.
Depois, ainda no Rio, um ato idealizado a partir das redes sociais com o apoio de mais de 33 mil usuários no Facebook, conseguiu reunir cerca de 2,5 mil pessoas na Cinelândia, de acordo com a Polícia Militar.
(Publicado originalmente no estadão.com.br)
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Enquanto isso, o Conselho de Ética da Câmara arquivou o caso do deputado Valdemar da Costa Neto (PR-SP). Embora o relator Fernando Francischini (PSDB-PR) tenha defendido a abertura do processo, seus colegas decidiram (por 16 votos a 2) que não tinha por que investigar Valdemar. Na defesa, o deputado baiano Amaury Teixeira (PT), sob o argumento de que a aprovação da investigação serviria para banalizar o Conselho de Ética, afirmou: "Não se pode sempre que sair acusação na imprensa trazer para cá". 
Só para refrescar a memória, o caso Valdemar chegou ao Conselho de Ética a partir de denúncias veiculadas na imprensa sobre a participação do deputado em reuniões no Ministério dos Transportes, em ocasiões que se pedia propina a empresários para a liberação de recursos. O escândalo atingiu o Governo Federal obrigando a presidente Dilma a optar pela exoneração do ministro e mais 20 integrantes da cúpula do MT. Ainda assim, numa atitude que subestima a inteligência dos brasileiros e amplia o descrédito nos nossos políticos, o Conselho de Ética alegou não haver indícios para abrir investigações.
Esta lamentável notícia faz lembrar o episódio da deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF), filmada em 2006 recebendo uma bolada de notas de Durval Barbosa proveniente do Mensalão do DEM. Embora desta vez o parecer do relator Carlos Sampaio (PSDB-SP), sugerindo a cassação, tenha sido aprovado por 11 votos a 3 no Conselho de Ética da Câmara, quando chegou aos colegas parlamentares, a filha do ex-governador Joaquim Roriz ficou livre da cassação com 265 votos contra, 166 votos a favor e 20 abstenções. 62 parlamentares nem sequer compareceram. 
O principal argumento para tal atitude da maioria dos nossos representantes no legislativo foi "não abrir um precedente". Será que isso significaria a colocação de carapuças por antecipação em quem teme o efeito dominó da moralidade desmoronando uma a um dos que têm rabo preso em algum delito? Só nos resta torcer para que um dia a ética vença o corporativismo no legislativo federal para que possamos nos orgulhar dos nossos representantes fazedores das leis que nos regem e fiscalizadores do executivo. Parece que as vassouras só servem para varrer a sujeira para debaixo do tapete.