Este é o Miscelânea, por Júlio Lucas

Leia no seu idioma preferido:

Mostrando postagens com marcador MÚSICA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador MÚSICA. Mostrar todas as postagens

sábado, 12 de dezembro de 2020

Como David Guetta tornou-se uma entidade da música eletrônica? Conheça sua história!

















(Por CaioLucas, originalmente publicado para PlayBPM)


Você nem precisa escutar música eletrônica para conhecer o francês David Guetta. Ele é certamente o DJ mais famoso do mundo. Carregando sempre uma multidão de fãs por qualquer lugar que passe, é conhecido por ser uma máquina de produzir hits. Precursor das parcerias com artistas pop, muito antes de Avicii ou mesmo Calvin Harris, o “titio” Guetta já tem dois Grammys no currículo e incontáveis certificados de ouro e platina. Único DJ que já se apresentou em todas as 15 edições do Tomorrowland, Guetta inaugurou uma nova era na música eletrônica no início da década passada, fazendo com que essa vertente musical finalmente atingisse as massas. Ele com certeza é uma lenda viva na cena e isso não há como negar! Mas, será que você conhece a trajetória do astro?


O INÍCIO DE UM PRODÍGIO


Pierre David Guetta nasceu em Paris, na França, no dia 7 de novembro de 1967. Pois é, mesmo com 53 anos, o francês demonstra em cada uma de suas apresentações que ainda possui tanta energia e empolgação quanto um adolescente.
Seu interesse pelo mundo da música teve início aos 17 anos de idade. Guetta deu início à sua carreira de DJ no Broad Club, em Paris, onde tocava apenas os hits mais conhecidos da época. Foi só em 1987 que ele esbarrou com uma track do DJ Farley Keith na rádio e se apaixonou pela música house, momento visto por muitos como o real despertar dessa fera que conhecemos hoje.
Daí pra frente, David começou a organizar as suas noites em clubs com suas setlists e regras próprias. Até que em 1990, em parceria com o rapper Sidney Duteil, lançou o seu primeiro single, intitulado ‘Nation Rap’.
Quatro anos depois, em colaboração com o vocalista Robert Ownes, Guetta lançava a sua segunda track, ‘Up & Away’. Neste mesmo ano, tornou-se gerente de uma casa noturna na cidade de Le Palace, onde começou a organizar as festas extremamente memoráveis que contribuíram para construir a imagem que o DJ tem hoje.


A ASCENSÃO GLOBAL

Mas foi só em 2001 – com o lançamento do hit ‘Just a Little More Love’ – que ele se tornou mundialmente conhecido. Produzido ao lado de Chris Willis e Joachim Garraud, o single foi um sucesso imediato, dando origem ao primeiro álbum de estúdio de Guetta. Com o mesmo título do single anterior, o disco estourou nas rádios do mundo todo em velocidade recorde e vendeu mais de 300 mil cópias no ano de 2002.
Outro grande passo marcante da carreira de Guetta foi o clipe da música ‘Love is Gone’, do álbum ‘Pop Life’, lançado em 2007. Qualquer usuário do Orkut na época com certeza vai se lembrar desse clássico, que fez um sucesso tão absurdo da noite pro dia que bate a nostalgia só de escutar os vocais.


A FANTÁSTICA CONSISTÊNCIA

No ano de 2009, David Guetta produziu a icônica ‘I Got a Feeling’ da banda Black Eyed Peas, que se tornou um hit em todo o mundo e se manteve no topo das paradas por um bom tempo em dezessete países.
Já em 2010, um dos álbuns mais espetaculares da carreira do francês era lançado. Com uma tracklist recheada de sucessos memoráveis – como ‘When Love Takes Over’, ‘Sexy Bitch’, ‘Memories’ e ‘The World is Mine’ – ‘One More Love’ vendeu mais de quatro milhões de cópias e recebeu certificado de platina em sete países.
Em 2011, Guetta lançava o seu documentário ‘Nothing But the Beat’, que conta um pouco da sua história até chegar ao patamar revolucionário na indústria musical.
Seu quinto disco, com o mesmo nome do documentário, foi lançado em agosto de 2011 como álbum duplo: um disco eletrônico e outro com vocais. O DJ francês inspirou-se em bandas como Kings of Leon e Coldplay para adicionar influências de rock em suas produções. Na lista de músicas, tracks atemporais como ‘Titanium’, ‘Turn me On’, ‘She Wolf’, ‘Play Hard’ e ‘Sunshine’ conduziram as cinco milhões de vendas e oito certificados de platina conquistados.
Em 2014, Guetta lançou o novo álbum, ‘Listen’, que contou com a participação de artistas do R&B, hip hop, rock alternativo e pop, como Nicki Minaj, John Legend, Sia, Magic!, Bebe Rexha e Skylar Grey. Ele também possui produção adicional de DJs de peso, como Avicii, Afrojack, Nicky Romero, Showtek e Stadiumx entre outros.


O RETORNO ÀS RAÍZES
Agosto de 2018 era chegado o momento de David Guetta retornar com seu projeto alternativo ‘Jack Back’. Representando os diversos lados de sua jornada musical, o retorno do “titio” às suas raízes no underground repercutiu rapidamente em toda a indústria, com lançamentos pelas maiores gravadoras do cenário, como a Tolroom e a Defected Records.
Em setembro de 2018, Guetta lançava seu sétimo álbum intitulado “7”. Esta produção mostra as diferentes facetas do trabalho do DJ e se divide em dois álbuns. O primeiro tem 15 faixas, que deram ao pop uma cara mais dance, com colaborações de Bebe Rexha, J.Balvin, Jason Derulo, Justin Bieber, Nicki Minaj, Sia, Black Coffee, Steve Aoki, Martin Garrix e muito mais. Já o segundo apresenta outras 12 tracks, as quais fazem parte de seu projeto underground Jack Back. O álbum mostrou a rica musicalidade e versatilidade do artista, que consegue misturar a música eletrônica com diferentes gêneros, como o pop, hip hop e trap.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

Confira "O gás", da banda ConFusão. Um outro lado da música baiana


Esse é o videoclipe oficial de “O gás” do grupo baiano Confusão. O trabalho realizado em 2016 por 15Deia Produções sob a direção de Igor Mascelani Guillen materializou o sonho da produtora independente formada por um coletivo de amigos e profissionais do circuito audiovisual soteropolitano em parceria com os caras da banda Confusão.


Nem só da axé music vive a Bahia. A ConFusão surgiu há 17 anos no cenário alternativo de Salvador com a proposta de fazer um som sem fronteiras. Na ocasião desse trabalho a banda estava composta por Luciano Robô (Vocal), Renaldo Silva "Xuxa" (Contrabaixo), Niel Alves (Guitarra), Alex Pantera (Guitarra), Adison Açúcar (Percussão), Anderson Reis (Percussão), e Ricardo Nascimento "Zuzu" (Bateria). 

Vale a pena conferir esse tempero apimentado do caldeirão da música underground baiana onde de tudo um pouco cabe: baião, xaxado, chula, misturados ao punk rock, pop, reggae e MPB, sempre recheados de muita atitude e poesia.





terça-feira, 17 de novembro de 2020

A trajetória da música eletrônica: do house até o retorno do tecno ao mainstream


Na segunda edição de OUTRO OLHAR, seção onde apresentamos postagens de parceiros e colaboradores do Miscelânea, contamos com o artigo de CaioLucas. Jovem amante da música que tem se destacado com trabalhos originalmente publicados na PlayBPM - Revista de Música Eletrônica. 

_________________________________________


No final dos anos 80 surgia um fenômeno musical na Europa, mais especificamente no Reino Unido e em Berlim, que hoje é o gênero mais vendido do mundo pela Beatport e ocupa a vanguarda dos maiores festivais de música eletrônica. Sim, estamos falando do tecno: o som que está dominando as pistas de todo o mundo e atingiu patamares que influenciaram até mesmo o universo do rock e do pop. 

Mas você faz ideia do caminho percorrido por essa vertente até chegar nos dias atuais? Obviamente, outros gêneros e muitos artistas fazem parte dessa história. E aqui vamos nós desvendar passo a passo essa incrível jornada do house dos anos 80 ao tecno emergido no mainstream da cena eletrônica.


As origens do house

Assim como a moda, a música ou a cultura pop em geral tem o costume de trabalhar em torno de “tendências” e estas são determinadas pelos inovadores da indústria.

Após o sucesso intenso da disco-house dos anos 80 se expandir para Chicago e chegar até o Studio 54 de Nova York, poucos imaginavam que este som pudesse impactar o próximo meio-século. Enquanto a cena tecno de Detroit continuava a crescer cada vez mais por conta dos elementos minimalistas presentes nas músicas, surgia na Inglaterra no início dos anos 90 outro som com uma vibe completamente diferente intitulado de ‘acid house’. A novidade marcava presença em um dos clubes mais requisitados de Manchester, o The Haçienda, e tornou a realização das raves ilegais em galpões uma prática comum nos fins de semana de Londres. Com o uso de drogas como o LSD e aderindo o - agora notável - símbolo ‘Smiley Face’ como uma marca recorrente, este subgênero abriu caminho para a descoberta do trance no final do século passado. Figuras como Paul van Dyk, Ferry Corsten, Paul Oakenfold e Tiesto contribuíram para garantir uma imagem mais comercial com o uso dos lasers e os explosivos canhões de CO2 comuns nos famosos clubes, como o Amnesia Ibiza.

 

O surgimento do “EDM”

Quando o termo “EDM” – Electronic Dance Music – explodiu no final da primeira década do milênio, este foi incorporado à cena mainstream de uma maneira nunca antes vista. Nomes como Swedish House Mafia e o Calvin Harris contribuíram para fundir o dance com o pop. Tracks como ‘Miami 2 Ibiza’ e ‘I’m not alone’ dominaram por várias semanas as paradas de sucesso no verão de 2009 e no ano seguinte pelo mundo inteiro, sendo executadas em todas as pistas de dança dos clubes e festas universitárias de fins de semana.

Percebendo o momento de mudança na cena eletrônica, o astro francês David Guetta – que já passeou pelo underground se apresentando no Space Ibiza com sets de vinil até o sol raiar -  emplacou três vezes consecutivas o topo das paradas britânicas em um período de apenas dois meses com os lançamentos de ‘When love takes over’, ‘Getin over’ e ‘Sexy chick’.

 

Os pioneiros

Aqueles que prosseguiram neste caminho expoente foram amplamente elogiados (e também criticados) por se aventurarem em busca de novas diversidades artísticas.

Quando o astro sueco Avicii subiu ao palco principal do Ultra Music Festival de 2013, atingindo claramente o auge da sua carreira, trazia, então, um som melódico inovador, que ninguém tinha conhecimento ainda. Assim, resplandecia o momento decisivo de uma das figuras mais importantes de um movimento que sequer apresentava indícios de saturação. A música eletrônica nunca tinha estado na vanguarda nem alcançado tanto reconhecimento da cobertura da grande imprensa como naquela ocasião. Ali despontava sobre a figura revolucionária de um jovem de 23 anos, um enorme potencial de dominar o gênero por vários anos seguintes.

Desse dia em diante, o cenário mudou. Tim Bergling decide apresentar ao mundo uma inovação do gênero frente ao maior festival de música eletrônica do planeta, deixando todos surpreendidos com a sequência de várias tracks inéditas sob influências do country e do folk, em vez dos hitsSilhouettes’ e ‘I could be the one. A repercussão crítica que este set causou foi lendária, e alguns da imprensa consideravam-no “avançado demais para a dance music”. Meses depois, o mundo havia compreendido a genialidade de Tim, com o seu hit ‘Wake me up’

com fortes elementos do country conquistando múltiplos certificados de platina e atingindo mais de um bilhão de plays tanto no Spotify, como no Youtube. Nascia um pioneiro.

 

A queda da EDM

No período entre 2010 e 2013, amplamente conhecido como “a era de ouro” da EDM, a separação do trio Swedish House Mafia introduziu à cena eletrônica uma série de novos sub-gêneros. A exemplo do som ‘Dirty Dutch’ de Hardwell, que impulsionaria o produtor de big room a alcançar o topo do polêmico ranking da DJ Mag e artistas como Dimitri Vegas & Like Mike e Martin Garrix, que adotaram estilos similares (até a mudança deste último para o som melódico em 2015). Os vencedores do prêmio de “Melhor DJ do mundo” ficaram concentrados nos seis anos seguintes nas mãos de produtores de big room; um exemplo claro de que a indústria estava se modificando.

Com os últimos cinco anos sendo atravessados pela introdução do ‘future house’ em meados de 2013 (graças a Tchami e Oliver Heldens) e a eclosão do movimento de bass music nos Estados Unidos (ou Trap, para os mais chegados), a paisagem da dance music vem mudando constantemente, germinando e engrandecendo novos sub-gêneros, enquanto tentamos buscar uma identidade fiel para definir o cenário da música eletrônica nos tempos modernos.

 

A ascensão do tech house

As bases para o ressurgimento do tecno como força dominante foram anunciadas nos últimos anos com o “salto” do tech-house para as pistas de todo o mundo. Um gênero mais comercial companheiro das batidas industriais ríspidas do tecno e de um house focado nas melodias cativantes.

Além do sucesso repentino e fundamental do australiano Fisher com seu hit ‘Losing it’, outra track se tornou a “cabeça-de-chave” deste movimento: trata-se de ‘Cola’, da dupla Camelphat. Mas, como esses sons com uma vibe mais deep e underground conseguiram abrilhantar o cenário eletrônico durante dois anos seguidos, sendo nomeados no Grammy em melhor gravação de dance music? É possível perceber que esse som “chiclete” era inovador e logo se tornaria o “queridinho” das pistas ao redor do planeta. Acrescentando os vocais de Elderbrook após um encontro no estúdio em janeiro de 2017, o futuro hit oriundo de Liverpool foi estreado por Danny Howard no especial de dance music da BBC Radio 1, de Annie Mac e Pete Tong, sendo tocado até hoje por diversos DJ’s. Com a track preenchendo diversos clubes ao redor de Ibiza, ela logo foi ascendida a ser considerada a música-tema da temporada de eventos de 2017, sendo remixada por vários produtores, como Robin Schulz, Franky Rizardo, ZHU e Teamworx. Hoje, ultrapassando impressionantes 100 milhões de plays tanto no Spotify como no Youtube, Camelphat tornou-se um nome de referência quando o assunto é house music.

 

O retorno do tecno

Nos últimos tempos, com vários fãs de música enjoando da fórmula repetida presente no big room, aqueles que se ousam a buscar fora da caixa e fornecer algo único e inovador para os padrões atuais estão novamente sendo recompensados. Artistas como Enrico Sangiuliano e Adam Beyer se mantém dominando a nova onda de tecno, juntamente com a recém gravadora Drumcode, oferecendo as produções mais finas do lado “dark” desta vertente. Além disso, no início deste ano a indústria já consolidava este novo (e velho) som; sempre marcando presença nas mais populares festas de Ibiza com figuras como o destacado Black Coffee, o brilho de Tale of Us, os sólidos sucessos de Charlotte de Witte e Boris Brejcha e a icônica lenda Carl Cox. Sem contar com inúmeros festivais voltados para o gênero que vêm movimentando uma multidão de fãs nos últimos anos. Como o DGTL, Time Warp, Awakenings e o Movement. Era chegada a hora do tecno emergir das profundezas do underground para a vanguarda da cena eletrônica novamente.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Tribos do Rock de volta ao vivo com Júlio Lucas


sábado, 22 de dezembro de 2012

Tribos do Rock especial de Natal

O Tribos do Rock deste sábado tem um gostinho especial de confraternização. São três razões para festejarmos: trata-se do primeiro programa depois do fim do mundo, véspera de Natal e último do ano apresentado ao vivo. Durante o recesso de férias o programa continuará indo ao ar pela 105 FM programado com aquela seleção de muito som legal. Só não será possível a participação do público solicitando músicas, dando sugestões e fazendo críticas. Em  2013 o TdR volta com Júlio Lucas no comando e muitas novidades. 

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Grande encontro de atrações alternativas em Jequié


 Que Jequié é uma terra de muitos talentos, isso todo mundo sabe, mas faltava um grande evento que reunisse boa parte deles. Não falta mais. Quem mora na região sudoeste e gosta de boa música, não pode mais reclamar, pelo menos esta semana. Vai acontecer no Palácio das Artes o maior festival de música alternativa já visto em Jequié, o Caatinga Free Sound. 
A data é histórica por alguns fatores específicos: a reunião de talentos de vários estilos musicais: Reggae, rock, pop rock e rapp; a iniciativa da própria rapazeada que agita o cenário há algum tempo: Mandacaroots, Neubera Kundera, Semente Nativa, Shau e Os Aneis de Saturno, Tony MC e Nino Boy; tráta-se do primeiro registro profissional em DVD da cena local. Definitivamente vai ser uma grande festa de confraternização em torno da boa música.
De acordo com os organizadores, os ingressos estão quase esgotados. O evento será nesta sexta-feira (14), no Palácio das Artes e começa às 19h. A casadinha custa 30 reais e os pontos de venda são: Êba Camisetas, Raio Do Sol, Terral Surf, Mundo Basico e Artcorpus Jequié, além de promotores espalhados pela cidade. Imperdível!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

O que o mundo acha de Luiz Gonzaga?


Para os brasileiros que ainda não perceberam o valor da cultura nordestina e a dimensão de um artista chamado Luiz Gonzaga, segundo a Wikipedia, "uma das mais completas, importantes e inventivas figuras da música popular brasileira" - nascido em 13 de dezembro de 1912 na cidade de Exu e nos deixou no dia 2 de agosto de 1989 em Recife - vale a pena ver o que talentos de outras partes do mundo acham disso. Assista aos videos a seguir:






Luiz Gonzaga cantando acompanhado da sanfona, zabumba e do triângulo, levou a alegria das festas juninas e dos forrós pé-de-serra, bem como cantou a pobreza, as tristezas e as injustiças de sua árida terra, o sertão nordestino, para o resto do país, numa época em que a maioria das pessoas desconhecia o baião, o xote e o xaxado
Admirado por grandes músicos, como Dorival Caymmi, Gilberto Gil, Raul Seixas, Caetano Veloso, entre outros, o genial instrumentista e sofisticado inventor de melodias e harmonias, ganhou notoriedade com as antológicas canções "Baião" (1946), "Asa Branca" (1947), "Siridó" (1948), "Juazeiro" (1948), "Qui Nem Jiló" (1949) e "Baião de Dois" (1950).

Hoje Luiz Gonzaga é fonte de estudos de pesquisadores em várias partes do mundo, teve sua vida contada em livro, no teatro e no cinema e cada vez mais é reverenciado por artistas em várias línguas estrangeiras. 



Com informações da Wikipedia.



sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Armarinho de Miudezas: Oito anos de boa música no rádio

Bené Sena, quando secretário, à frente do São João cultural. (FOTO: Jequié Notícias)

Criado em 5 de dezembro de 2004, o programa Armarinho de Miudezas, apresentado pelo músico Bené Sena, trouxe para os ouvintes um repertório diversificado através da programação da FM 104.9, a 105 FM, todos os domingos, das 8 às 11h.
“O programa apresenta música escrita do barroco ao século 20, popular e erudita. Também incluímos poesias e comentários sobre os compositores e músicos. O nome é uma homenagem ao artista Waly Salomão, um jequieense que deixou um grande legado no cenário cultural do país”, explica Bené, que mantém um dos poucos programas do gênero no Brasil, ainda sem o apoio cultural e patrocínios que merece.
Nesses 8 anos de existência, o Programa mostra que a boa música e a arte de qualidade precisam ser cultivadas e se imortalizam pela perseverança dos abnegados que, como diz Chico Buarque na canção “Gente Humilde”, vão ‘em frente sem ter com quem contar’.
Originalmente publicado no Gicult.
____________________________________________________________________________
Bené Sena é músico instrumentista e foi secretário de Cultura e Turismo do município de Jequié. Ocasião em que implementou várias ações para inserir Jequié no Plano Nacional de Cultura e organizou a festa do São João valorizando aspectos culturais e artistas regionais sem deixar que o evento perdesse a grandiosidade com grandes estrelas da música brasileira. 

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Manzuá e Neubera Kundera agitam noite no Gianna


sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Conferência Musicada “Falando e Cantando com a Ancestralidade”


Mateus Aleluia, brasileiro, natural de Cachoeira - Bahia, compositor e cantor, remanescente do grupo vocal Os Tincoãs, é o autor do projeto designado por: "O Musical em Palestra Afro", cujo enredo tem como foco, a mestiçagem artística cultural baiana, ressaltando como o fio condutor deste processo, a cultura e história da África.

Hoje, dia 16/11, às 19h30 no Auditório da UESB /Jequié - Conferência Musicada “Falando e Cantando com a Ancestralidade”

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Iª Flisje - Mitologia Brasileira, Jequié e a contracultura dos anos 60 e Cuíca de Santo Amaro são temas na programação da Festa Literária

O artista plástico Dicinho (3º da esq) entre Maurício Bastos, Lula Martins, Bené Sena, João Batista, Val Rodrigues, César Zama e Dermival Rios. Alguns deles, contemporâneos do chamado "grupo de Jequié" da contracultura  tropicalista. (FOTO: Zenilton Meira)
Mouzar Benedito: estudioso e defensor
da mitologia brasileira

A expectativa é grande para a Iª Flisje - Festa Literária do Sertão de Jequié. A festa que pretende homenagear o centenário de nascimento de Jorge Amado e ainda rememorar Luiz Gonzaga terá uma série de temáticas abordadas em palestras, mesas redondas e oficinas com diversos convidados. De acordo com o escritor Domingos Ailton, membro da ALJ - Academia de Letras de Jequié e integrante da comissão organizadora do evento: "é a primeira vez que uma cidade do sertão baiano terá uma festa literária, que reunirá nomes importantes da literatura e de outras linguagens artísticas do país".Na programação constam a participação do presidente da União Brasileira de Escritores (UBE), o escritor e jornalista Joaquim Maria Botelho, que irá proferir a conferência “A Literatura no contexto atual do Brasil”. Botelho também fará parte de uma mesa redonda juntamente com a jornalista e escritora carioca Rogéria Gomes e os jornalistas e escritores baianos Carlos Ribeiro e Carlos Souza, sobre literatura e jornalismo. Já o escritor, jornalista e sociólogo Mouzar Benedito ministrará a oficina “Mitologia Brasileira”, e o professor da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), Erisvaldo Pereira dos Santos, irá conduzir a palestra “Religião de matriz africana na literatura de Jorge Amado: a propósito do texto ‘O compadre de Ogum’”.
O humor inteligente e libertário de Cuica
de Santo Amaro será discutido e exibido em filme 
O cineasta Tuna Espinheira, que levou o romance Cascalho, de Herberto Sales, para o cinema, debaterá sobre o processo de adaptação de uma obra literária para as linguagens cênica, cinematográfica e televisiva, com a escritora Rogéria Gomes e o vice-coordenador do curso de Teatro da Uesb, Roberto de Abreu. A obra de Jorge Amado será debatida pelo escritor e jornalista Domingos Ailton e pela professora do Departamento de Ciências Humanas e Letras (DCHL) da Uesb, Adriana Abreu. Já a relação de Jequié com a contracultura dos anos 60 será tema de debate entre os cineastas Tuna Espinheira e Robison Roberto e o artista plástico Dicinho. Os escritores Valdeck Almeida de Jesus, Roberto Leal e Carlos Souza debaterão sobre o processo de produção e circulação de um livro. O poder de transformação da literatura terá como debatedores os escritores Domingos Ailton, Carlos Ribeiro Morgana Gazel e a professora do DCHL da Uesb, Zilda Freitas. Cultura nacional, modernidade e globalização será o tema da palestra do professor da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), Luciano Costa Santos. A história de vida e a produção literária do cordelista Cuíca de Santo Amaro serão mostradas em palestra e exibição de filme por parte do jornalista e documentarista Josias Pires, autor da série da TVE Bahia “Singular e Plural”. 
No primeiro dia da festa literária serão empossados novos membros da Academia de Letras de Jequié. O público presente na festa literária terá oportunidade também de participar de oficinas de criação literária como a oficina de crônica, ministrada pelo escritor e professor da Uneb, Vitor Hugo Martins. Após suas respectivas palestras os escritores lançarão e autografarão seus livros. Também acontecerá exposição de obras de autores regionais e laçamentos de títulos com sessão de autógrafos.
Acesse o site do evento e veja todos os detalhes!

Imunidade Acústica agita véspera de feriado com tributo a Los Hermanos





Não é todo dia que temos a oportunidade de ouvir o repertório do Los Hermanos executado ao vivo com competência. É o que vai acontecer em Jequié nesta véspera do feriado da Proclamação da República. 
A banda Imunidade Acústica, já conhecida por muita gente que gosta da boa música, depois de um hiato, resolveu reunir-se e proclamar publicamente sua reverência ao Los Hermanos. 
No repertório, "todos os sucessos que levaram essa banda ao reconhecimento da crítica e dos fãs como uma das maiores de todos os tempos", garante Carlos Said, vocalista do grupo. 
O show acontece hoje (14) no Gianna Casual-Pub a partir das 22h. Ingressos à venda no local: R$ 15,00.



sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Noite Fora do Eixo/Jequié: Diamba se apresenta neste sábado no Gianna


Quem está de volta a Jequié neste sábado (10) depois de seis anos, é a banda Diamba. Trata-se de mais uma Noite Fora do Eixo que acontece no Gianna promovida pelo Coletivo Borda da Mata. O show marca o lançamento do novo álbum do grupo, "Fraternidade Musical Diamba". 
Antes da festa os caras vão dar uma passadinha nos estúdios da 105 FM para bater um papo com Júlio Lucas durante o programa Tribos do Rock. Eles vão falar da história do grupo, da cena soteropolitana, da receptividade do novo trabalho e o que mais rolar. O Tribos do Rock vai ao ar ao vivo a partir das oito da noite do sábado e pode ser ouvido online pelo link da 105 FM. O ouvinte pode participar pelo Facebook adicionando o grupo  Tribos do Rock, ou pelo fone (73) 3525-2273.

Vão fazer as honras da casa a banda de reggae Semente Nativa, já bastante conhecida e querida do publico jequieense. 

A noite também vai contar com a participação do cantor e compositor Chris Duk, que possui um som pop em destaque nas noites cariocas tanto com a banda Stereo Moog quanto com seu trabalho solo. Ele promete apresentar canções da sua carreira e do novo registro intitulado "Expresso dub."

A festa vai acontecer a partir das 22h e os ingressos estão à venda nas lojas Terral Surf.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Diamba, de volta a Jequié depois de seis anos


quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Jequié recebe pela primeira vez Orquestra Afrosinfônica


segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Baianos da Vivendo do Ócio e Agridoce confirmados entre Pearl Jam, The Killers e Franz Ferdinand no Lollapalooza Brasill

A versão brasileira do festival Lollapalooza vai ter Pearl Jam, The Killers, Black Keys e Franz Ferdinand, entre outras grandes atrações internacionais. A organização do evento anunciou hoje (1º de outubro) oficialmente a programação da edição 2013 do Lollapalooza Brasil, que vai acontecer entre os dias 29 e 31 de março no Jockey Club, em São Paulo.
Entre as atrações nacionais estão as bandas Agridoce - projeto paralelo de Pitty - e Vivendo do Ócio - que tocou em Jequié no Dia Mundial do Rock (veja entrevista exclusiva aqui no nosso Papo Online.com). Os cariocas da lendária Planet Hemp e a Mix Hell, de Iggor Cavalera (Ex-Sepultura) e sua esposa Laima também estão entre as atrações nacionais. Pode-se dizer que as bandas baianas já são veteranas do Lolla, pois  participaram da primeira edição do festival no Brasil em abril deste ano. 


Confira as atrações confirmadas:





Tá voltando a circular o "Expresso 2222": Álbum antológico de Gil com capa de Edinízio Primo é relançado em CD


Posto aqui o artigo de Marcus Preto publicado recentemente na Folha de S.Paulo sobre a reedição especial que chega no mercado do antológico álbum de Gilberto Gil "Expresso 2222", remasterizado nos estúdios ingleses de Abbey Road. 
A socialização da notícia - sugerida em rede social pelo jovem guru, Narlan Matos, - tem um gostinho especial. No texto, constam curiosos depoimentos de Gil sobre a produção do álbum e destaca o revolucionário trabalho gráfico de Edinizio Ribeiro Primo, que na época resultou em prejuízo à gravadora. Agora, 40 anos depois, o disco retorna às lojas com a sofisticada capa do ibirataiense/jequieense fielmente reproduzida no formato para CD. 

_______________________________________________________________________________

CANÇÃO DO PÓS-EXÍLIO (Por Marcus Preto)

Gil começou a gravar o "Expresso 2222" em abril de 1972 --três meses depois de chegar do exílio londrino, que durara dois anos e meio. As sessões aconteceram no estúdio Eldorado, no centro de São Paulo, sob a coordenação de Roberto Menescal.
Optaram por gravar ao vivo no estúdio (todos os músicos tocando juntos), o que agilizou bastante o processo. "Terminamos em uma semana", lembra Menescal. "O Eldorado deve ter sido cinema um dia e tinha um palco. Gravávamos em cima dele. Na época, os tropicalistas andavam em grupo. Então, os amigos sempre apareciam. Juntavam 15 pessoas na plateia."
Para o guitarrista Lanny Gordin, a velocidade das gravações se deveu aos muitos ensaios feitos na casa de Gil.
"Quando me reuni com o [pianista Antonio] Perna, o Bruce [Henry, baixista] e o Tutty [Moreno, baterista], parecia que a gente já se conhecia de outras encarnações. Falávamos pouco e nos comunicávamos pelo som", diz.
Lanny aponta uma revolução na maneira como Gil tocou violão naquele disco.
"Ele criou um novo estilo. Entrei na onda dele. Mudei meu jeito de tocar. Minha música, que era jazzística, ficou mais contemporânea", diz.
Tutty Moreno também vivia em Londres quando a maior parte dessas canções foi escrita.
Chegaram a morar na mesma casa: os dois, as respectivas mulheres de então (Ina e Sandra) e o pequeno Pedrinho --filho de Gil, que morreu em 1990, cuja foto estampa a capa de "Expresso 2222".
"Menescal, como produtor, respeitou integralmente as ideias do Gil, e o disco foi gravado sem nenhuma interferência", descreve o baterista.
Quase nenhuma. O espírito de liderança de Menescal teve de entrar em cena pelo menos uma vez.
É que, a exemplo de "Transa" (1972), de Caetano Veloso, a capa de "Expresso 2222" não seguiria os padrões "quadrados" dos discos comuns. Para tanto, foi encomendado a Edinizio Ribeiro Primo um projeto gráfico que também transformasse a embalagem do LP de Gil em obra de arte.
Primo fez um trabalho singular. Uma capa redonda, com diâmetro bem maior do que o do vinil que continha.
"Acabou 30% maior do que a dos discos convencionais", afirma Menescal. "Expliquei que não caberia nas caixas da transportadora nem nas prateleiras das lojas. Mas o cara não abria mão."
Teve que pedir que Gil interviesse. A solução conciliadora foi dobrar as bordas redondas para dentro da capa, fazendo-a parecer quadrada.
"Mesmo assim, custou tanto que deu prejuízo. Quanto mais vendesse, mais dinheiro a companhia perderia. Chegaram a torcer para vender pouco", conta Menescal.

Cada faixa do álbum comentada pelo próprio Gilberto Gil:

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Neubera e Shau se apresentam no Palácio das Artes


sábado, 22 de setembro de 2012

Tribos do Rock recebe organizadores e participantes da 2ª Noite Underground























Estarão no Tribos do Rock deste sábado os organizadores e participantes da 2ª Noite Underground. 
A turma vai falar do Evento que acontecerá em 20 de outubro na Casa da Cultura Pacífico Ribeiro, em Jequié, com a participação das bandas: Blackout X, Chaos Conspiracy, Subconscious e The Sipsons. 

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Marco Vilane é convidado de Rolando Boldrin neste fim de semana

Marco Vilane e o apresentador Rolando Boldrin no programa Sr. Brasil da TV Cultura (FOTO:  Pierre Yves Refalo)

O cantor e compositor jequieense Marco Vilane é o convidado desta semana do programa Sr. Brasil, apresentado pelo consagrado ator, cantador e contador de causos, Rolando Boldrin. 
Marco Vilane, atualmente radicado em São Paulo, possui um consistente trabalho autoral que transita com desenvoltura entre a MPB e o Pop, o que o situa na vanguarda musical chamada por muitos de Nova MPB. 
No programa, Vilane fala da sua trajetória e do seu mais recente registro, “Varal Diverso”, que soma-se a “Avesso” (2001) e “Coisa Alguma” (2003): uma refinada discografia que nos presenteia com diversidade de ritmos, fusões musicais e poesia, sempre executada por respeitados músicos, ótimas parcerias e convidados mais do que especiais, a exemplo do mestre Dominguinhos. 
Acompanhado pelos músicos Beto Vasconcelos (contrabaixo), Michele Abu (cajón) e Tércio Guimarães (flauta), em meio ao papo descontraído com Boldrin, Vilane apresenta suas  músicas: “Versa e vice” (parceria com Edu Capello), “Truque de menino" (parceria com Érico Theobaldo e Márcio Pazin) e “Tralha” (composta com Alex Santana). 
O programa será exibido pela TV Cultura neste sábado (15/09), às 18h30 e será reapresentado no domingo (16).